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Medicina nuclear: conheça a importância na cardiologia

Quando citamos o termo nuclear, a maioria das pessoas podem ficar assustadas por ser algo exatamente perigoso e nocivo para nossa saúde. Isso é verdade, mas esse material, quando usado por profissionais capacitados, pode contribuir para o nosso bem-estar. 

Tanto é que está cada vez mais comum o uso da medicina nuclear para obter um diagnóstico mais preciso de doenças coronárias.  

O teste é solicitado após o paciente apresentar sintomas de angina ou alterações no exame ergométrico para isquemia. Por meio de uma análise cintilografia do miocárdio, é possível encontrar e identificar a doença. 

“O exame de cintilografia do miocárdio é importante para diagnósticos de obstruções cardíacas em pacientes com exame de teste ergométrico alterado ou pacientes de alto risco cardiovascular. Também é importante para acompanhamento de pacientes pós Stents coronários ou cirurgias de ponte safena.”, explica o Dr. Jeffer de Morais, diretor de Cardiologia Clínica do Grupo Sirius. 

O cardiologista ainda esclarece situações onde a medicina nuclear é ainda mais importante dentro da visão da clínica. “Pacientes com bloqueios de ramo direito ou esquerdo — uma anomalia comum que pode provocar atraso na condução do impulso elétrico no ventrículo cardíaco —, pessoas que não conseguem fazer o exame de esteira ou tem dificuldades para caminhar por terem doenças osteomusculares, são beneficiadas por essa opção, obtendo um diagnóstico mais preciso.” 

Histórico da medicina nuclear   

Essa ferramenta é mais antiga do que se pode imaginar. Em 1898, Marie Curie descobriu a existência de elementos radioativos, que foram chamados de isótopos naturais.  

Entretanto, foi apenas após o início da evolução tecnológica, em 1946, que começaram a produção de equipamentos para exames com o uso de cristal de iodeto de sódio ou cristal de cintilação (por isso o nome cintilografia). 

A medicina nuclear pode trazer certas preocupações, mas isso só acontece pela falta de conhecimento em geral. Dr. Morais explica que há baixo risco aos pacientes quando esse modelo é aplicado.  

“Todo medicamento pode trazer efeitos alérgicos, aqui nos utilizamos Tecnécio ou Tálio, mas isso acontece em casos muito raros. Não são conhecidas sequelas no uso de medicina nuclear. Os medicamentos são radioativos de meia vida que saem do organismo depois de algumas horas da aplicação.”  

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, o Brasil conta com 436 pontos que utilizam a medicina nuclear, considerando hospitais, clínicas e centros de pesquisas, os quais realizam cerca de 2 milhões de procedimentos por ano.  

Porém, o país enfrenta dificuldades de expansão na área por não ser autossuficiente na produção de Tecnécio ou Tálio. É necessário um investimento na fabricação desses elementos e educação para mais brasileiros dominarem a técnica e o uso do reator nuclear. 

Grupo-Sirius-06-Oque-e-infarto

O que é infarto e por que a prevenção é tão importante?

O músculo cardíaco necessita de um constante abastecimento de sangue rico em oxigênio para ser nutrido e é das artérias coronárias a responsabilidade de ser essa fonte de abastecimento.

Entretanto, quando uma delas está contraída ou obstruída — parcial ou totalmente — elevam-se as chances de infarto.

“Conhecido popularmente como “ataque cardíaco”, o infarto acontece quando há um bloqueio do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco. Sem sangue, o tecido do coração perde oxigênio, o que pode levar à morte.” (definição do Ministério da Saúde)

Os sintomas de infarto são os mais comuns de serem identificados são:

  • Dor aguda no peito, na altura do coração;
  • Dor tipo peso no braço esquerdo”;
  • Náuseas;
  • Tontura;
  • Suor frio.

Claro que nem todos os pacientes que apresentarem esses sintomas em um curto período de tempo sofrerá um infarto ou terá algum problema cardíaco.

No entanto, vale ressaltar que aqueles que já têm diagnóstico de diabetes, pressão alta ou colesterol desequilibrado, devem permanecer alerta aos sintomas e procurar um profissional logo que tiver os primeiros sintomas.

Já fumantes, pessoas que abusam de bebidas alcóolicas, são sedentárias ou têm histórico de infarto na família, também correm o risco de entrar para a estatística.

Como buscar ajuda ao infartar?

O indivíduo deve procurar o pronto-socorro mais próximo tão logo sinta uma dor intensa na boca do estômago na altura do umbigo, que persista em torno de vinte minutos contínuos, além de apresentar algum dos sintomas registrados acima.

Se os sintomas forem embora, entre em contato com o cardiologista para receber a medicação adequada.

A importância da prevenção

Agora, que você já sabe o que é o infarto e o que fazer, entenda a importância da prevenção contra essa doença que tira a vida de tantas todos os anos em todo o mundo.

No Brasil, são 360 mil óbitos anuais decorrentes de doenças cardiovasculares, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Dependendo da gravidade da situação e como o infarto ocorreu, tanto pessoas mais jovens quanto as de idade mais avançada, passam pelo mesmo tratamento após o ocorrido.

O cardiologista costuma prescrever remédios diários para evitar o risco de desencadear mais um problema cardíaco, sugere exercícios físicos diários e, para os mais jovens, pede que o contato com cigarros e álcool seja minimizado.

A angioplastia e a reabilitação cardíaca semanal também são necessárias para um tratamento ainda mais eficiente.

Se for o caso de o paciente ter diabetes ou pressão alta, é recomendado um acompanhamento mais de perto ou mais personalizado, para sugerir uma alimentação mais saudável e controle de pressão arterial.

A OMS afirma que de cada dez pessoas que fazem tratamentos periódicos contra doenças cardiovasculares, oito tem uma probabilidade de ultrapassar os 75 anos de idade sem problemas relacionados ao coração, mesmo que alguém na família apresente esse histórico. Você também merece fazer parte dessa estatística aqui no Brasil e nunca é tarde para se colocar como prioridade. Agende a sua consulta com especialistas para cuidar do seu coração.

Grupo-Sirius-06-Como-exercicios-ajudam-na-saude-de-pessoas-com-sobrepeso-e-obesidade-

Como exercícios ajudam na saúde de pessoas com sobrepeso e obesidade

Não é novidade que a obesidade é um dos maiores desafios da área da saúde nos dias atuais.

Somente no Brasil, de 10 pessoas, 6 estão com sobrepeso — é o que revelam dados de uma pesquisa
feita pelo Ministério da Saúde em 2021.

Como decorrência da obesidade, muitos problemas de saúde podem ser desenvolvidos ou agravados.
Entre os principais e mais recorrentes estão a hipertensão, o diabetes e o colesterol alto.

Consequências psicológicas e sociais também estão atreladas à doença, o que exige além do
tratamento com especialistas, como cardiologistas, acompanhamento de psicólogos e psiquiatras.

Atividade física como resposta à obesidade

Pesquisas apontam que a prática de exercícios físicos é um recurso fundamental na prevenção de
diversas doenças.

Adotar a atividade recorrente diminui o percentual de gordura corporal, evitando a obesidade, além
de promover a melhora aptidão física e uma melhora na manutenção das capacidades funcionais.
Isso porque, os exercícios impactam de três maneiras principais, o organismo:

• Aumento do gasto de energia;
• Equilíbrio do balanço dos macronutrientes;
• Ajuste de energia ingerida e gasta.

As pessoas em situação de obesidade devem procurar ajuda para iniciar a prática de atividade física
bem como proteger e cuidar da saúde, que pode estar debilitada, incluindo problemas
cardiovasculares.

Consulte uma unidade do Grupo Sirius e de valor à sua saúde conosco!

Woman doctor shows a plastic model of the heart, close-up. Training material for a cardiologist, a surgeon's workplace

Manejo de Excelência na Insuficiência Valvar Mitral

INSUFICIÊNCIA MITRAL

A insuficiência mitral (IM) é uma doença particularmente desafiadora por sua complexidade anatômica e funcional. Suas diferentes etiologias (primária, secundária ou mista), natureza dinâmica e progressão insidiosa caracterizam a dificuldade em seu manejo.1

A revisão destes conceitos e o entendimento do quadro clínico permitem um tratamento preciso. Fortalecendo, assim, a relação médico-paciente nesta jornada.2

INSUFICIÊNCIA MITRAL PRIMÁRIA

É caracterizada por lesão primária de um ou mais componentes do aparelho da válvula mitral. A etiologia degenerativa (deficiência fibroelástica e Doença de Barlow) é mais frequente nos países ocidentais. Em países de baixa renda, a etiologia reumática é a causa frequente de insuficiência mitral.3

INSUFICIÊNCIA MITRAL SECUNDÁRIA

É caracterizada por folhetos valvares e cordas estruturalmente normais e a insuficiência resulta de um desequilíbrio entre as forças de fechamento e tracionamento, secundárias a alterações na geometria do ventrículo e/ou átrio esquerdo. É mais comum em cardiomiopatias dilatadas ou isquêmicas, também pode surgir como consequência do aumento do átrio esquerdo e dilatação do anel mitral em pacientes com fibrilação atrial de longa data, nos quais a fração de ejeção do ventrículo é, geralmente, normal e a dilatação menos pronunciada.3

INSUFICIÊNCIA MITRAL MISTA

É importante notar que a patologia mista pode ocorrer em uma IM primária que, se não tratada, pode resultar em dilatação/disfunção do ventrículo esquerdo. Outros exemplos incluem pacientes com IM secundária de longa duração devido a cardiopatia isquêmica ou fibrilação atrial que, subsequentemente, rompem uma corda, ou pacientes com prolapso de valva mitral que apresentam infarto do miocárdio ou desenvolvem cardiomiopatia por causa desconhecida e pacientes idosos com calcificações ou fendas nos folhetos.4

*FIGURA 1-MECANISMO PRIMÁRIO, SECUNDÁRIO E MISTO. Classificação de Carpentier 5

DIAGNÓSTICO

A primazia do diagnóstico se faz com a análise de sinais, sintomas e resultado do Ecodopplercardiograma que, por meio de medidas semiquantitativas (largura ou área da Vena Contracta) e quantitativas (área efetiva do orifício regurgitante, volume regurgitante e fração regurgitante), define sua gravidade hemodinâmica e a classificação (Classificação de Carpentier) em primária, secundária e mista, pois apresentam diferenças importantes em relação  à avaliação, conduta e prognóstico. 6, 7

Outros exames, como Ecocardiograma Transesofágico, Ecocardiograma sob Esforço Físico, Teste Cardiopulmonar, Ressonância Magnética Cardíaca, Cateterismo Cardíaco, podem ser úteis para rastrear assintomáticos e oligossintomáticos, ou piora da insuficiência valvar, ou elevação da pressão pulmonar, ou reserva contrátil ou remodelamento ventricular. 3, 4

TRATAMENTO

Aprovado pelo FDA desde 2013 (EVEREST; REALISM), o Reparo Transcateter da Valva Mitral (RTVM) na Insuficiência Primária encontra-se reservado para candidatos sintomáticos, Classe Funcional III e IV de NYHA com alto risco cirúrgico. 3, 4, 8, 9, 10, 11

Aprovado pelo FDA desde 2019 (COAPT) o Reparo Transcateter da Valva Mitral na Insuficiência Secundária encontra-se reservado para candidatos sintomáticos, fração de ejeção reduzida, diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo <70 mm e sintomas persistentes a despeito de otimização terapêutica e/ou terapia de ressincronização cardíaca. 4, 12, 13,14,15

Neste contexto e de grupos selecionados, o MitraClip™, da Abbott, é o primeiro dispositivo para RTVM, uma opção com resultados clínicos comprovados de segurança, melhora da qualidade de vida e sobrevida para tratamento minimamente invasivo da IM.

DISPOSITIVO

O MitraClip™ é um clipe com corpo de cromo cobalto revestido de poliéster e hastes para fixação de nitinol. Hoje, em sua quarta geração (MitraClip G4), aprovado em mais de 75 países e apoiado por resultados positivos robustos em estudos (EVEREST, REALISM e COAPT), alcança o coração por meio de veia periférica, dirigido por imagem ultrassonográfica, aproximando e fixando as bordas opostas dos folhetos (duplicando seu orifício), reduzindo a insuficiência, proporcionando aumento do débito cardíaco, reduzindo sintomas e melhorando a qualidade de vida. 4,16,17,18,19

 

*FIGURA 2-FLUXOGRAMA DO MANEJO DA IM – AHA/ACC Valve Guidelines 4

REFERÊNCIAS

1)- C. Tribouilloy, D. Rusinaru, F. Grigioni, et al.Long-term mortality associated with left ventricular dysfunction in mitral regurgitation due to flail leaflets: a multicenter analysis. Circ Cardiovasc Imaging, 7 (2014), pp. 363-370.

2)- J.C. Fang, P.T. O’Gara. The history and physical examination: an evidence-based approach. D.L. Mann, et al. (Eds.), Braunwald’s Heart Disease: a Textbook of Cardiovascular Medicine (10th edition), Elsevier/Saunders, Philadelphia, PA (2015), pp. 95-113.

3)- R.A. Nishimura, C.M. Otto, R.O. Bonow, et al. 2017 AHA/ACC focused update of the 2014 AHA/ACC guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice GuidelinesJ Am Coll Cardiol, 70 (2017), pp. 252-289.

4)- Bonow RO et al. 2020 Focused Update of the 2017 ACC Expert Consensus Decision Pathway on the Management of Mitral Regurgitation: A Report of the American College of Cardiology Solution Set Oversight Committee. J Am Coll Cardiol. 2020 May 5;75(17):2236-2270.

5)- A. Carpentier. Cardiac valve surgery—the “French correction.” J Thorac Cardiovasc Surg, 86 (1983), pp. 323-337.

6)- W.A. Zoghbi, D. Adams, R.O. Bonow, et al. Recommendations for noninvasive evaluation of native valvular regurgitation: a report from the American Society of Echocardiography developed in collaboration with the Society for Cardiovascular Magnetic Resonance J Am Soc Echocardiogr, 30 (2017), pp. 303-371.

7)- P. Lancellotti, L. Moura, L.A. Pierard, et al. European Association of Echocardiography recommendations for the assessment of valvular regurgitation. Part 2: mitral and tricuspid regurgitation (native valve disease) Eur J Echocardiogr, 11 (2010), pp. 307-332.

8)- V. Badhwar, J.S. Rankin, X. He, et al. The Society of Thoracic Surgeons mitral repair/replacement composite score: a report of The Society of Thoracic Surgeons Quality Measurement Task Force Ann Thorac Surg, 101 (2016), pp. 2265-2271.

9)- T. Feldman, S. Kar, S. Elmariah, et al. Randomized comparison of percutaneous repair and surgery for mitral regurgitation: 5-year results of EVEREST II J Am Coll Cardiol, 66 (2015), pp. 2844-2854.

10)-D.D. Glower, S. Kar, A. Trento, et al. Percutaneous mitral valve repair for mitral regurgitation in high-risk patients: results of the EVEREST II study J Am Coll Cardiol, 64 (2014), pp. 172-181.

11)- A.K. Chhatriwalla, S. Vemulapalli, D.R. Holmes Jr., et al.Institutional experience with transcatheter mitral valve repair and clinical outcomes: insights from the TVT Registry J Am Coll Cardiol Intv, 12 (2019), pp. 1342-1352.

12)- O. Franzen, J. van der Heyden, S. Baldus, et al. MitraClip(R) therapy in patients with end-stage systolic heart failure Eur J Heart Fail, 13 (2011), pp. 569-576.

13)- J.F. Obadia, D. Messika-Zeitoun, G. Leurent, et al. Percutaneous repair or medical treatment for secondary mitral regurgitation N Engl J Med, 379 (2018), pp. 2297-2306.

14)- G.W. Stone, J. Lindenfeld, W.T. Abraham, et al. Transcatheter mitral-valve repair in patients with heart failure N Engl J Med, 379 (2018), pp. 2307-2318.

15)- B. Iung, X. Armoiry, A. Vahanian, et al. Percutaneous repair or medical treatment for secondary mitral regurgitation: outcomes at 2 years Eur J Heart Fail, 21 (2019), pp. 1619-1627.

16)- O. Alfieri, F. Maisano, M. De Bonis, et al. The double-orifice technique in mitral valve repair: a simple solution for complex problems J Thorac Cardiovasc Surg, 122 (2001), pp. 674-681.

17)- F. Maisano, O. Franzen, S. Baldus, et al. Percutaneous mitral valve interventions in the real world: early and 1-year results from the ACCESS-EU, a prospective, multicenter, nonrandomized post-approval study of the MitraClip therapy in Europe J Am Coll Cardiol, 62 (2013), pp. 1052-1061.

18)- R.T. Hahn Transcatheter valve replacement and valve repair: review of procedures and intraprocedural echocardiographic imaging Circ Res, 119 (2016), pp. 341-356.

19)- R.O. Bonow, P.T. O’Gara, D.H. Adams, et al. 2019 AATS/ACC/SCAI/STS expert consensus systems of care document: operator and institutional recommendations and requirements for transcatheter mitral valve intervention: a joint report of the American Association for Thoracic Surgery, the American College of Cardiology, the Society for Cardiovascular Angiography and Interventions, and the Society of Thoracic Surgeons J Am Coll Cardiol (2019 Dec 8).


MITRACLIP NTR-XTR- Registro ANVISA nº80146502240

MITRACLIP NT CLIP DELIVERY SYSTEM- Registro ANVISA nº 80146502069

MitraClip G4 Clip Delivery System- Registro ANVISA nº 80146502330

MitraClip G4 Steerable Guide Catheter- Registro ANVISA nº 80146502329

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Coração acelerado? Saiba o que fazer!

Já passou por algum momento em que o seu coração acelerou e começou a bater fora do ritmo? Este
pode ser um dos sinais da arritmia.

Antes de mostrarmos o que é e as causas, é preciso saber que existem muitos motivos para o coração
sair do compasso, porém, identificar que há algo de errado e buscar ajuda médica pode ser vital para
o tratamento em estágio inicial.

Arritmia cardíaca uma doença que eleva a frequência de batimentos por conta de anomalias no
ritmo do coração.

Como identificar a arritmia cardíaca?

Existem situações que confundem a identificação da arritmia, que são aquelas em que o ritmo está
dentro das normalidades e a frequência cardíaca está elevada durante a prática de atividade física,
crises ansiedade e até mesmo em momentos de felicidade.

Entretanto, alguns hábitos podem ter efeito prejudicial na saúde cardíaca, aumentando a frequência
dessas palpitações. São eles:

• O excesso de bebidas alcoólicas;
• Consumo de bebidas estimulantes (energéticos, café e chás);
• Atividades físicas muito intensas;
• Tabagismo.

Portanto, como é difícil de identificar a origem do coração acelerado, a recomendação é buscar um
cardiologista para realizar um check-up completo e, por meio dos exames, ter o diagnóstico adequado.

Apoio e cuidado especialista

O cardiologista vai entender os seus hábitos e verificar o seu estilo de vida. Com os exames, como
eletrocardiograma, ecocardiograma e ultrassonografia, poderá dar o diagnóstico correto e iniciar o
tratamento adequado, evitando problemas ou agravamento do quadro. Por isso, a prevenção é palavra de ordem e diante de qualquer anomalia, procure um especialista.

Dia Nacional Sem Tabaco: como lidar com a abstinência e abandonar o vício do cigarro

Grupo Sirius explica a implicação do hábito e dá dicas para revertê-lo em entrevista para a Revista Novo Tempo 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que, no mundo, o tabaco é a causa de morte de mais de 8 milhões de pessoas por ano. Já no Brasil, mais de 150 mil pessoas morrem no Brasil em razão do consumo do cigarro. 

No Dia Nacional Sem Tabaco (31/05), nossa especialista em cardiologia clínica e oncológica, Ana Carolina Casmalla, explicou para a Revista Novo Tempo os malefícios do hábito de fumar para a saúde. 

Em entrevista, a médica cardiologista destrincha o tratamento multidisciplinar no combate ao vício do tabaco. Assista na íntegra: 

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Saiba mais sobre Cardiopatia Congênita em bebês

Dados de 2020 apontaram que cerca de 29 mil crianças a cada ano são acometidas pela Cardiopatia Congênita, nome difícil que explica variadas anormalidades na formação do coração ou sistema cardiovascular de bebês. Dessas crianças, 6% vêm a óbito antes de completarem seu primeiro ano de vida; casos mais graves representam cerca de 30% das mortes neonatais. Números que assustam, mas que também trazem à tona o assunto. 

Diagnóstico e tratamento precoce — muitas vezes com intervenções cirúrgicas ainda nas primeiras horas de vida — são fundamentais para que o bebê possa ter a expectativa de vida de um indivíduo saudável e, para isso, é importante que a gestante não deixe de fazer todo o pré-natal. É durante os exames preventivos, especialmente os de imagem, como o ecocardiograma fetal, que se identifica a anomalia cardíaca no bebê em desenvolvimento. 

 
Mas o que provoca essa anomalia?  

Herança genética, gestação anterior de risco — inclusive com bebê cardiopata prévio, uso de antidepressivos, como o lítio e outros medicamentos, podem deixar o feto em formação mais suscetível ao desenvolvimento de uma cardiopatia que, inclusive, pode ser silenciosa e se manifestar na vida adulta. Sim, nem toda cardiopatia infantil apresenta sintomas aparentes e é manifestada na infância, daí a necessidade de acompanhamento cardiológico anualmente, especialmente quando se sabe de casos anteriores na família. 

Nem sempre é possível identificar uma cardiopatia durante a gestação e, por isso, é primordial que todo bebê faça, ainda na maternidade em seus primeiros dias de vida, o Teste do Coraçãozinho. O procedimento é simples e completamente não invasivo: um oxímetro mede o nível de oxigenação do sangue do bebê e os batimentos cardíacos dele; qualquer alteração de valores neste exame é indicativo para uma investigação mais detalhada, que pode incluir exames de imagens. O procedimento está disponível inclusive para pacientes do Sistema Único de Saúde, o SUS. 

É importante também, mesmo que os exames dos bebês não apontem anormalidades, atentar-se a sintomas como cansaço excessivo entre as mamadas, cianose (pele azulada), sudorese e dispneia. Ao menor sinal deles, busque o pediatra que acompanha o bebê para uma investigação mais profunda.  

Ainda que os sintomas não tragam prejuízos para a criança, no adulto podem se manifestar como insuficiência cardíaca, pressão arterial elevada e maior predisposição a acidentes cardiovasculares. 

Mas nem só de preocupação vive este artigo, é preciso dizer: muitos dos casos de cardiopatias congênitas se curam sozinhas com o desenvolvimento da criança. Outras pedem apenas acompanhamento ao longo da vida, sem longos tratamentos. Conhecimento é poder e uma máxima que também se aplica à saúde: ao ter ciência de um diagnóstico, é possível traçar um plano de tratamento rumo à cura. Conheça o seu corpo e sua saúde. Cuide de você e dos que estão ao seu redor. 

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Passo a passo da colocação de um marcapasso: saiba mais 

Muitas pessoas ouviram falar sobre o marcapasso como um dispositivo que “atrapalha” as portas de entrada de bancos e filas de aeroportos, mas os pacientes que fazem uso dele sabem que a sua verdadeira função é salvar vidas. De maneira bem simplificada, o marcapasso é um equipamento que monitora o ritmo cardíaco e que através de estímulos elétricos regula os batimentos para que não fiquem abaixo do esperado.  

As principais indicações para o implante de um marcapasso são pacientes cujos batimentos cardíacos por minuto em repouso estejam abaixo de 40, que enfrentam arritmias com pausas longas e sintomáticas e casos graves de insuficiência cardíaca. É preciso ressaltar que não são todos os casos de acidentes cardiovasculares que pedem a implantação do marcapasso e que o único profissional apto a fazer a indicação é o médico cardiologista. 

Uma curiosidade geral é sobre a vida de um paciente pós-colocação do marcapasso e as notícias são excelentes: salvo exceções, o paciente está apto a viver uma vida normal, inclusive com relação à prática de atividade esportiva (desde que acompanhado pelo seu cardiologista). Os únicos cuidados necessários incluem não dormir em colchões magnéticos, ter atenção especial a portas com detectores de metal (que podem desconfigurar o aparelho) e evitar deixar o celular no bolso esquerdo de camisas. A segunda grande curiosidade é a respeito da colocação do marcapasso e é sobre isso que falaremos agora: 

O procedimento é invasivo — o que significa que é preciso uma intervenção cirúrgica — e relativamente simples. O paciente recebe anestesia local e, em alguns casos, medicação para que o paciente relaxe. A implantação começa com uma incisão (um corte) de cerca de 5 cm na região superior do tórax. Em seguida, um eletrodo fino — que pode ser comparado a um espaguete — é conduzido por uma veia até o coração e, assim que alcança o órgão, o médico conecta esse eletrodo ao marcapasso e faz a programação ideal para o paciente. O aparelho de marcapasso é, então, acoplado sob a pele do paciente e testado para checar o seu funcionamento. Se está tudo OK na programação, a incisão feita inicialmente é fechada. 

Ainda que seja uma intervenção cirúrgica, a colocação do marcapasso tem rápida liberação do hospital: no dia seguinte à cirurgia ele é liberado para voltar para casa e seguir as devidas recomendações. Depois de cerca de três meses, o paciente é liberado para viver normalmente. A troca de bateria do marcapasso pode ser feita entre 7 e 12 anos após a sua colocação e é feita, também, por um procedimento cirúrgico rápido. 

Veja a tecnologia como aliada e se o seu cardiologista indicar a colocação de um marcapasso, siga a recomendação. Confie no seu profissional de saúde, sempre. 

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Dossiê das Arritmias: entenda 

As arritmias cardíacas acometem cerca de 10% da população brasileira; um índice aparentemente baixo, mas em número absoluta, representa mais de 20 milhões de pessoas. Recém-nascidos, crianças, adolescentes, adultos e idosos estão entre as pessoas que sofrem com alterações no processo de condução dos estímulos elétricos naturais que fazem com que o coração funcione normalmente.  

Alguns pacientes recebem menos estímulo, fazendo com o que coração bata menos do que o esperado — bradicardia é o nome que se dá a esse tipo de arritmia. O outro, oposto, é a conhecida taquicardia, quando os estímulos ao batimento cardíaco são maiores e o coração fica acelerado. Nos dois casos, é preciso tratamento adequado para que o coração bombeie sangue de forma suficiente para a manutenção de todos os outros órgãos.  

Para a arritmia existem algumas opções disponíveis que são sempre recomendadas por um médico cardiologista depois de uma avaliação minuciosa na saúde geral do paciente. Entre essas soluções está a colocação de um marcapasso, tema que já foi abordado em outra reportagem e que vale a leitura mas que, de maneira simples, é um dispositivo que emite impulsos elétricos para regular os batimentos cardíacos por minuto. Pode ser uma solução temporária ou definitiva, a depender de cada caso. Além do marcapasso, medicamentos podem auxiliar casos mais leves da doença e casos mais severos pedem intervenção cirúrgica mais complexa e que inclui a implantação de um desfibrilador portátil para regular as batidas do coração. 

A medicina vem avançando cada vez mais e a virtualidade se une ao médico não só nos casos de tratamento, mas de diagnóstico. É o caso da tecnologia 3D, que permite um mapeamento em tempo real da situação coronária do paciente, proporcionando maior assertividade no tratamento e até mesmo mostrando como fazer pequenas ablações para o tratamento da arritmia. Como se vê, as opções de tratamento existem e variam caso a caso.  

O que é importante relembrar sempre: exames periódicos podem salvar vidas. Muitas das arritmias não são sentidas por serem assintomáticas e é no preventivo que o médico faz o diagnóstico. Faça seus exames de prevenção anualmente. Compromisso com você! 

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Time do coração: muito além de um cardiologista

É muito comum pensar que o cuidado com a saúde do coração é trabalho de um cardiologista, assim como o cuidado com a saúde do estômago é função de um gastrologista. Mas a verdade é que cuidar de um órgão é tarefa para um time multidisciplinar, ou seja, um time de especialistas de diversas atuações. 

Um paciente diagnosticado com uma cardiopatia ou outra patologia relacionada ao sistema cardiovascular requer que uma série de adaptações em seu estilo de vida sejam feitas. O que pode incluir mudanças na alimentação, na higiene do sono, no manejo do estresse e na prática de exercícios físicos — para citar as práticas mais comuns solicitadas aos pacientes. E promover essas mudanças pede auxílio de profissionais que possam acompanhar o paciente nos tratamentos subjacentes aos cardiológicos.  

Não é raro, portanto, que um cardiologista atue em conjunto com nutricionistas, nutrólogos, endocrinologistas, psiquiatras, psicólogos e outros profissionais de saúde — sempre de acordo com a necessidade de cada paciente. E por que isso é preciso? Nosso corpo é um conjunto de sistemas que têm funções individuais, mas que precisam estar integrados para que o organismo funcione da maneira correta. Uma “falha no sistema” impacta o conjunto total. Assim, quando um paciente sofre um acidente cardiovascular, os profissionais de saúde devem olhar o organismo como um todo para entender qual foi a causa. 

Cuidar da saúde vai muito além de buscar ajuda de um único profissional e, talvez, seja essa a compreensão mais difícil por parte dos pacientes. É frequente a pergunta: mas por que eu devo procurar o profissional X se estou com um problema no coração?, daí a necessidade de falarmos cada vez mais sobre a importância do cuidado global com a saúde. 

O melhor conselho que podemos dar: confie no seu médico. Siga suas recomendações não só de tratamento medicamentoso, mas com tudo aquilo que for recomendado. Muita vezes a chave para o sucesso de um tratamento cardíaco é uma mudança na forma como o paciente conduz a sua vida. Saúde é global, e não local. Precisamos sempre lembrar disso.