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Risco cardiovascular agrava com doença autoimune. Saiba o motivo

A possibilidade de uma pessoa desenvolver uma doença cardiovascular no futuro é chamada de risco cardiovascular. Essas chances são consideradas por diversos fatores, incluindo os genéticos, os adquiridos (como sobrepeso/obesidade) e as doenças associadas (como as autoimunes).

Pacientes com doenças autoimunes são os mais propensos as doenças cardiovasculares, é o que revelou um estudo publicado no The Lancet em agosto de 2022.

Antes de mostrar as descobertas dos pesquisadores, saiba o que são as doenças autoimunes.

Elas podem ser definidas como um grupo de doenças específicas que provocam a produção de anticorpos pelo sistema imunológico para combater componentes do próprio organismo. De forma simplificada, o corpo confunde células do próprio corpo com agentes agressores e gera um sistema de defesa, atacando ao próprio organismo.

As mulheres são as mais acometidas pelas doenças autoimunes, que representa uma das dez maiores causas de mortes delas, de acordo com o NEDAI (Núcleo de Estudos de Doenças Autoimunes).

Dentre as mais comuns estão: Lúpus, Artrite reumatoide, Doença de Crohn, Vitiligo, Psoríase, Esclerose múltipla e Diabetes tipo 1.

Por que as doenças autoimunes agravam o risco de doenças cardiovasculares?

O estudo liderado por Nathalie Conrad, Ph.D., de Leuven na Bélgica, avaliou pacientes de todo o Reino Unido com qualquer uma das 19 doenças autoimunes diagnosticadas entre 1º de janeiro de 2000 e 31 de dezembro de 2017 e que não tiveram incidência de doença cardiovascular nos 12 meses após a descoberta.

Após as avaliações, o grupo acompanhou a ocorrência de 12 casos cardiovasculares por cerca de 6 anos.

Neste período, entre 15,3% com doença autoimune e 11% dos pacientes sem o quadro, desenvolveram doença cardiovascular, com uma taxa de 23,3 e 15 por 1.000 pacientes-ano, respectivamente. Ou seja, os números mostram que, para cada tipo da doença cardiovascular individual, as chances foram aumentadas progressivamente com doença autoimune.

Taxas de risco de 1,41, 2,63 e 3,79 para uma, duas e três ou mais doenças, respectivamente. Pacientes mais jovens tiveram as taxas de risco de 2,33 (45 anos), 1,76 (55 a 64 anos) e 1,30 (75 anos ou mais).

Ainda de acordo com o estudo, a maior taxa de risco cardiovascular foi registrada para Esclerose Sistêmica, seguida por Doença de Addison, Lúpus Eritematoso Sistêmico e Diabetes tipo 1 (risco de: 3,59, 2,83, 2,82 e 2,36 respectivamente).

“O risco cardiovascular substancial observado em pacientes com doenças autoimunes, particularmente em grupos etários mais jovens, sugere que as estratégias para reduzir o risco cardiovascular devem se tornar uma parte rotineira do gerenciamento de doenças autoimunes.” (Autores do estudo)

Como realizar a prevenção e o tratamento adequados?

Pacientes diagnosticados com doença autoimune devem realizar o tratamento com os especialistas da sua doença junto aos cardiologistas para prevenir o risco cardiovascular. Ou seja, contar com um time do coração.

O ideal é que, logo após a descoberta, também sejam feitos os exames para identificação de fatores pré-existentes e para que seja recomendado o adequado tratamento e seguimento caso a caso.

Por isso, o Centro de Excelência recomenda realizar os exames anuais e cuidar do bem mais precioso: a sua saúde.

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Anomalia de Ebstein: conheça a cardiopatia em que bebês nascem e são operados do coração

Rara e congênita, a Anomalia de Ebstein é uma cardiopatia em que recém-nascidos são submetidos a uma cirurgia no coração – o que não é uma regra – para corrigir a válvula tricúspide que controla o fluxo de sangue entre a aurícula direita e o ventrículo direito do órgão.

O tratamento ágil é possível graças ao pré-natal completo, com exame de ecocardiograma fetal, responsável por identificar a má-formação na valva tricúspide do coração do feto.

Com o diagnóstico precoce, os pais e a equipe médica podem ter um time especializado em cardiopatias congênitas durante o parto, o qual é responsável pelo procedimento cirúrgico logo após o nascimento.

Doenças cardíacas em bebês

Cerca de 30 mil crianças nascem com doenças cardíacas, segundo o Ministério da Saúde. As cardiopatias congênitas, ou má formação do coração do feto no útero, são as causas de 6% da mortalidade infantil antes do primeiro ano de vida.

Esse número pode diminuir caso exista um diagnóstico precoce, feito através do exame ecocardiograma fetal realizado por equipamentos de ultrassom.

Entretanto, o Brasil carece de profissionais preparados para realizar esse tipo de teste e detectar possíveis anomalias no coração dos bebês que estão sendo gestados.

Sem esses especialistas, o Ministério da Saúde criou em 2021 o Programa Renasce que é coordenado pelo Instituto Nacional de Cardiologia (INC). Ainda em fase de implementação, o projeto tem como objetivo melhorar os diagnósticos e tratamentos de cardiopatias congênitas no SUS. O programa tem como meta aumentar o número de cirurgias e tratar 60% dos casos desse tipo de doença até 2023.

É fundamental relembrar a importância do acompanhamento de um cardiologista infantil desde a fase pré-natal até o início da idade adulta para um rápido diagnóstico e direcionamento para tratamentos adequados. Os pais precisam estar atentos em sintomas como batimentos cardíacos muito lento ou rápido, pele azulada, falta de ar em repouso ou durante mamadas, maior cansaço em relação a outras crianças, entre outros, que podem ser consequência de um problema de coração.

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Cardiologia infantil: por que falar sobre esse tema?

Ao contrário do que muitos pensam, a cardiologia não é uma especialidade necessária apenas para adultos. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 30 mil crianças nascem com doenças cardíacas. As cardiopatias congênitas, ou má formação do coração do feto no útero, são as causas de 6% da mortalidade infantil antes do primeiro ano de vida.

A cardiologia infantil é uma especialidade que acompanha desde a fase pré-natal até o início da idade adulta com o objetivo de prevenir, diagnosticar e tratar doenças ligadas ao coração durante a formação no útero e o desenvolvimento.

Por conta de diferenças, como ritmo de batimentos, tamanho e peso do coração e a frequência cardíaca, a formação de um cardiologista pediátrico é um pouco diferente em relação a outros profissionais da área. Este especialista tem a capacidade de chegar a diagnósticos, tratamentos e soluções com maior precisão porque sabe das inúmeras variações que ocorrem na estrutura física infantil.

Tratamento cardiológico de crianças

O acompanhamento é realizado de acordo com a faixa etária da criança. O processo começa desde quando está no ventre — momento decisivo para encontrar problemas cardíacos.

Em seguida são solicitados exames laboratoriais e ou de imagem, além da verificação de sinais vitais e pressão arterial. Com o diagnóstico de cardiopatias congênitas (doenças na qual a criança desenvolve quando já nasceu) ou outras comorbidades adquiridas com o passar dos anos, é feita a prescrição do tratamento ou cirurgias para correção.

Apesar de cuidados cardíacos rotineiros, é preciso observar certos sintomas que indicam uma consulta mais urgente com um cardiologista infantil. Pele azulada em bebês, batimentos cardíacos muito lento ou rápido, sensações de tontura e episódios de desmaios, falta de ar em repouso ou durante mamadas, maior cansaço em relação a outras crianças, entre outros fatores.

Em razão disso, os pais devem sempre encontrar um cardiologista pediátrico especializado desde o momento que descobrem que terão um filho e manter acompanhamento rotineiro para evitar ou tratar o mais rápido possível as doenças cardíacas.

Grupo Sirius Cardiologia

Premiação – Grupo Sirius Cardiologia

Nos alegramos em compartilhar que três de nossos cardiologistas foram homenageados pelo Hcor! 🎉

Grupo Sirius Cardiologia
Grupo Sirius Cardiologia

Parabenizamos os médicos pela homenagem:

🏅 Dr. Jorge Henrique Yoscimoto Koroishi

🏅 Dr. Jeffer Luiz de Morais

🏅 Dr. Jairo Alves Pinheiro Junior

Somos gratos por possuir em nosso corpo clínico, profissionais com grande potencial e talento, que agregam imensurável valor ao Grupo Sirius.

Grupo Sirius-10-Outubro Rosa_ o câncer de mama e a saúde do coração

Outubro Rosa: o câncer de mama e a saúde do coração

A multiplicação desordenada de células anormais da mama tem a capacidade de formar um tumor com potencial de invadir outros órgãos. Esta é a definição do câncer de mama, segundo o Ministério da Saúde do Brasil.

Considerado o tipo da doença mais recorrente em mulheres de todo o mundo, foram registrados cerca de 2,3 milhões de novos casos em 2020 e quase 685 mil óbitos, de acordo com a IARC (International Agency for Research on Cancer).

As taxas também são altas no Brasil. O câncer de mama ocupa o segundo lugar dos diagnósticos em mulheres, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. A estimativa do INCA (Instituto Nacional do Câncer) é de que em 2022 sejam descobertos 66.280 novos casos.

Para alertar a população, principalmente a feminina, o mês de outubro é conhecido como Outubro Rosa.
Desde 2010, instituições, médicos e empresas de saúde se reúnem em todo o mundo com o objetivo de ampliar a consciência acerca da doença e realizar a prevenção, focando na redução da taxa de mortalidade.

Mesmo que o tratamento possa parecer não ter relação com o coração, ela existe e exerce um papel importante durante esse processo. Por isso, acompanhe a seguir o que o Centro de Excelência preparou para te alertar.

Qual é a relação do câncer de mama com o coração?

O cuidado com o coração deve permear todo o tratamento do câncer de mama. Por
isso, ter o acompanhamento de um cardio-oncologista é de suma importância. As terapias utilizadas podem abalar a estrutura cardíaca. Por exemplo, as quimioterapias foram associadas ao surgimento do quadro de insuficiência cardíaca. Já a radioterapia e a terapia hormonal estão associadas com a doença arterial coronariana.

Um estudo com pouco mais de 2 mil pacientes de radioterapia diagnosticou que 21,5% deles apresentaram doenças cardiovasculares em até 7 anos após o começo do tratamento.

Esses dados comprovam o alerta da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia): até oito anos depois do tratamento oncológico, 15% dos óbitos registrados em mais de 63 mil pacientes foi decorrente de complicações cardíacas.

Cuidado na aplicação do tratamento

No livro Câncer de Mama, Consenso da Sociedade Brasileira de Mastologia, os autores reforçam o cuidado dos médicos ao longo do tratamento para proteger o coração.

De acordo com eles, “o planejamento com tomografia permite identificar volumes pulmonares e cardíaco, minimizando, assim, a exposição a esses órgãos; além de conferir uma melhor distribuição de dose à área irradiada.”

Quando há o uso de radioterapia (RT) no combate ao tumor, a preferência é para a aplicação de técnicas mais modernas de RT, como a tridimensional conformacional ou com modulação de intensidade do feixe. Ainda segundo a publicação, por meio delas é possível manter os órgãos adjacentes, como coração, pulmões, esôfago, medula e pele, mais sadios por meio da distribuição homogênea da dose.

Acompanhe o tratamento oncológico com um cardiologista. Sabendo das complicações que os procedimentos para tratar o câncer podem gerar, sob o diagnóstico inicial, recomenda-se procurar um cardiologista para acompanhar os procedimentos e cuidar do coração.

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Carregadores Wireless para marcapasso? Uma realidade próxima 

A tecnologia vem avançando mais rapidamente e tem se tornado grande aliada aos profissionais de saúde. Pacientes procuraram médicos cardiologistas depois de checarem que seus relógios smart indicavam batimentos cardíacos irregulares ou estranharam as medidas estimadas de sua pressão arterial ou oxigênio. Ainda que não sejam instrumentos precisos sobre a saúde, esses dispositivos ajudaram a salvar vidas. Tecnologia, quando bem aplicada, é excelente.  

Pensando nisso, uma equipe da Universidade de Illinois, vem desenvolvendo uma pesquisa que mira nos usuários de marcapasso. De tempos em tempos é preciso trocar a bateria do aparelho e este é um processo cirúrgico que o paciente se submete entre cada 7 e 12 anos. (Leia a reportagem sobre marcapasso no Portal Centro de Excelência) 

Ainda que seja um processo relativamente simples, não deixa de ser uma intervenção. Tanto é que os pesquisadores da Universidade estão trabalhando com a possibilidade de um carregador wireless, como a tecnologia que hoje já existe para telefones e outros dispositivos. 

A mesma pesquisa vem sido também conduzida por uma equipe na Universidade de Stanford, assim como na Universidade de Rice, no Texas. Até agora, os resultados são animadores: em coelhos e porcos a tecnologia de carregamento sem fio obteve sucesso. Testes em pessoas serão conduzidos em breve, mas as equipes estão animadas com a possibilidade de trazer mais qualidade de vida e menos intervenções cirúrgicas em pacientes. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos a respeito. 

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Pesquisa aponta que hormônio da tireoide pode ser usado para tratamento cardiológico

Um estudo realizado pela Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, descobriu uma nova fórmula para evitar o hipertireoidismo exógeno, o qual, futuramente, pode prevenir doenças cardiovasculares.

Para entender o seu efeito e associação ao coração, é preciso saber o que é a tireoide.

Tireóide é a glândula localizada na parte anterior (da frente) do pescoço, próxima à traqueia. Os hormônios produzidos por ela — T3 e T4 — têm a função de agir no metabolismo para regular o gasto energético e a temperatura corporal, interferindo no nosso peso, humor, memória e, até mesmo, na fertilidade.

O descontrole dela pode causar alteração na frequência cardíaca com a possibilidade de desencadear uma arritmia. Como o coração é um órgão que trabalha com muita intensidade, a força da contração do músculo associada ao crescimento desenfreado da tireóide pode causar graves problemas cardiovasculares a médio prazo.

Os médicos e pesquisadores responsáveis pela pesquisa investigaram os papéis do TSH (hormônio estimulante da tireoide) e dos níveis de tiroxina livre (T4l) em 701.929 adultos.

A média de idade dos participantes era de 67 anos, sendo 88,7% do sexo masculino, que são os mais propensos ao crescimento desenfreado da glândula tireoidiana. Ao longo do estudo, 10,8% dos pacientes com alterações na tireóide morreram em decorrência de doenças cardiovasculares.

Sendo assim, a descoberta feita pela universidade norte-americana ressalta que, tanto o sub tratamento quanto o super tratamento, foram associados a resultados cardiovasculares adversos. Isso significa que a função da tireoide dos pacientes precisa ser monitorada de forma contínua, apontando também que 60% das pessoas que não são diagnosticadas cedo com a doença, desenvolvem doenças cardíacas.

A intensidade do tratamento com hormônio tireoidiano é um fator de risco modificável para fibrilação atrial e acidente vascular cerebral (AVC). No entanto, pouco se sabe sobre a associação com mortalidade cardiovascular, o que tem levado os médicos à terapia hormonal para tratar esses pacientes.

Pesquisadores seguem afirmando que há uma possibilidade de o estudo revelar como utilizar o mesmo hormônio para tratar pacientes que já tiveram AVC, infarto ou alguma complicação no coração, bem como informam que é possível realizar um tratamento adequado nessas pessoas com o TSH.

No Brasil, 15% da população acima dos 45 anos sofre com problemas de tireóide, de acordo com o Instituto YouGov. 7 em cada 10 dos pacientes diagnosticados com hipertireoidismo são homens acima de 35 anos.

Para prevenir e realizar os tratamentos adequados, realizar o check-up periódico é a chave. Por meio dele, identificam-se potenciais doenças para tratar desde o início, diminuindo as chances de complicações ou agravamento do quadro.

Morte Súbita: o que é e como evitá-la?

Você provavelmente já ouviu falar de alguém que morreu “de repente”, não é mesmo?  

A morte súbita acontece de forma repentina e costuma acometer pessoas com problemas cardíacos, causando convulsões, AVCs e até infartos antes de levar a pessoa à óbito.  

Segundo a OMS, cerca de 17 milhões de pessoas morrem devido a doenças no coração todos os anos e a maioria delas apresentam sinais de mal súbito antes de vir a falecer.  

O que é morte súbita e como evitá-la? 

Esse tipo de morte pode ocorrer a partir de uma arritmia ou quando há uma obstrução das artérias do coração por doenças, como isquemia miocárdica, infarto, com causas embólicas e hemorrágicas. 

Estima-se que homens entre 60 e 70 anos são o grupo mais vulnerável, assim como pessoas que já têm no histórico infarto ou doenças crônicas. 

Os sintomas que antecedem a morte súbita são fortes dores no peito próximas à região do coração, falta de ar, tonturas incessantes, paralisia do rosto e das pernas e dificuldades motoras. Estes podem ser sentidos horas antes da pessoa vir a ter um infarto, por exemplo. 

Sendo assim, a prática de atividades físicas diária, uma alimentação rica em frutas e proteínas, a diminuição do consumo de álcool e gorduras são fatores que minimizam o risco de morte súbita. 

De acordo com a apuração do Centro de Excelência com os especialistas do Grupo Sirius, pacientes que têm uma doença congênita no coração apresentam risco de infarto, mesmo com todos os cuidados e, até mesmo, porte atlético. 

É importante ressaltar que o acompanhando médico recorrente e o check-up são facilitadores na hora de identificar algum problema no organismo e prevenir doenças futuras, portanto, não deixe de agendar sua consulta com um cardiologista.  

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Colesterol alto: quais são os problemas?

O colesterol é importante para o funcionamento do organismo. É encontrado no sangue e nos tecidos, colaborando para produção de hormônios, como o cortisol e os sexuais, a vitamina D e os ácidos que contribuem para a digestão de gorduras.  

70% do colesterol é produzido pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% vêm da dieta alimentar. 

O colesterol é um lipídio gerado e encontrado no fígado a partir de alimentos ricos em gordura. 

Existem 2 tipos de colesterol, o bom (HDL) e o colesterol ruim (LDL). A diferença entre eles consiste em: Lipoproteína de alta-densidade (HDL), que é boa para o coração. Ela carrega colesterol das artérias para o fígado, onde é eliminado. 

Por outro lado, a Lipoproteína de baixa-densidade (LDL) é perigosa, pois provoca o acúmulo de placas de gordura nas paredes internas das artérias, diminuindo o fluxo de sangue para órgãos importantes, como o coração e o cérebro. 

No Brasil, dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia afirmam que 40% da população, cerca de 4 milhões de brasileiros, têm colesterol LDL elevado. 

Agora, apresentaremos os principais problemas desencadeados pelo colesterol e como tratar: 
 
INFARTO: Essa é a doença principal quando falamos sobre colesterol alto e seus problemas.  

Quando o fluxo de sangue que leva ao músculo cardíaco (miocárdio) é bloqueado por conta do acúmulo de lipídios (gordura), o mesmo pode cessar seu trabalho. O infarto, neste caso, pode ser fatal. Então, é importante ficar atento a sintomas como dores repentinas no peito, cansaço extremo e respiração fraca.   

AVC: Sim, o HDL (colesterol bom) pode causar um AVC a médio prazo caso não seja tratado com antecedência. O acidente pode acontecer quando o suprimento de sangue, que vai para o cérebro, é interrompido de forma drástica.  

Sendo assim, as células permanecem sem oxigênio e nutrientes, fazendo com que o corpo apresente falhas na visão, fraqueza e dificuldades na fala. 

Qual deve ser o nível normal de colesterol?  

Para identificar os níveis de colesterol de uma pessoa é necessário que haja um diagnóstico médico. O hemograma é o principal exame para controlar.  

As taxas apresentadas devem ser menores do que 190 mg/dL e, para os triglicérides, até 150mg/dL. Os níveis ideais de cada tipo de colesterol são individualizados a partir de uma avaliação médica.  

Dessa forma, é preciso remediar os cuidados com o seu colesterol para este não desenvolver para doenças psíquicas e cardiológicas. A seguir, vamos apresentar algumas maneiras de tratar o colesterol alto de maneira mais simples.  

Como tratar? 

  • Exercícios físicos diários (entre 30 minutos e 1 hora); 
  • Muita água; ingira ao menos 2 litros todos os dias 
  • Incluir na dieta peixes, laticínios desidratados, castanhas e frutas; 
  • Uma boa noite de sono, dormir por 8 horas; 
  • Evitar muito estresse. 

Além de todos esses cuidados, é importante que você esteja atento a dicas de profissionais que irão te auxiliar em como proceder caso você esteja com os níveis de colesterol alterados.  

Por isso, visite regularmente o cardiologista e faça um acompanhamento da sua saúde.   
 

Relato de caso no 48º Congresso Paranaense de Cardiologia

O Grupo Sirius esteve presente na edição 2022 do Congresso Paranaense de Cardiologia com o Dr. Jorge Henrique Yoscimoto Koroishi, que foi o responsável por apresentar o relato de caso: Avaliação do coração como fonte emboligênica em paciente com diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral Cardioembólico.

Dr. Jorge Henrique Yoscimoto Koroishi

O relato foi compartilhado em exclusividade com o Centro de Excelência. Acompanhe a seguir:

Histórico: Paciente M.B.S., feminino, 72 anos, com antecedente pessoal de hipertensão arterial sistêmica, apresentou quadro de acidente vascular cerebral isquêmico, com ressonância magnética de crânio sugestiva de etiologia cardoembólica. Realizou eletrocardiograma e Holter, ambos em ritmo sinusal. Realizado ecocardiograma transesofágico (ECO TE) com imagem ecogênica, móvel, aderida a parede atrial esquerda, adjacente ao apêndice atrial esquerdo. Iniciado anticoagulação com apixabana pensando como primeira hipótese diagnóstica trombo. Repetiu ECO TE após 6 meses, que mantinha imagem visualizada em exame prévio(a).

Encaminhada para centro de referência em cardiologia com proposta de reunião de Heart Team, pois apesar de anticoagulação, mantinha imagem. Complementamos com tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) para afastar doença oncológica. Repetido ECO TE para programação cirúrgica, e confirmada imagem de massa isogênica, móvel, de bordas irregulares medindo cerca de 7 mm, junto ao orifício de entrada do apêndice atrial esquerdo, no topo da crista lateral. Realizada cirurgia de ressecção de massa tumoral de aspecto macroscópico sugestivo de mixoma, com necessidade de ressecção de apêndice atrial esquerdo para margem de segurança.

Discussão: apesar de raros, os tumores cardíacos constituem importante componente da prática cardio-oncológica, e devem ser considerados como parte do diagnóstico diferencial de massas cardíacas. Outros diagnósticos possíveis são
classificação de massa intracardíaca são trombos, vegetações e alterações anatômicas. Tumores podem ser classificados como primários ou secundários (metástases), sendo estes mais comuns. Dentre os tumores primários, os benignos representam aproximadamente 90% dos casos. Independente da histologia, as consequências hemodinâmicas ou arritmogênicas são dependentes do tamanho e localização do tumor. Na última década, houve um aumento na incidência de tumores cardíacos, e parte desse aumento atribuído aos avanços das técnicas nos exames de imagem. Além da multimodalidade de exames com ecocardiograma transesofágico e 3D, ressonância magnética de coração, tomografia de coração e PET-CT, a história clínica, localização do tumor e idade são fatores determinantes para definição da etiologia da massa tumoral. O estudo anatomopatológico confirmou mixoma.

Conclusão: tumores cardíacos devem ser considerados como diagnóstico diferencial de massas intracardíacas. A multimodalidade de exames de imagem, associada a fatores clínicos, são determinantes para um diagnóstico etiológico mais precoce, e no caso relatado evitando novos eventos cardioembólicos.

Autores Koroishi JHYK1,2,3 , Sakamoto F. 1,3, Pinheiro J1,3, Galuban ACF1,3, Pires CRT1,3.
1-Hcor-Sociedade Beneficiente Síria
2-Curso de Pós-Graduação em Cardiologia da SBC/INC/INCA, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
3-Sirius Cardiologia
Referências bibliográficas: a-Guidelines for the Use of Echocardiography in the Evaluation of a Cardiac
Source of Embolism Muhamed Saric, MD, PhD, FASE; b- Tyebally S, Chen D, Bhattacharyya S, et al.
Cardiac Tumors. J Am Coll Cardiol CardioOnc. 2020 Jun, 2 (2) 293–
311. https://doi.org/10.1016/j.jaccao.2020.05.009