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10 dicas essenciais para cuidar do coração

Não é novidade que quando o assunto é a saúde cardíaca todos devem dar a devida atenção.

Para alcançar a tão desejada longevidade com qualidade de vida, o principal foco deve ser manter um estilo saudável e realizar o check-up preventivo ao menos uma vez ao ano.

Cuidar do coração e melhorar a saúde requer adoção de hábitos saudáveis.

Acompanhe, a seguir, 10 dicas essenciais nessa ação:

1. Evitar o tabagismo

Parece óbvio, mas o tabagismo é um dos hábitos que mais afetam o coração, afetando o funcionamento das artérias coronárias. Essa dica não vale apenas aos fumantes ativos, mas também aos passivos, aqueles que inalam a fumaça do cigarro alheio.

Uma pessoa impactada pelo tabagismo tem três vezes mais riscos de infarto do que uma que não fuma ou não tem contato com o cigarro.

2. Cuidados com a alimentação

Evitar a ingestão de alimentos industrializados e ricos em gorduras hidrogenadas é o ponto de partida para uma vida mais saudável.

Para quem já apresenta pré-disposição à doenças cardíacas, é necessário seguir orientações nutricionais mais específicas e manter uma dieta personalizada.

Alguns alimentos que são excelentes fontes de manutenção da saúde do coração são: tomates, feijão, castanhas, aveia.

3. Monitorar e tratar a elevação do LdL colesterol

O LDL é o famoso “colesterol ruim”. Ele mede a quantidade de gordura acumulada nas artérias coronárias, que obstruem o fluxo de sangue e prejudicam o coração de muitas formas. Monitorar esse número é muito importante e feito por meio do exame de sangue.

4. Controlar o estresse

Emoções muito fortes provocam a liberação de hormônios que influenciam a frequência dos batimentos cardíacos e, consequentemente, a pressão arterial.

Para evitar o excesso de emoções, a solução mais cabível é trazer para o seu novo estilo de vida ações prazerosas, como ler um bom livro, escutar músicas, meditar, ou encontrar uma atividade lhe agrade.

5. Melhorar o sono

Noites bem dormidas também devem fazer parte do seu estilo de vida. A recomendação é de ter um sono por noite entre 7 e 8 horas.

A quantidade de horas ideal varia pela idade das pessoas. Porém, em geral, quem tem um período menor de sono, a partir de 6 horas, aumenta em 30% o risco de desenvolver doenças cardíacas do que quem tem um sono bom e regulado.

6. Combater o sedentarismo

Quando pensamos em exercícios físicos, logo vem à mente praticar esportes ou ir para academia constantemente.

Mas se você separar apenas 30 ou 40 minutos por dia para se exercitar ou se alongar, além de uma melhora na qualidade de vida, o seu coração vai funcionar melhor, trazendo mais eficiência na circulação sanguínea e ajudando até mesmo no controle do nível de glicose.

7. Moderar o consumo de bebidas alcoólicas

Não é proibido consumir bebidas alcoólicas para ter uma melhor qualidade de vida, mas o exagero traz inúmeros problemas para o seu corpo, incluindo o funcionamento do seu coração, afetando a musculatura cardíaca e causando até mesmo danos irreversíveis.

Portanto a melhor maneira é controlar o consumo.

8. Cuidar de seu peso

É verdade que muitas pessoas mesmo estando a cima do peso, ainda são super saudáveis. Mas é um fato que o coração precisa fazer mais esforço para bombear o sangue em pessoas com sobrepeso. Para solucionar esse problema ingerir bastante água e se alimentar adequadamente, já faz uma grande diferença.

9. Controlar a pressão arterial

Mesmo com todos os oito cuidados já apresentados, é possível que a sua pressão arterial ainda possa ficar acima da média.

Nestes casos, o indicado é manter a vigilância e verificar regularmente a pressão, além de ficar atento aos sintomas que podem ser manifestados quando está alta, como dores de cabeça e tonturas.

10. Consultar um médico de confiança

É preciso ter um cardiologista para te acompanhar. Realizar consultas e exames periódicos são mandatórios, mesmo que nunca tenha apresentado nenhum problema.

O Grupo Sirius conta com mais de 130 especialistas em coração, que cuidam de toda a família, proporcionando uma melhor qualidade de vida e bons hábitos.

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Mente e coração: existe relação?

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) concede ao Brasil o título de país com maior número de registro de transtornos de ansiedade em todo o mundo. São cerca de 18,6 milhões de pessoas afetadas, ou 9,3% da população brasileira.  

Esse número piorou ao longo de 2020 — ano em que iniciou a pandemia. O Fórum Econômico Mundial mostrou em um estudo que 53% dos entrevistados do Brasil reclamaram do agravamento do bem-estar mental, incluindo sintomas como respiração ofegante, batimentos cardíacos acelerados e bronquites. 

Sintomas depressivos, como a ansiedade, são reconhecidos como risco para Doença Arterial Coronariana e outras patologias cardiovasculares, segundo artigo publicado pelo International Journal of Cardiovascular Sciences.   

Tratar a saúde mental é cuidar do coração. E não apenas isso: evita doenças, como obesidade, hipertensão e infarto precoce.  

Mas, afinal, qual é a relação entre o estresse e o coração? 

Primeiro, vamos à definição do estresse, que se caracteriza por ser uma sensação de desconforto, medo, preocupação e nervosismo. 

Conforme o estresse aumenta, elevam-se as taxas de adrenalina e cortisol no corpo. 

Em excesso no organismo, essas substâncias provocam instabilidade, elevam a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos, que são fatores para desencadear um infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

O estresse afeta diretamente o sistema cardiovascular, acelerando a possibilidade de doenças cardíacas.  

Outro fator que merece destaque é a desregulação alimentar causada pelo estresse. Ela faz com que o paciente ingira alimentos pobres em proteínas e vitaminas, o que aumenta o peso corporal e pode implicar na baixa da autoestima. 

Depois do estresse, a depressão 

Mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o planeta, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apenas no Brasil, o total é de 11 milhões de casos. 

A depressão é uma condição que faz as pessoas terem alterações bruscas de humor, afetando negativamente as relações sociais, familiares e no ambiente de trabalho. 

Pacientes com depressão têm 78% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares em longo prazo, muito decorrente do uso de antipsicóticos – remédios que tendem a aumentar o índice de massa corporal.  

E a doença é mais frequente entre aqueles que são diagnosticados com doença arterial coronariana (cerca de 40%), é o que mostra um estudo do  International Journal of Cardiovascular Sciences. 

Quando a mente não está bem, o coração emite sinais de alerta 

Os quadros de risco apresentados acima são fatores que podem determinar a saúde do seu coração e até seu estado físico.  

Você já ouviu falar em casos onde pessoas com ansiedade instantânea e violentas mudanças de humor, começam a apresentar hematomas pelo corpo sem qualquer motivo aparente? 
Esse é um exemplo de paranoia do sistema nervoso que pode afetar negativamente o estado físico.  

Por isso, quando não se cuida da mente, sem ter uma atividade de relaxamento ou momentos de desestresse, o coração passa a entrar em alerta vermelho, culminando em infarto precoce ou desenvolvendo doenças cardíacas. 

Como prevenir? 

  1. Como mencionado acima, faça exames periódicos, como eletrocardiograma e hemograma, e tenha um cardiologista para te acompanhar.  
  1. Pratique atividades físicas diariamente por pelo menos 15 minutos. Caminhada ajuda bastante, assim como exercícios aeróbicos e musculação. 
  1. Beba muita água e evite o consumo de álcool e tabaco.  
  1. Fuja de ambientes tóxicos, estressantes e com gritaria, isso vai afetar muito o seu cérebro e seu dia. 
  1. Esteja próximo a pessoas que te façam sentir bem.  
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Cardiomegalia: a “doença” do coração grande que matou Taylor Hawkins

O nome é complicado: “cardiomegalia” e ficou popularmente conhecida como “coração grande”. É uma consequência final de uma série de doenças cardíacas, tais como: insuficiência cardíaca, arritmias ou doenças nas artérias coronárias. Também pode ser uma consequência de uma condição benigna, chamada de coração de atleta. Não é considerada doença, mas serve como alerta esses casos.

Essas doenças podem deixar o músculo do coração ou as suas paredes mais grossas e maiores (daí o surgimento do nome “coração grande”), impedindo o bombeamento correto de sangue para o organismo. Esta é uma alteração que geralmente acomete pacientes idosos, mas pode também afetar os mais jovens, incluindo crianças — estes geralmente com cardiopatias que, até então, não eram
conhecidas e também pode ser encontrada em atletas jovens de alto rendimento.

Ainda que não seja considerada de fato doença (mas condição de outra doença) é um estado grave e que pode levar o paciente a óbito se não tratada. A boa notícia é: quando diagnosticada precocemente, tem tratamento e bom controle dos sintomas.

Na fase inicial é uma condição assintomática, porém, com a evolução do quadro clínico, o paciente pode relatar falta de ar mesmo quando em repouso, tonturas, palpitações, dores no peito, cansaço excessivo constante e inchaço nos membros inferiores e na barriga. A avaliação cardiológica é imprescindível para que o tratamento — que inclui o uso de medicamentos diuréticos, anti-hipertensivos, anticoagulantes, antiarrítmicos, entre outros – possa ser prontamente iniciado. Em alguns casos pode ser necessária a colocação de marcapasso, stents nas coronárias, cirurgia cardíaca e, em casos mais severos, transplante do coração.

A cardiomegalia é diagnosticada por meio da análise do quadro clínico, exame físico, exames de raio-X, eletrocardiograma, ecocardiograma inicialmente. Adicionalmente podem ser necessários exames mais complexos como tomografia, ressonância magnética ou cateterismo cardíaco. Além deles, exames de sangue podem ser considerados pelos especialistas para avaliar se existem outras alterações que possam colaborar para o desenvolvimento da cardiomegalia.

É preciso, de novo, reiterar a importância da prevenção. Taylor Hawkins, baterista do grupo Foo Fighters, trouxe a cardiomegalia à tona ao ter sido revelado que ele sofria com a condição cardíaca, embora não tenha sido essa a causa de sua morte. Ainda que seja um acontecimento trágico, acaba servindo para que outras pessoas busquem seus exames preventivos. Que esse episódio nos ensine a atentar-nos aos cuidados com a saúde do coração. Prevenir é sempre melhor do que remediar. Essa é a máxima que a medicina prega.

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Aneurisma da aorta: conheça os famosos com esse diagnóstico

Aneurisma é a dilatação anormal de uma artéria que pode ser rompida, causando uma grave hemorragia ou que permanece sem estourar durante toda a vida.

Os aneurismas podem aparecer em qualquer artéria do corpo, sendo no cérebro o tipo mais conhecido.

Entretanto, o aneurisma da aorta acomete entre 2 e 4% da população e pode levar a morte súbita. A aorta é considerada a maior artéria com a função de bombear o sangue e o oxigênio do coração para todo o corpo humano.

Este tipo de aneurisma é dividido em duas partes: aorta torácico na região do peito; e aorta abdominal o mais comum, formado logo abaixo no peito.

Dados da American Heart Association indicam que homens em torno dos 60 anos são os mais acometidos pelo aneurisma da aorta.

O diagnóstico é feito por meio de exames de imagens, como a tomografia computadorizada. Uma vez diagnosticado, recomenda-se o tratamento com medicamentos para que não se agrave. Porém, caso esteja em estágio avançado
— aorta entre 50 e 60mm — a cirurgia é indicada.

Para evitá-lo, a recomendação é praticar exercícios físicos diários, manter uma alimentação equilibrada, evitar o fumo e o consumo excessivo de bebidas alcóolicas.

Agora, conheça os famosos que tiveram o diagnóstico de aneurisma da aorta:

• Belchior, cantor e compositor (2017)
Sentiu-se mal no dia anterior, segundo a sua esposa. No dia seguinte, foi encontrado sem vida no sofá de casa.
Esta é uma doença silenciosa e que pode causar morte instantânea, como aconteceu com Belchior.

• Jorge Fernando, diretor (2019)
O diretor brasileiro faleceu após uma parada cardíaca decorrente da dissecção do aneurisma da aorta.

A dissecção é quando há uma separação da parede da aorta, deixando-a mais frágil e desviando o fluxo do sangue.

• Renato Barros, guitarrista (2020)
O guitarrista da Jovem Guarda foi diagnosticado com a dissecção da aorta e chegou a ser operado. Porém faleceu após complicações pulmonares.

• Richie Faulker, guitarrista (2021)
Durante um show da banda Judas Priest, Faulker foi levado às pressas ao hospital após o rompimento da aorta. Lá, o guitarrista foi atendido e afirmou que não tinha problemas cardíacos, tampouco realizava check-ups periódicos, reforçando a importância do acompanhamento médico.

• Albert Einstein, físico (1955)
Uma hemorragia interna decorrente de um aneurisma da aorta foi a causa da morte do autor da Teoria da Relatividade e o físico mais famoso do mundo: Albert Einstein.

O mente brilhante já havia passado por uma cirurgia em 1949 para tratar outro aneurisma, mas não foi suficiente.

Grupo-Sirius-06-Mercado-de-Cardiologia-Nuclear

Medicina nuclear: conheça a importância na cardiologia

Quando citamos o termo nuclear, a maioria das pessoas podem ficar assustadas por ser algo exatamente perigoso e nocivo para nossa saúde. Isso é verdade, mas esse material, quando usado por profissionais capacitados, pode contribuir para o nosso bem-estar. 

Tanto é que está cada vez mais comum o uso da medicina nuclear para obter um diagnóstico mais preciso de doenças coronárias.  

O teste é solicitado após o paciente apresentar sintomas de angina ou alterações no exame ergométrico para isquemia. Por meio de uma análise cintilografia do miocárdio, é possível encontrar e identificar a doença. 

“O exame de cintilografia do miocárdio é importante para diagnósticos de obstruções cardíacas em pacientes com exame de teste ergométrico alterado ou pacientes de alto risco cardiovascular. Também é importante para acompanhamento de pacientes pós Stents coronários ou cirurgias de ponte safena.”, explica o Dr. Jeffer de Morais, diretor de Cardiologia Clínica do Grupo Sirius. 

O cardiologista ainda esclarece situações onde a medicina nuclear é ainda mais importante dentro da visão da clínica. “Pacientes com bloqueios de ramo direito ou esquerdo — uma anomalia comum que pode provocar atraso na condução do impulso elétrico no ventrículo cardíaco —, pessoas que não conseguem fazer o exame de esteira ou tem dificuldades para caminhar por terem doenças osteomusculares, são beneficiadas por essa opção, obtendo um diagnóstico mais preciso.” 

Histórico da medicina nuclear   

Essa ferramenta é mais antiga do que se pode imaginar. Em 1898, Marie Curie descobriu a existência de elementos radioativos, que foram chamados de isótopos naturais.  

Entretanto, foi apenas após o início da evolução tecnológica, em 1946, que começaram a produção de equipamentos para exames com o uso de cristal de iodeto de sódio ou cristal de cintilação (por isso o nome cintilografia). 

A medicina nuclear pode trazer certas preocupações, mas isso só acontece pela falta de conhecimento em geral. Dr. Morais explica que há baixo risco aos pacientes quando esse modelo é aplicado.  

“Todo medicamento pode trazer efeitos alérgicos, aqui nos utilizamos Tecnécio ou Tálio, mas isso acontece em casos muito raros. Não são conhecidas sequelas no uso de medicina nuclear. Os medicamentos são radioativos de meia vida que saem do organismo depois de algumas horas da aplicação.”  

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, o Brasil conta com 436 pontos que utilizam a medicina nuclear, considerando hospitais, clínicas e centros de pesquisas, os quais realizam cerca de 2 milhões de procedimentos por ano.  

Porém, o país enfrenta dificuldades de expansão na área por não ser autossuficiente na produção de Tecnécio ou Tálio. É necessário um investimento na fabricação desses elementos e educação para mais brasileiros dominarem a técnica e o uso do reator nuclear. 

Grupo-Sirius-06-Como-exercicios-ajudam-na-saude-de-pessoas-com-sobrepeso-e-obesidade-

Como exercícios ajudam na saúde de pessoas com sobrepeso e obesidade

Não é novidade que a obesidade é um dos maiores desafios da área da saúde nos dias atuais.

Somente no Brasil, de 10 pessoas, 6 estão com sobrepeso — é o que revelam dados de uma pesquisa
feita pelo Ministério da Saúde em 2021.

Como decorrência da obesidade, muitos problemas de saúde podem ser desenvolvidos ou agravados.
Entre os principais e mais recorrentes estão a hipertensão, o diabetes e o colesterol alto.

Consequências psicológicas e sociais também estão atreladas à doença, o que exige além do
tratamento com especialistas, como cardiologistas, acompanhamento de psicólogos e psiquiatras.

Atividade física como resposta à obesidade

Pesquisas apontam que a prática de exercícios físicos é um recurso fundamental na prevenção de
diversas doenças.

Adotar a atividade recorrente diminui o percentual de gordura corporal, evitando a obesidade, além
de promover a melhora aptidão física e uma melhora na manutenção das capacidades funcionais.
Isso porque, os exercícios impactam de três maneiras principais, o organismo:

• Aumento do gasto de energia;
• Equilíbrio do balanço dos macronutrientes;
• Ajuste de energia ingerida e gasta.

As pessoas em situação de obesidade devem procurar ajuda para iniciar a prática de atividade física
bem como proteger e cuidar da saúde, que pode estar debilitada, incluindo problemas
cardiovasculares.

Consulte uma unidade do Grupo Sirius e de valor à sua saúde conosco!

Woman doctor shows a plastic model of the heart, close-up. Training material for a cardiologist, a surgeon's workplace

Manejo de Excelência na Insuficiência Valvar Mitral

INSUFICIÊNCIA MITRAL

A insuficiência mitral (IM) é uma doença particularmente desafiadora por sua complexidade anatômica e funcional. Suas diferentes etiologias (primária, secundária ou mista), natureza dinâmica e progressão insidiosa caracterizam a dificuldade em seu manejo.1

A revisão destes conceitos e o entendimento do quadro clínico permitem um tratamento preciso. Fortalecendo, assim, a relação médico-paciente nesta jornada.2

INSUFICIÊNCIA MITRAL PRIMÁRIA

É caracterizada por lesão primária de um ou mais componentes do aparelho da válvula mitral. A etiologia degenerativa (deficiência fibroelástica e Doença de Barlow) é mais frequente nos países ocidentais. Em países de baixa renda, a etiologia reumática é a causa frequente de insuficiência mitral.3

INSUFICIÊNCIA MITRAL SECUNDÁRIA

É caracterizada por folhetos valvares e cordas estruturalmente normais e a insuficiência resulta de um desequilíbrio entre as forças de fechamento e tracionamento, secundárias a alterações na geometria do ventrículo e/ou átrio esquerdo. É mais comum em cardiomiopatias dilatadas ou isquêmicas, também pode surgir como consequência do aumento do átrio esquerdo e dilatação do anel mitral em pacientes com fibrilação atrial de longa data, nos quais a fração de ejeção do ventrículo é, geralmente, normal e a dilatação menos pronunciada.3

INSUFICIÊNCIA MITRAL MISTA

É importante notar que a patologia mista pode ocorrer em uma IM primária que, se não tratada, pode resultar em dilatação/disfunção do ventrículo esquerdo. Outros exemplos incluem pacientes com IM secundária de longa duração devido a cardiopatia isquêmica ou fibrilação atrial que, subsequentemente, rompem uma corda, ou pacientes com prolapso de valva mitral que apresentam infarto do miocárdio ou desenvolvem cardiomiopatia por causa desconhecida e pacientes idosos com calcificações ou fendas nos folhetos.4

*FIGURA 1-MECANISMO PRIMÁRIO, SECUNDÁRIO E MISTO. Classificação de Carpentier 5

DIAGNÓSTICO

A primazia do diagnóstico se faz com a análise de sinais, sintomas e resultado do Ecodopplercardiograma que, por meio de medidas semiquantitativas (largura ou área da Vena Contracta) e quantitativas (área efetiva do orifício regurgitante, volume regurgitante e fração regurgitante), define sua gravidade hemodinâmica e a classificação (Classificação de Carpentier) em primária, secundária e mista, pois apresentam diferenças importantes em relação  à avaliação, conduta e prognóstico. 6, 7

Outros exames, como Ecocardiograma Transesofágico, Ecocardiograma sob Esforço Físico, Teste Cardiopulmonar, Ressonância Magnética Cardíaca, Cateterismo Cardíaco, podem ser úteis para rastrear assintomáticos e oligossintomáticos, ou piora da insuficiência valvar, ou elevação da pressão pulmonar, ou reserva contrátil ou remodelamento ventricular. 3, 4

TRATAMENTO

Aprovado pelo FDA desde 2013 (EVEREST; REALISM), o Reparo Transcateter da Valva Mitral (RTVM) na Insuficiência Primária encontra-se reservado para candidatos sintomáticos, Classe Funcional III e IV de NYHA com alto risco cirúrgico. 3, 4, 8, 9, 10, 11

Aprovado pelo FDA desde 2019 (COAPT) o Reparo Transcateter da Valva Mitral na Insuficiência Secundária encontra-se reservado para candidatos sintomáticos, fração de ejeção reduzida, diâmetro diastólico do ventrículo esquerdo <70 mm e sintomas persistentes a despeito de otimização terapêutica e/ou terapia de ressincronização cardíaca. 4, 12, 13,14,15

Neste contexto e de grupos selecionados, o MitraClip™, da Abbott, é o primeiro dispositivo para RTVM, uma opção com resultados clínicos comprovados de segurança, melhora da qualidade de vida e sobrevida para tratamento minimamente invasivo da IM.

DISPOSITIVO

O MitraClip™ é um clipe com corpo de cromo cobalto revestido de poliéster e hastes para fixação de nitinol. Hoje, em sua quarta geração (MitraClip G4), aprovado em mais de 75 países e apoiado por resultados positivos robustos em estudos (EVEREST, REALISM e COAPT), alcança o coração por meio de veia periférica, dirigido por imagem ultrassonográfica, aproximando e fixando as bordas opostas dos folhetos (duplicando seu orifício), reduzindo a insuficiência, proporcionando aumento do débito cardíaco, reduzindo sintomas e melhorando a qualidade de vida. 4,16,17,18,19

 

*FIGURA 2-FLUXOGRAMA DO MANEJO DA IM – AHA/ACC Valve Guidelines 4

REFERÊNCIAS

1)- C. Tribouilloy, D. Rusinaru, F. Grigioni, et al.Long-term mortality associated with left ventricular dysfunction in mitral regurgitation due to flail leaflets: a multicenter analysis. Circ Cardiovasc Imaging, 7 (2014), pp. 363-370.

2)- J.C. Fang, P.T. O’Gara. The history and physical examination: an evidence-based approach. D.L. Mann, et al. (Eds.), Braunwald’s Heart Disease: a Textbook of Cardiovascular Medicine (10th edition), Elsevier/Saunders, Philadelphia, PA (2015), pp. 95-113.

3)- R.A. Nishimura, C.M. Otto, R.O. Bonow, et al. 2017 AHA/ACC focused update of the 2014 AHA/ACC guideline for the management of patients with valvular heart disease: a report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice GuidelinesJ Am Coll Cardiol, 70 (2017), pp. 252-289.

4)- Bonow RO et al. 2020 Focused Update of the 2017 ACC Expert Consensus Decision Pathway on the Management of Mitral Regurgitation: A Report of the American College of Cardiology Solution Set Oversight Committee. J Am Coll Cardiol. 2020 May 5;75(17):2236-2270.

5)- A. Carpentier. Cardiac valve surgery—the “French correction.” J Thorac Cardiovasc Surg, 86 (1983), pp. 323-337.

6)- W.A. Zoghbi, D. Adams, R.O. Bonow, et al. Recommendations for noninvasive evaluation of native valvular regurgitation: a report from the American Society of Echocardiography developed in collaboration with the Society for Cardiovascular Magnetic Resonance J Am Soc Echocardiogr, 30 (2017), pp. 303-371.

7)- P. Lancellotti, L. Moura, L.A. Pierard, et al. European Association of Echocardiography recommendations for the assessment of valvular regurgitation. Part 2: mitral and tricuspid regurgitation (native valve disease) Eur J Echocardiogr, 11 (2010), pp. 307-332.

8)- V. Badhwar, J.S. Rankin, X. He, et al. The Society of Thoracic Surgeons mitral repair/replacement composite score: a report of The Society of Thoracic Surgeons Quality Measurement Task Force Ann Thorac Surg, 101 (2016), pp. 2265-2271.

9)- T. Feldman, S. Kar, S. Elmariah, et al. Randomized comparison of percutaneous repair and surgery for mitral regurgitation: 5-year results of EVEREST II J Am Coll Cardiol, 66 (2015), pp. 2844-2854.

10)-D.D. Glower, S. Kar, A. Trento, et al. Percutaneous mitral valve repair for mitral regurgitation in high-risk patients: results of the EVEREST II study J Am Coll Cardiol, 64 (2014), pp. 172-181.

11)- A.K. Chhatriwalla, S. Vemulapalli, D.R. Holmes Jr., et al.Institutional experience with transcatheter mitral valve repair and clinical outcomes: insights from the TVT Registry J Am Coll Cardiol Intv, 12 (2019), pp. 1342-1352.

12)- O. Franzen, J. van der Heyden, S. Baldus, et al. MitraClip(R) therapy in patients with end-stage systolic heart failure Eur J Heart Fail, 13 (2011), pp. 569-576.

13)- J.F. Obadia, D. Messika-Zeitoun, G. Leurent, et al. Percutaneous repair or medical treatment for secondary mitral regurgitation N Engl J Med, 379 (2018), pp. 2297-2306.

14)- G.W. Stone, J. Lindenfeld, W.T. Abraham, et al. Transcatheter mitral-valve repair in patients with heart failure N Engl J Med, 379 (2018), pp. 2307-2318.

15)- B. Iung, X. Armoiry, A. Vahanian, et al. Percutaneous repair or medical treatment for secondary mitral regurgitation: outcomes at 2 years Eur J Heart Fail, 21 (2019), pp. 1619-1627.

16)- O. Alfieri, F. Maisano, M. De Bonis, et al. The double-orifice technique in mitral valve repair: a simple solution for complex problems J Thorac Cardiovasc Surg, 122 (2001), pp. 674-681.

17)- F. Maisano, O. Franzen, S. Baldus, et al. Percutaneous mitral valve interventions in the real world: early and 1-year results from the ACCESS-EU, a prospective, multicenter, nonrandomized post-approval study of the MitraClip therapy in Europe J Am Coll Cardiol, 62 (2013), pp. 1052-1061.

18)- R.T. Hahn Transcatheter valve replacement and valve repair: review of procedures and intraprocedural echocardiographic imaging Circ Res, 119 (2016), pp. 341-356.

19)- R.O. Bonow, P.T. O’Gara, D.H. Adams, et al. 2019 AATS/ACC/SCAI/STS expert consensus systems of care document: operator and institutional recommendations and requirements for transcatheter mitral valve intervention: a joint report of the American Association for Thoracic Surgery, the American College of Cardiology, the Society for Cardiovascular Angiography and Interventions, and the Society of Thoracic Surgeons J Am Coll Cardiol (2019 Dec 8).


MITRACLIP NTR-XTR- Registro ANVISA nº80146502240

MITRACLIP NT CLIP DELIVERY SYSTEM- Registro ANVISA nº 80146502069

MitraClip G4 Clip Delivery System- Registro ANVISA nº 80146502330

MitraClip G4 Steerable Guide Catheter- Registro ANVISA nº 80146502329

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Coração acelerado? Saiba o que fazer!

Já passou por algum momento em que o seu coração acelerou e começou a bater fora do ritmo? Este
pode ser um dos sinais da arritmia.

Antes de mostrarmos o que é e as causas, é preciso saber que existem muitos motivos para o coração
sair do compasso, porém, identificar que há algo de errado e buscar ajuda médica pode ser vital para
o tratamento em estágio inicial.

Arritmia cardíaca uma doença que eleva a frequência de batimentos por conta de anomalias no
ritmo do coração.

Como identificar a arritmia cardíaca?

Existem situações que confundem a identificação da arritmia, que são aquelas em que o ritmo está
dentro das normalidades e a frequência cardíaca está elevada durante a prática de atividade física,
crises ansiedade e até mesmo em momentos de felicidade.

Entretanto, alguns hábitos podem ter efeito prejudicial na saúde cardíaca, aumentando a frequência
dessas palpitações. São eles:

• O excesso de bebidas alcoólicas;
• Consumo de bebidas estimulantes (energéticos, café e chás);
• Atividades físicas muito intensas;
• Tabagismo.

Portanto, como é difícil de identificar a origem do coração acelerado, a recomendação é buscar um
cardiologista para realizar um check-up completo e, por meio dos exames, ter o diagnóstico adequado.

Apoio e cuidado especialista

O cardiologista vai entender os seus hábitos e verificar o seu estilo de vida. Com os exames, como
eletrocardiograma, ecocardiograma e ultrassonografia, poderá dar o diagnóstico correto e iniciar o
tratamento adequado, evitando problemas ou agravamento do quadro. Por isso, a prevenção é palavra de ordem e diante de qualquer anomalia, procure um especialista.

7 mitos sobre doenças cardíacas

*Dr. Jeffer de Morais, diretor de Cardiologia Clínica do Grupo Sirius 

Quando se fala em doenças cardiovasculares existem muito mais mitos do que verdades por aí. Parte deles surgem quando “um amigo me disse que ouviu de uma outra pessoa que tem um conhecido que trabalha com um médico da Universidade X”. Aos profissionais da saúde cabe derrubar o que é mito e trazer a verdade para a superfície, que é o que faremos a seguir, com sete mitos sobre doenças cardiovasculares. 

MITO 1: APENAS OBESOS PODEM DESENVOLVER DIAGNÓSTICOS CARDÍACOS 

A verdade é que obesidade é apenas um fator de risco a mais no desenvolvimento de diferentes diagnósticos cardiovasculares e pode, sim, contribuir para que eles apareçam. Mas é errado dizer que APENAS obesos podem, por exemplo, infartar. Pessoas sem comorbidades também infartam. 

MITO 2: COM CERTEZA SEREI HIPERTENSO PORQUE TENHO CASOS NA FAMÍLIA Genética é fator para desenvolvimento da doença, mas certamente não é o único e nem o principal. 

MITO 3: DESCANSAR E NÃO FAZER NADA É O MELHOR REMÉDIO PARA O CORAÇÃO 

Descanso é diferente de sedentarismo. Você pode descansar caminhando no parque, praticando natação, passeando com o seu cachorro, dançando em casa. Descanso não significa sentar por horas à frente da televisão; descanso significa pausa nas atividades que causam estresse, e não inatividade física. Sedentarismo, diga-se de passagem, é uma das principais causas de diagnósticos cardiovasculares. 

MITO 4: MULHERES MORREM MUITO MAIS DE CÂNCER DE MAMA DO QUE DO CORAÇÃO 

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, dados de 2020, cerca de 54% das mulheres que vêm a óbito são por conta de doenças cardiovasculares, contra 14% de mortes oriundas do câncer de mama. Curiosamente, quando questionadas sobre como acreditam que vão morrer, 65% das mulheres respondem “câncer” contra 15% que afirmam que morrerão por doenças cardíacas. 

MITO 5: MORTE SÚBITA ACONTECE APENAS COM QUEM JÁ TEM CONDIÇÕES CARDÍACAS PRÉ-EXISTENTES 

Grande parte das chamadas mortes súbitas acontecem com pessoas saudáveis, sem que nenhum diagnóstico tenha sido fechado em exames preventivos. Algumas dessas mortes, inclusive, acontecem em bebês de até dois anos de idade, sem causa aparente. 

MITO 6: PACIENTES QUE SOFREM COM ARRITMIAS CARDÍACAS NÃO PODEM PRATICAR ATIVIDADE FÍSICA 

Não só podem como devem. A única questão a se prestar atenção é que um médico cardiologista deve avaliar o paciente, indicar qual é o tipo de atividade física que ele pode fazer e acompanhar de perto a evolução e saúde cardíaca dele. 

MITO 7: UMA PESSOA QUE SOFRE UMA PARADA CARDÍACA VAI MORRER 

Nem toda parada cardíaca é fatal. As chances de sucesso de sobrevivência do paciente são maiores quando o socorro é imediato. Cada segundo conta, realmente; a cada minuto de atraso na ajuda ao paciente ele perde 10% de chance de sobrevivência, daí a importância de lugares públicos terem desfibriladores portáteis, por exemplo.