Qual é a relação entre hipercalemia e doenças cardiometabólicas?
Caso você não tenha familiaridade com a palavra, hipercalemia é quando há um nível acima do normal de potássio na corrente sanguínea, o qual pode causar doenças como arritmia cardíaca e paradas cardiorrespiratórias.
O potássio pode ser considerado um íon intramolecular no organismo, que atua processos metabólicos e estabelece gradientes elétricos para realizar a manutenção das células. Seu nível aceitável dentro da corrente sanguínea é entre 3,5 e 5 mEq/ L.
A ingestão exacerbada de potássio, utilização de medicamentos como antidiuréticos, ciclosporina, digitálicos em superdosagens e penicilina são responsáveis por acelerar o nível da proteína no organismo e causar alterações no controle neuromuscular e, até mesmo, doenças nos rins devido a baixa absorção de lipídeos.
Quando o assunto é coração, a hipercalemia atinge, principalmente, a parede coronal, fazendo com que o paciente possa vir a ter parada cardiorrespiratória, arritmia cardíaca ou dificuldade para respirar.
Na maior parte dos casos, a doença atinge o sistema cardiovascular, exigindo um tratamento mais intensivo.
Os tratamentos variam de acordo com a faixa-etária do paciente e a recomendação é que procure um médico quando sentir:
- Ritmo cardíaco anormal;
- Paralisia motora;
- Náuseas;
- Fadiga excessiva;
- Dores nos rins.
Para evitar o aumento do potássio de forma descontrolada, recomenda-se realizar o check-up periodicamente, com o exame de sangue, que é o responsável por mensurar os níveis.
A partir do diagnóstico, o cardiologista indica o tratamento mais adequado, prevenindo complicações ou agravamento do caso.
O pai dos corações
Por definição, o pai pode ser biológico, de criação ou adotivo. Mas também estendemos para as relações interpessoais, no cuidado que demonstra para as pessoas à volta dele.
Amar e educar estão entre as atribuições dele, mas não param por aí. A preocupação com o desenvolvimento e o cuidado integral com a saúde também se destacam.
Dentre as maiores virtudes de um pai estão a lealdade, o aconselhamento, a generosidade, a confiança, entre tantas outras.
Para homenagear esse pai de tantas facetas, o Centro de Excelência escolheu o Dr. Marcelo Palazzi, cardiologista do Grupo Sirius, que representa todos os pais do corpo clínico e de pacientes.
A prova de que o pai é além do sentido biológico
Há quase uma década no Grupo Sirius, o cardiologista Marcelo Bruno Palazzi atende cerca de 450 pacientes todos os meses.
São pessoas de todas as idades que passam por consultas para tratar do coração, mas que acabam construindo uma relação de amizade com ele.
Conhecido por atender famílias inteiras — dos avós aos netos — chega a ser motivo de brincadeira pela sua pouca idade e tanta bagagem de experiência e histórias.
A relação familiar e como a paternidade influencia na carreira
Pai de duas jovens, Natasha e Giovanna, o Dr. Marcelo diz que “ser pai para mim é um caminho possível para aprendermos a amar. É viver o que há de mais nobre no relacionamento humano: o respeito, o querer bem, o se importar.” Além de ter impulsionado a sua carreira.
“Melhorou a minha sensibilidade e o nível de importância a certas informações reveladas por nossos pacientes. Inclusive gosto sempre de ilustrar esse assunto com uma passagem de meu trabalho: certa vez, minhas filhas adoeceram, ficaram bem debilitadas, mas se recuperaram sem precisar de internação. Nesse período atendi um paciente, cujo filho também havia adoecido, porém não teve a mesma sorte e veio a falecer. Senti em mim a sua dor e, literalmente, estive junto com ele naquele momento.”
“Conseguimos ser pai quando nos tornamos o melhor amigo de nossos filhos.” (Dr. Marcelo Palazzi)
Servindo como uma inspiração para as suas filhas, investe no aconselhamento vocacional, impulsionando-as na carreira para escolherem o que mais tivessem orgulho de fazer. Porque, para o Dr. Marcelo, a paternidade amplia a responsabilidade e o comprometimento com a profissão não apenas para buscar mais recursos financeiros como também para alcançar a excelência do trabalho, principalmente para ser um exemplo a elas.
“Vivenciar a decisão delas ingressando na minha área de atuação profissional traz uma alegria especial. Mostra que me reconhecem também profissionalmente, motivando-me a melhorar e atuar em outro campo do universo que compreendo ser pai. Agora, sou um colaborador profissional”, evidencia.
Neste círculo de engrandecimento mútuo e experiências únicas, Natasha e Giovanna Palazzi deixam sua homenagem ao pai.
Este depoimento é dedicado ao meu pai, meu melhor amigo e meu médico cardiologista. Meu pai sempre foi um grande profissional, tanto em relação ao seu entendimento sobre cardiologia quanto ao seu atendimento humanizado. Meu pai é muito gentil e educado com seus pacientes e o que mais me inspira nele é que ele faz sua consulta parecer uma “casa/um conforto” para seus pacientes. Eles confiam muito no meu pai, porque ele realmente sabe muito sobre cardiologia. Durante a faculdade quando eu não entendia uma matéria de cardiologia, a primeira pessoa que eu ia direto pedir ajuda era ele, porque além dele ser um excelente médico, eu o considero um excelente professor também! Eu tenho certeza que seus pacientes são tão fiéis e que nunca trocam de médico porque realmente meu pai se esforçou muito para estar onde ele está agora sendo um brilhante profissional da saúde e salvando várias vidas ameaçadas pelas doenças cardiovasculares. Você, pai, é uma inspiração para mim e para todas as pessoas que convivem com você! Eu te amo muito! Obrigada por todos os ensinamentos, pai! (Natasha Zombini Palazzi, fisioterapeuta)
Começo este depoimento dizendo que meu pai é um grande exemplo de profissional na área da saúde, não só pela capacidade teórica e prática, mas também pelo atendimento em si. Eu tive a oportunidade de acompanhá-lo em algumas consultas e vê-lo com os seus pacientes, sendo uma verdadeira inspiração e que me deu uma força diferente para enxergar a Medicina de uma forma mais humana, algo que eu pretendo levar comigo quando chegar a minha vez de atender meus pacientes. Eu admiro muito o equilíbrio que meu pai consegue chegar em relação ao profissionalismo e a empatia, o que torna ele além de um ótimo profissional, um ótimo ser humano. Tenho muito orgulho de tudo o que ele construiu e vem construindo com tanto esforço, dedicação e amor. No fim, o mais importante no final do dia é viver intensamente e fazer o que você gosta em sua potência máxima e acredito que meu pai faz isso todos os dias. (Giovanna Zombini Palazzi, estudante de Medicina)
Na figura do Dr. Marcelo Palazzi, o Centro de Excelência deseja um feliz dia dos pais a todos!

Cardioncologista: saiba mais sobre essa especialidade tão fundamental
Muitos pacientes oncológicos quando recebem o diagnóstico de um câncer automaticamente focam o seu pensamento no medo mais aparente no tratamento: a perda de cabelo. No entanto, existem outras preocupações relacionadas não só ao diagnóstico, mas ao processo no tratamento que pedem atenção especial. Entre elas está a saúde cardíaca e é exatamente este o papel do médico cardioncologista. Dr. Jorge Henrique Yoscimoto Koroishi, médico cardiologista do Grupo Sirius, é o nosso especialista convidado para explicar um pouco mais sobre essa área de atuação.
“As reações do organismo à quimioterapia podem incluir o desenvolvimento da hipertensão arterial. É um possível efeito colateral do tratamento e que deve ser acompanhado por uma equipe cardiológica. Aqui entra o meu trabalho como cardioncologista: cuidar do coração do paciente que está passando por um câncer, esteja ele localizado onde estiver”, explica o especialista.
O acompanhamento ao paciente pode começar tão logo o diagnóstico é recebido e o tratamento adequado é prescrito. Isso porque a Cardioncologia é a área responsável não só pelo tratamento de possíveis efeitos ao tratamento, mas também responde pela prevenção deles. “Nem todo paciente oncológico necessariamente vai desenvolver problemas cardíacos e cabe a nós, cardioncologistas, traçar o melhor caminho para prevenir que eles apareçam”, continua Dr. Jorge.
Não é raro, inclusive, que o acompanhamento cardioncológico seja mantido mesmo depois do término do protocolo de tratamento do câncer. Isso acontece porque algumas medicações oferecem risco de acidentes cardiovasculares mesmo após serem finalizadas. É fundamental manter as consultas periódicas, sempre feitas de acordo com o especialista.
“Existe muita vida no câncer. E qualidade de vida também é nosso papel como cardioncologistas. Um coração saudável aumenta a qualidade de vida e longevidade desses pacientes e é por essa qualidade que trabalhamos”, finaliza.
Transplante do coração: tratamento para todos os casos de doenças cardíacas?
Um transplante do coração é, para muitos pacientes, a única chance de sobrevida. Mas ele não é o único tratamento para pacientes que sofrem com doenças cardiovasculares e que bom não ser. A fila de espera por um transplante cardíaco no estado de São Paulo varia de 12 a 18 meses, em média (esse tempo pode ser bem maior, inclusive). Parte dos pacientes à espera, infelizmente, vão a óbito porque lutam — literalmente — contra o tempo. Essa realidade poderia ser outra se o índice de rejeição à doação de órgãos não fosse tão alto: 43% das famílias não autorizam a doação de um paciente elegível a ser doador.
O transplante cardíaco é um tratamento reservado para pacientes com cardiopatias graves e que colocam sua vida em risco. Entre esses diagnósticos estão as arritmias severas, doenças cardíacas congênitas, miocardiopatias e valvulopatias graves.
Em alguns casos mais graves existe a possibilidade do uso de um coração artificial — um dispositivo que atua como ventrículos — e que dá ao paciente não só mais qualidade de vida, mas permite que ele possa enfrentar a fila do transplante com um pouco mais de tranquilidade com relação à saúde. É uma alternativa paliativa que dá ao paciente aquilo que médico nenhum pode dar: tempo. Tempo de espera por um coração compatível, que não precisa ser apenas compatível, mas completamente saudável.
Ainda que seja a última — e única — esperança de pacientes com cardiopatias graves, o transplante não é um procedimento simples e pede cuidados pré e pós operatórios que devem ser seguidos à risca. Pós-procedimento os cuidados são intensificados para que o organismo não veja aquele novo órgão como um corpo estranho e reaja a ele, o que chamamos de “rejeição” ao coração. A recuperação hospitalar é de cerca de um mês justamente para que todos os cuidados necessários sejam coordenados por uma equipe especializada.
Em muitos casos a expectativa de vida de um coração vindo de doador é de cerca de oito anos quando, em alguns casos, o paciente é reavaliado e pode, em alguns casos, precisar de um novo transplante. Nesses casos, ele volta para a fila de espera por um novo coração.
Ainda que este não seja o único tratamento quando se fala em cardiopatias, é preciso dizer que é o único tratamento para as mais de 350 pessoas que estavam na fila de um transplante do coração apenas no primeiro semestre de 2021 (dados oficiais do Sistema Nacional de Transplantes). São mais de 350 vidas à espera de um sim. De uma segunda chance.
Que a realidade possa ser outra. Que haja mais conscientização da importância da doação de órgãos. A realidade é que nunca sabemos se um dia seremos nós ou alguém que amamos na fila… É preciso pensar nisso também.
Conheça o novo exame para insuficiência cardíaca
Em menos de dois minutos, para o paciente que sofre com insuficiência cardíaca, é possível encontrar com precisão o quanto de fluido se encontra dentro de seus pulmões.
Possibilidade dada graças ao Sensoriamento Dielétrico Remoto (ReDS), novo equipamento baseado em energia eletromagnética. Apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia 2021, ele diminui a re-internação de pacientes após alta hospitalar por volta de 30 dias. Exame este com importância fundamental para os pacientes que sofrem com a insuficiência cardíaca.
Sabe-se que, no Brasil, segundo o DataSUS, são cerca de dois milhões de pessoas com a doença e mais de 240 mil casos diagnosticados anualmente.
O que é e o que causa insuficiência cardíaca?
A insuficiência cardíaca ocorre, geralmente, em adultos e é quando o coração nãoconsegue bombear sangue suficiente para o corpo e cumprir a função de nutrir todos os órgãos.
Geralmente é um quadro avançado, que ocorre em decorrência de doenças como: pós infarto, pós miocardite, hipertensão mal controlada, uso de medicações (como determinados quimioterápicos), doença e Chagas, abuso de álcool, entre outras.
A insuficiência cardíaca é uma falha do bombeamento do coração. E isto pode levar ao acúmulo de líquido nos pulmões. Assim, este líquido (o soro) transborda e vai parar nos alvéolos pulmonares, causando falta de ar, pernas inchadas, batimento cardíacos acelerados, dores no peito, fadiga, entre outros sintomas.
O excesso de fluidos pulmonares é um dos principais fatores que determinam a internação dos pacientes que sofrem com insuficiência cardíaca.
Testes atuais, como exame físico e monitoramento de sintomas podem estimar, mas não podem medir com exatidão o volume de fluido pulmonar em excesso.
Com este novo exame (ReDS), é possível medir exatamente o excesso do líquido e apoia o especialista nos próximos passos.
Desta maneira, o tratamento com medicação pode ser prontamente ajustado, evitando assim, que o paciente necessite de uma nova internação por descompensação do quadro de insuficiência cardíaca.






