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Pesquisa aponta que hormônio da tireoide pode ser usado para tratamento cardiológico

Um estudo realizado pela Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos Estados Unidos, descobriu uma nova fórmula para evitar o hipertireoidismo exógeno, o qual, futuramente, pode prevenir doenças cardiovasculares.

Para entender o seu efeito e associação ao coração, é preciso saber o que é a tireoide.

Tireóide é a glândula localizada na parte anterior (da frente) do pescoço, próxima à traqueia. Os hormônios produzidos por ela — T3 e T4 — têm a função de agir no metabolismo para regular o gasto energético e a temperatura corporal, interferindo no nosso peso, humor, memória e, até mesmo, na fertilidade.

O descontrole dela pode causar alteração na frequência cardíaca com a possibilidade de desencadear uma arritmia. Como o coração é um órgão que trabalha com muita intensidade, a força da contração do músculo associada ao crescimento desenfreado da tireóide pode causar graves problemas cardiovasculares a médio prazo.

Os médicos e pesquisadores responsáveis pela pesquisa investigaram os papéis do TSH (hormônio estimulante da tireoide) e dos níveis de tiroxina livre (T4l) em 701.929 adultos.

A média de idade dos participantes era de 67 anos, sendo 88,7% do sexo masculino, que são os mais propensos ao crescimento desenfreado da glândula tireoidiana. Ao longo do estudo, 10,8% dos pacientes com alterações na tireóide morreram em decorrência de doenças cardiovasculares.

Sendo assim, a descoberta feita pela universidade norte-americana ressalta que, tanto o sub tratamento quanto o super tratamento, foram associados a resultados cardiovasculares adversos. Isso significa que a função da tireoide dos pacientes precisa ser monitorada de forma contínua, apontando também que 60% das pessoas que não são diagnosticadas cedo com a doença, desenvolvem doenças cardíacas.

A intensidade do tratamento com hormônio tireoidiano é um fator de risco modificável para fibrilação atrial e acidente vascular cerebral (AVC). No entanto, pouco se sabe sobre a associação com mortalidade cardiovascular, o que tem levado os médicos à terapia hormonal para tratar esses pacientes.

Pesquisadores seguem afirmando que há uma possibilidade de o estudo revelar como utilizar o mesmo hormônio para tratar pacientes que já tiveram AVC, infarto ou alguma complicação no coração, bem como informam que é possível realizar um tratamento adequado nessas pessoas com o TSH.

No Brasil, 15% da população acima dos 45 anos sofre com problemas de tireóide, de acordo com o Instituto YouGov. 7 em cada 10 dos pacientes diagnosticados com hipertireoidismo são homens acima de 35 anos.

Para prevenir e realizar os tratamentos adequados, realizar o check-up periódico é a chave. Por meio dele, identificam-se potenciais doenças para tratar desde o início, diminuindo as chances de complicações ou agravamento do quadro.

Morte Súbita: o que é e como evitá-la?

Você provavelmente já ouviu falar de alguém que morreu “de repente”, não é mesmo?  

A morte súbita acontece de forma repentina e costuma acometer pessoas com problemas cardíacos, causando convulsões, AVCs e até infartos antes de levar a pessoa à óbito.  

Segundo a OMS, cerca de 17 milhões de pessoas morrem devido a doenças no coração todos os anos e a maioria delas apresentam sinais de mal súbito antes de vir a falecer.  

O que é morte súbita e como evitá-la? 

Esse tipo de morte pode ocorrer a partir de uma arritmia ou quando há uma obstrução das artérias do coração por doenças, como isquemia miocárdica, infarto, com causas embólicas e hemorrágicas. 

Estima-se que homens entre 60 e 70 anos são o grupo mais vulnerável, assim como pessoas que já têm no histórico infarto ou doenças crônicas. 

Os sintomas que antecedem a morte súbita são fortes dores no peito próximas à região do coração, falta de ar, tonturas incessantes, paralisia do rosto e das pernas e dificuldades motoras. Estes podem ser sentidos horas antes da pessoa vir a ter um infarto, por exemplo. 

Sendo assim, a prática de atividades físicas diária, uma alimentação rica em frutas e proteínas, a diminuição do consumo de álcool e gorduras são fatores que minimizam o risco de morte súbita. 

De acordo com a apuração do Centro de Excelência com os especialistas do Grupo Sirius, pacientes que têm uma doença congênita no coração apresentam risco de infarto, mesmo com todos os cuidados e, até mesmo, porte atlético. 

É importante ressaltar que o acompanhando médico recorrente e o check-up são facilitadores na hora de identificar algum problema no organismo e prevenir doenças futuras, portanto, não deixe de agendar sua consulta com um cardiologista.  

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Colesterol alto: quais são os problemas?

O colesterol é importante para o funcionamento do organismo. É encontrado no sangue e nos tecidos, colaborando para produção de hormônios, como o cortisol e os sexuais, a vitamina D e os ácidos que contribuem para a digestão de gorduras.  

70% do colesterol é produzido pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto que os outros 30% vêm da dieta alimentar. 

O colesterol é um lipídio gerado e encontrado no fígado a partir de alimentos ricos em gordura. 

Existem 2 tipos de colesterol, o bom (HDL) e o colesterol ruim (LDL). A diferença entre eles consiste em: Lipoproteína de alta-densidade (HDL), que é boa para o coração. Ela carrega colesterol das artérias para o fígado, onde é eliminado. 

Por outro lado, a Lipoproteína de baixa-densidade (LDL) é perigosa, pois provoca o acúmulo de placas de gordura nas paredes internas das artérias, diminuindo o fluxo de sangue para órgãos importantes, como o coração e o cérebro. 

No Brasil, dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia afirmam que 40% da população, cerca de 4 milhões de brasileiros, têm colesterol LDL elevado. 

Agora, apresentaremos os principais problemas desencadeados pelo colesterol e como tratar: 
 
INFARTO: Essa é a doença principal quando falamos sobre colesterol alto e seus problemas.  

Quando o fluxo de sangue que leva ao músculo cardíaco (miocárdio) é bloqueado por conta do acúmulo de lipídios (gordura), o mesmo pode cessar seu trabalho. O infarto, neste caso, pode ser fatal. Então, é importante ficar atento a sintomas como dores repentinas no peito, cansaço extremo e respiração fraca.   

AVC: Sim, o HDL (colesterol bom) pode causar um AVC a médio prazo caso não seja tratado com antecedência. O acidente pode acontecer quando o suprimento de sangue, que vai para o cérebro, é interrompido de forma drástica.  

Sendo assim, as células permanecem sem oxigênio e nutrientes, fazendo com que o corpo apresente falhas na visão, fraqueza e dificuldades na fala. 

Qual deve ser o nível normal de colesterol?  

Para identificar os níveis de colesterol de uma pessoa é necessário que haja um diagnóstico médico. O hemograma é o principal exame para controlar.  

As taxas apresentadas devem ser menores do que 190 mg/dL e, para os triglicérides, até 150mg/dL. Os níveis ideais de cada tipo de colesterol são individualizados a partir de uma avaliação médica.  

Dessa forma, é preciso remediar os cuidados com o seu colesterol para este não desenvolver para doenças psíquicas e cardiológicas. A seguir, vamos apresentar algumas maneiras de tratar o colesterol alto de maneira mais simples.  

Como tratar? 

  • Exercícios físicos diários (entre 30 minutos e 1 hora); 
  • Muita água; ingira ao menos 2 litros todos os dias 
  • Incluir na dieta peixes, laticínios desidratados, castanhas e frutas; 
  • Uma boa noite de sono, dormir por 8 horas; 
  • Evitar muito estresse. 

Além de todos esses cuidados, é importante que você esteja atento a dicas de profissionais que irão te auxiliar em como proceder caso você esteja com os níveis de colesterol alterados.  

Por isso, visite regularmente o cardiologista e faça um acompanhamento da sua saúde.   
 

Relato de caso no 48º Congresso Paranaense de Cardiologia

O Grupo Sirius esteve presente na edição 2022 do Congresso Paranaense de Cardiologia com o Dr. Jorge Henrique Yoscimoto Koroishi, que foi o responsável por apresentar o relato de caso: Avaliação do coração como fonte emboligênica em paciente com diagnóstico de Acidente Vascular Cerebral Cardioembólico.

Dr. Jorge Henrique Yoscimoto Koroishi

O relato foi compartilhado em exclusividade com o Centro de Excelência. Acompanhe a seguir:

Histórico: Paciente M.B.S., feminino, 72 anos, com antecedente pessoal de hipertensão arterial sistêmica, apresentou quadro de acidente vascular cerebral isquêmico, com ressonância magnética de crânio sugestiva de etiologia cardoembólica. Realizou eletrocardiograma e Holter, ambos em ritmo sinusal. Realizado ecocardiograma transesofágico (ECO TE) com imagem ecogênica, móvel, aderida a parede atrial esquerda, adjacente ao apêndice atrial esquerdo. Iniciado anticoagulação com apixabana pensando como primeira hipótese diagnóstica trombo. Repetiu ECO TE após 6 meses, que mantinha imagem visualizada em exame prévio(a).

Encaminhada para centro de referência em cardiologia com proposta de reunião de Heart Team, pois apesar de anticoagulação, mantinha imagem. Complementamos com tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT) para afastar doença oncológica. Repetido ECO TE para programação cirúrgica, e confirmada imagem de massa isogênica, móvel, de bordas irregulares medindo cerca de 7 mm, junto ao orifício de entrada do apêndice atrial esquerdo, no topo da crista lateral. Realizada cirurgia de ressecção de massa tumoral de aspecto macroscópico sugestivo de mixoma, com necessidade de ressecção de apêndice atrial esquerdo para margem de segurança.

Discussão: apesar de raros, os tumores cardíacos constituem importante componente da prática cardio-oncológica, e devem ser considerados como parte do diagnóstico diferencial de massas cardíacas. Outros diagnósticos possíveis são
classificação de massa intracardíaca são trombos, vegetações e alterações anatômicas. Tumores podem ser classificados como primários ou secundários (metástases), sendo estes mais comuns. Dentre os tumores primários, os benignos representam aproximadamente 90% dos casos. Independente da histologia, as consequências hemodinâmicas ou arritmogênicas são dependentes do tamanho e localização do tumor. Na última década, houve um aumento na incidência de tumores cardíacos, e parte desse aumento atribuído aos avanços das técnicas nos exames de imagem. Além da multimodalidade de exames com ecocardiograma transesofágico e 3D, ressonância magnética de coração, tomografia de coração e PET-CT, a história clínica, localização do tumor e idade são fatores determinantes para definição da etiologia da massa tumoral. O estudo anatomopatológico confirmou mixoma.

Conclusão: tumores cardíacos devem ser considerados como diagnóstico diferencial de massas intracardíacas. A multimodalidade de exames de imagem, associada a fatores clínicos, são determinantes para um diagnóstico etiológico mais precoce, e no caso relatado evitando novos eventos cardioembólicos.

Autores Koroishi JHYK1,2,3 , Sakamoto F. 1,3, Pinheiro J1,3, Galuban ACF1,3, Pires CRT1,3.
1-Hcor-Sociedade Beneficiente Síria
2-Curso de Pós-Graduação em Cardiologia da SBC/INC/INCA, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
3-Sirius Cardiologia
Referências bibliográficas: a-Guidelines for the Use of Echocardiography in the Evaluation of a Cardiac
Source of Embolism Muhamed Saric, MD, PhD, FASE; b- Tyebally S, Chen D, Bhattacharyya S, et al.
Cardiac Tumors. J Am Coll Cardiol CardioOnc. 2020 Jun, 2 (2) 293–
311. https://doi.org/10.1016/j.jaccao.2020.05.009

Grupo-Sirius-08-Ser-solteiro-aumenta-as-chances-de-doencas-cardiacas

Pesquisa revela que estar solteiro pode desencadear problemas cardíacos

Realizado pela Universidade de Würzburg, na Alemanha, um estudo revelou que pessoas que não possuem qualquer tipo de relacionamento amoroso têm mais chances de desenvolver problemas cardíacos ao longo da vida.  

Pode parecer algo surreal, porém, de acordo com a pesquisa, que acompanhou 1.022 pacientes durante dez anos, provou a relação: 679 deles morreram e a grande maioria era solteiro. 

Dessa forma, relacionou-se as causas aos problemas de saúde, a falta de alguém próximo para cuidar e dividir as despesas de casa, por exemplo.  

Os pacientes viúvos também apresentaram maior risco de mortalidade quando comparados ao grupo de pacientes casados. 

Sendo assim, o estudo reforça a importância do apoio social, principalmente quando se trata de pacientes que lutam contra doenças crônicas. Assim como ressalta que os cônjuges podem ajudar na adesão de medicamentos, bem como contribuir para uma vida mais saudável.   

O autor do estudo, Fabian Kerwagen afirma que: “é perfeitamente normal profissionais de saúde perguntarem aos pacientes sobre seu estado civil e recomendar grupos de apoio à insuficiência cardíaca para preencher possíveis lacunas”. 

Ele também diz que, embora a pesquisa trate de pessoas casadas, ter alguém em casa já pode fazer a diferença para auxiliar até mesmo no tratamento de doenças psicológicas, visando o momento difícil que toda a sociedade enfrentou em 2020 com o isolamento social.  

Para cuidar da saúde, é recomendado realizar acompanhamento médico periódico, assim como os exames de rotina para prevenir e detectar potenciais anomalias, para que, sob qualquer evidência, inicie-se o tratamento adequado.  

Sirius-08-Droga-que-atua-nos-diabeticos-perda-de-peso

Entenda por que remédio para emagrecimento piora a diabetes e pode ser uma droga mortal

Há pouco mais de uma década, um medicamento virou febre no Brasil após supostamente ter tido o aval dos médicos e cardiologistas para apoiar no emagrecimento, levando até mesmo pessoas não diabéticas a utilização, pois prometia perda de peso rápida e “saudável”. 

As farmácias venderam o estoque de um mês em uma semana, o que chamou a atenção da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que afirmou: “o uso do produto para qualquer outra finalidade, além de antidiabético, caracteriza elevado risco sanitário para a saúde da população.” 

Na mesma época, outras novidades surgiram no mercado com a promessa de emagrecimento em poucas pílulas, como divulgou um recente levantamento da Interfarma.  

Assim, muitas pessoas continuaram consumindo sem prescrição médica e colocando a saúde em risco, como mostra uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), a qual constatou que essa droga é de alto risco para quem luta contra a balança, mas que age de forma correta no organismo dos diabéticos.  

Para alertar e informar sobre o uso de medicamentos controlados por diabéticos, o Centro de Excelência conversou com o Dr. Jeffer de Morais, diretor de cardiologia clínica do Grupo Sirius, quem revela o que e em quais situações é recomendado e quais são os perigos para quem faz uso sem orientação médica.  

Quais são os critérios para pessoas diabéticas utilizarem algum medicamento para emagrecer? 

Sabendo que boa parcela dos pacientes diabéticos, principalmente do tipo 2, estão associados à obesidade, recomenda-se que percam peso para auxiliar no tratamento e evitar maiores complicações de saúde. 

Dessa forma, o Dr. Jeffer explica que os medicamentos emagrecedores são recomendados em casos extremos para apoiar na redução inicial. “Esses são os critérios para a prescrição, porém o paciente não deve depender exclusivamente deles, é preciso mudar a mentalidade e cuidar da saúde como um todo, adquirindo bons hábitos alimentares e realizando atividade física”, ressalta.  

Para evitar complicações, não faça uso de medicamentos sem a prescrição e o acompanhamento médico.  

Quando o atendimento humanizado faz a diferença. Conheça a história de Michele

Em todas as áreas de negócios, o atendimento humanizado tem se destacado como diferencial competitivo.  

O atendimento humanizado é o tratamento ao cliente baseado na empatia e na exclusividade, no diálogo atencioso e foge do esquema tradicional que segue um script rígido de comunicação. (Zendesk) 

Na saúde, é uma ferramenta poderosa para acompanhar pacientes integralmente. Conhecido como cuidado coordenado, foca na humanização da relação médico-paciente e na atenção primária, isto é, prevenção e cuidado ao longo da vida.  

Este movimento está diretamente ligado à definição do conceito de saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS) que não é apenas a ausência de doenças, mas um estado de bem-estar pleno mental, físico e social. 

Além de ser bastante procurado pelos pacientes. De acordo com uma pesquisa da DOCTORALIA (plataforma de agendamentos de consulta online), 63% dos brasileiros consideram a humanização no atendimento algo importante na sua relação com a medicina. 

Conheça a experiência de Michele  

Paciente há uma década do Grupo Sirius, Michele Sulamita do Amaral trata um quadro de hipertensão arterial com o Dr. Jeffer de Morais, diretor de Cardiologia Clínica do Grupo.  

Segundo Michele, um dos fatores que a fez escolher o local do seu acompanhamento são os “excelentes profissionais e a facilidade de sair da consulta e agendar os exames de forma rápida e prática.” 

“O Dr. Jeffer também explica de forma clara e objetiva sobre os sintomas e o tratamento. Traduz a linguagem médica para uma linguagem acessível, inclusiva que nos faz compreender sobre o auto cuidado e saúde”, reforça. 

Entretanto, essa relação vai muito além do que simplesmente a hipertensão e o tratamento do coração, deixa marcas para toda a vida, como o apoio que teve durante o ano de 2021 quando o esposo de Michele foi internado com COVID-19. 

“Meu marido precisou ser entubado e, neste período, procurei o Dr. Jeffer porque estava com dor no peito e muito ansiosa”, relembra. 

Após os resultados, o diretor de Cardiologia Clínica do Grupo Sirius concluiu que os sintomas eram decorrentes da ansiedade e a preocupação com o esposo.  

“Neste momento, ele atuou mais do que um médico que cuida da nossa máquina, o coração. O Dr. Jeffer conversou comigo como um amigo. Fortaleceu minha fé e esperança. E me viu não apenas como uma paciente, mas como um ser humano que precisava de apoio e esperança.” 

A empatia demostrada por ele naquele momento foi um marco na minha vida. Entrei no consultório angustiada e triste, mas sai de lá com fé e esperança, acolhida de forma humana e empática! (Michele Sulamita do Amaral) 

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Jet lag Social: dormir mal pode afetar a saúde do seu coração

Se você gosta de adiantar o sono ou costuma dormir bem pouco, saiba que isso pode prejudicar o seu metabolismo e o bom funcionamento do seu coração.  

Conhecida como Jet lag, a alteração do ritmo biológico humano acontece após mudanças de fuso horário, principalmente em longas viagens de avião, por isso o nome Jet (velocidade rápida das aeronaves) e Lag (atraso). 

Entretanto, um novo conceito vem sendo estudado: o Jet lag social. Este está relacionado a diferenças nos horários de sono das pessoas, geralmente quando elas não apresentam insônia e têm um dia a dia mais agitado, que culmina em poucas horas de descanso ao longo da semana e muitas horas de sono aos fins de semana. 

O departamento de Neurologia da faculdade de Ciências Médicas da Unicamp realizou uma pesquisa a qual indica que a discrepância entre o horário social e biológico está associada com problemas de saúde e doenças cardiovasculares.  

Isto é, não criar uma rotina saudável e dormir corretamente afeta diretamente a saúde física, podendo se transformar em uma patologia do sistema imunológico e,  até mesmo, em infarto.  

Tanto os homens quanto as mulheres são afetados pelo Jet lag social, porém, as mulheres são as que mais acabam dormindo mal e por poucas horas. Essa situação acontece porque muitas delas ainda vivem uma dupla (ou até tripla) jornada trabalhando fora de casa e cuidando dos filhos menores, como mostra uma pesquisa feita pelo IBGE durante a pandemia. 

Além disso, o Jet lag social pode afetar nosso corpo das seguintes maneiras: 

  • Mudanças de Humor: manter o sono irregular durante a semana pode aumentar a ansiedade e, em alguns casos, até depressão. É o que aponta um estudo publicado na revista Molecular Psychiatry, do Reino Unido, com mais de 85 mil pessoas. Os pesquisadores demonstraram que aqueles que não seguiam um horário para dormir ou que acordavam muito cedo, eram mais propensos a ter depressão. 
  • Insônia: A privação crônica do sono tem sido associada a muitas doenças como hipertensão arterial, diabetes e obesidade. Dormir mal ou simplesmente não dormir pode aumentar a fadiga, fazer não comer corretamente e ainda adquirir vícios como telefone, redes sociais e consumo de tabaco. 
  • Problemas no coração: Além de provocar a obesidade, o Jet lag social acelera e desregula a liberação de hormônios como o Cortisol e a Noradrenalina que, quando produzidos em excesso, podem prejudicar o coração. Nesses casos, eles são responsáveis pelas alterações nos ritmos cardíacos e a pressão arterial, deixando a pessoa mais propensa ao infarto e ao AVC. 

É por isso que o Centro de Excelência recomenda que você mantenha seus horários regulares de sono durante a semana e aos fins de semana para prevenir problemas como o Jet lag social.  

Para ter um sono de qualidade, os cardiologistas do Grupo Sirius listaram algumas observações: 

  • Durma oito horas por dia; 
  • Pratique atividades físicas diariamente, no mínimo 15 minutos; 
  • Beba bastante água, no mínimo 2 litros todos os dias; 
  • Para crianças e idosos, o cuidado deve ser redobrado, nada de televisão ou celular uma hora antes de ir para cama e um banho morno também ajuda a dormir melhor; 
  • Tome sol, a produção de vitamina D ajuda a absorver cálcio, que regula o sono; 
  • Cuidado com Viagens! Estar fora de casa e não ter horário para dormir ou dormir muito mal, pode afetar o seu relógio biológico como falamos no início desta reportagem, bem como prejudicar o seu raciocínio mental, já que dormir de forma desregulada compromete as transmissões neurais.  

Também é importante reforçar o agendamento de uma consulta com cardiologista para realizar os exames de rotina e cuidar da saúde do coração.   
 

Insuficiência cardíaca: saiba mais sobre a doença que causou a morte da atriz Claudia Jimenez 

Conhecida por interpretar personagens que marcaram a TV brasileira, a atriz Claudia Jimenez faleceu no último 20 de agosto decorrente de uma insuficiência cardíaca. 

Esta é a doença do coração que acomete cerca de 240 mil pacientes todos os anos no Brasil (dados do DataSUS) e a que mais provoca internações e mortes, entre 10 e 15%, sendo os idosos os mais afetados. 

De acordo com o Dr. Jeffer de Morais, Diretor de Cardiologia Clínica do Grupo Sirius, a definição da insuficiência cardíaca é: 

O músculo cardíaco de alguns pacientes não tem força suficiente para fazer o sangue circular corretamente pelo organismo, comprometendo a oxigenação celular e a circulação do sangue. Como resultado o paciente sente mais falta de ar — mesmo em repouso e frequentemente apresenta inchaço nos membros inferiores. 

As causas são diversas, principalmente pós infarto, pós miocardite, hipertensão mal controlada, uso de medicações (como determinados quimioterápicos), doença de Chagas, abuso de álcool, entre outras. 

No caso de Claudia Jimenez, a combinação para o diagnóstico foi um câncer no mediastino, atrás do coração, além de um infarto e três cirurgias cardíacas: 1. cinco pontes de safena; 2. substituição da válvula aórtica por uma sintética; e 3.colocação de marca-passo. 

Além de também ter passado por sessões de radioterapia e ser diabética, condições que enfraquecem o músculo cardíaco. 

Os sintomas mais comuns da insuficiência cardíaca são tosse noturna, inchaço nas pernas, dor no peito, palpitações, calafrios, palidez e cansaço. Sob qualquer um deles, é recomendado ir ao especialista para diagnosticar e realizar o tratamento mais adequado, já que é uma doença silenciosa.