Grupo-Sirius-06-Transplante-de-coracao

Transplante do coração: tratamento para todos os casos de doenças cardíacas?

Um transplante do coração é, para muitos pacientes, a única chance de sobrevida. Mas ele não é o único tratamento para pacientes que sofrem com doenças cardiovasculares e que bom não ser. A fila de espera por um transplante cardíaco no estado de São Paulo varia de 12 a 18 meses, em média (esse tempo pode ser bem maior, inclusive). Parte dos pacientes à espera, infelizmente, vão a óbito porque lutam — literalmente — contra o tempo. Essa realidade poderia ser outra se o índice de rejeição à doação de órgãos não fosse tão alto: 43% das famílias não autorizam a doação de um paciente elegível a ser doador.

O transplante cardíaco é um tratamento reservado para pacientes com cardiopatias graves e que colocam sua vida em risco. Entre esses diagnósticos estão as arritmias severas, doenças cardíacas congênitas, miocardiopatias e valvulopatias graves.

Em alguns casos mais graves existe a possibilidade do uso de um coração artificial — um dispositivo que atua como ventrículos — e que dá ao paciente não só mais qualidade de vida, mas permite que ele possa enfrentar a fila do transplante com um pouco mais de tranquilidade com relação à saúde. É uma alternativa paliativa que dá ao paciente aquilo que médico nenhum pode dar: tempo. Tempo de espera por um coração compatível, que não precisa ser apenas compatível, mas completamente saudável.

Ainda que seja a última — e única — esperança de pacientes com cardiopatias graves, o transplante não é um procedimento simples e pede cuidados pré e pós operatórios que devem ser seguidos à risca. Pós-procedimento os cuidados são intensificados para que o organismo não veja aquele novo órgão como um corpo estranho e reaja a ele, o que chamamos de “rejeição” ao coração. A recuperação hospitalar é de cerca de um mês justamente para que todos os cuidados necessários sejam coordenados por uma equipe especializada.

Em muitos casos a expectativa de vida de um coração vindo de doador é de cerca de oito anos quando, em alguns casos, o paciente é reavaliado e pode, em alguns casos, precisar de um novo transplante. Nesses casos, ele volta para a fila de espera por um novo coração.

Ainda que este não seja o único tratamento quando se fala em cardiopatias, é preciso dizer que é o único tratamento para as mais de 350 pessoas que estavam na fila de um transplante do coração apenas no primeiro semestre de 2021 (dados oficiais do Sistema Nacional de Transplantes). São mais de 350 vidas à espera de um sim. De uma segunda chance.

Que a realidade possa ser outra. Que haja mais conscientização da importância da doação de órgãos. A realidade é que nunca sabemos se um dia seremos nós ou alguém que amamos na fila… É preciso pensar nisso também.

Grupo Sirius-06-Tecnologia brasileira para tratar insuficiência cardíaca

Conheça o novo exame para insuficiência cardíaca

Em menos de dois minutos, para o paciente que sofre com insuficiência cardíaca, é possível encontrar com precisão o quanto de fluido se encontra dentro de seus pulmões.

Possibilidade dada graças ao Sensoriamento Dielétrico Remoto (ReDS), novo equipamento baseado em energia eletromagnética. Apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia 2021, ele diminui a re-internação de pacientes após alta hospitalar por volta de 30 dias. Exame este com importância fundamental para os pacientes que sofrem com a insuficiência cardíaca.

Sabe-se que, no Brasil, segundo o DataSUS, são cerca de dois milhões de pessoas com a doença e mais de 240 mil casos diagnosticados anualmente.

O que é e o que causa insuficiência cardíaca?

A insuficiência cardíaca ocorre, geralmente, em adultos e é quando o coração nãoconsegue bombear sangue suficiente para o corpo e cumprir a função de nutrir todos os órgãos.

Geralmente é um quadro avançado, que ocorre em decorrência de doenças como: pós infarto, pós miocardite, hipertensão mal controlada, uso de medicações (como determinados quimioterápicos), doença e Chagas, abuso de álcool, entre outras.

A insuficiência cardíaca é uma falha do bombeamento do coração. E isto pode levar ao acúmulo de líquido nos pulmões. Assim, este líquido (o soro) transborda e vai parar nos alvéolos pulmonares, causando falta de ar, pernas inchadas, batimento cardíacos acelerados, dores no peito, fadiga, entre outros sintomas.

O excesso de fluidos pulmonares é um dos principais fatores que determinam a internação dos pacientes que sofrem com insuficiência cardíaca.

Testes atuais, como exame físico e monitoramento de sintomas podem estimar, mas não podem medir com exatidão o volume de fluido pulmonar em excesso.

Com este novo exame (ReDS), é possível medir exatamente o excesso do líquido e apoia o especialista nos próximos passos.

Desta maneira, o tratamento com medicação pode ser prontamente ajustado, evitando assim, que o paciente necessite de uma nova internação por descompensação do quadro de insuficiência cardíaca.

Grupo-Sirius-06-10-Dicas-essenciais-para-cuidar-do-coracao-

10 dicas essenciais para cuidar do coração

Não é novidade que quando o assunto é a saúde cardíaca todos devem dar a devida atenção.

Para alcançar a tão desejada longevidade com qualidade de vida, o principal foco deve ser manter um estilo saudável e realizar o check-up preventivo ao menos uma vez ao ano.

Cuidar do coração e melhorar a saúde requer adoção de hábitos saudáveis.

Acompanhe, a seguir, 10 dicas essenciais nessa ação:

1. Evitar o tabagismo

Parece óbvio, mas o tabagismo é um dos hábitos que mais afetam o coração, afetando o funcionamento das artérias coronárias. Essa dica não vale apenas aos fumantes ativos, mas também aos passivos, aqueles que inalam a fumaça do cigarro alheio.

Uma pessoa impactada pelo tabagismo tem três vezes mais riscos de infarto do que uma que não fuma ou não tem contato com o cigarro.

2. Cuidados com a alimentação

Evitar a ingestão de alimentos industrializados e ricos em gorduras hidrogenadas é o ponto de partida para uma vida mais saudável.

Para quem já apresenta pré-disposição à doenças cardíacas, é necessário seguir orientações nutricionais mais específicas e manter uma dieta personalizada.

Alguns alimentos que são excelentes fontes de manutenção da saúde do coração são: tomates, feijão, castanhas, aveia.

3. Monitorar e tratar a elevação do LdL colesterol

O LDL é o famoso “colesterol ruim”. Ele mede a quantidade de gordura acumulada nas artérias coronárias, que obstruem o fluxo de sangue e prejudicam o coração de muitas formas. Monitorar esse número é muito importante e feito por meio do exame de sangue.

4. Controlar o estresse

Emoções muito fortes provocam a liberação de hormônios que influenciam a frequência dos batimentos cardíacos e, consequentemente, a pressão arterial.

Para evitar o excesso de emoções, a solução mais cabível é trazer para o seu novo estilo de vida ações prazerosas, como ler um bom livro, escutar músicas, meditar, ou encontrar uma atividade lhe agrade.

5. Melhorar o sono

Noites bem dormidas também devem fazer parte do seu estilo de vida. A recomendação é de ter um sono por noite entre 7 e 8 horas.

A quantidade de horas ideal varia pela idade das pessoas. Porém, em geral, quem tem um período menor de sono, a partir de 6 horas, aumenta em 30% o risco de desenvolver doenças cardíacas do que quem tem um sono bom e regulado.

6. Combater o sedentarismo

Quando pensamos em exercícios físicos, logo vem à mente praticar esportes ou ir para academia constantemente.

Mas se você separar apenas 30 ou 40 minutos por dia para se exercitar ou se alongar, além de uma melhora na qualidade de vida, o seu coração vai funcionar melhor, trazendo mais eficiência na circulação sanguínea e ajudando até mesmo no controle do nível de glicose.

7. Moderar o consumo de bebidas alcoólicas

Não é proibido consumir bebidas alcoólicas para ter uma melhor qualidade de vida, mas o exagero traz inúmeros problemas para o seu corpo, incluindo o funcionamento do seu coração, afetando a musculatura cardíaca e causando até mesmo danos irreversíveis.

Portanto a melhor maneira é controlar o consumo.

8. Cuidar de seu peso

É verdade que muitas pessoas mesmo estando a cima do peso, ainda são super saudáveis. Mas é um fato que o coração precisa fazer mais esforço para bombear o sangue em pessoas com sobrepeso. Para solucionar esse problema ingerir bastante água e se alimentar adequadamente, já faz uma grande diferença.

9. Controlar a pressão arterial

Mesmo com todos os oito cuidados já apresentados, é possível que a sua pressão arterial ainda possa ficar acima da média.

Nestes casos, o indicado é manter a vigilância e verificar regularmente a pressão, além de ficar atento aos sintomas que podem ser manifestados quando está alta, como dores de cabeça e tonturas.

10. Consultar um médico de confiança

É preciso ter um cardiologista para te acompanhar. Realizar consultas e exames periódicos são mandatórios, mesmo que nunca tenha apresentado nenhum problema.

O Grupo Sirius conta com mais de 130 especialistas em coração, que cuidam de toda a família, proporcionando uma melhor qualidade de vida e bons hábitos.

Grupo-Sirius-06-Quais-sao-os-alimentos-viloes-do-coracao_

Seu coração é o que você come. Entenda.

Se você perguntar a qualquer pessoa que tem carro (ou a você mesmo) sobre a qualidade do combustível com a qual ela abastece o carro, a resposta será:  a melhor possível. Isso porque carro nenhum se mantém funcionando corretamente com uma fonte de energia de baixa qualidade.

E o mesmo acontece com o seu organismo: a sua alimentação influencia diretamente na atividade do seu corpo – isso inclui o seu coração.

De maneira geral, pensando na manutenção da boa saúde cardíaca, alimentos ricos em gordura trans, sódio, carboidratos com alto índice glicêmico devem ser evitados o máximo possível.

Em contrapartida, seguir uma alimentação natural, com o mínimo de alimentos industrializados ou ultraprocessados é a chave para ter o coração saudável e no seu melhor funcionamento .

Anote essas dicas de alimentação saudável “para o coração bater mais e melhor”:

– Desembale menos e descasque mais: priorize alimentos naturais sempre.

– Frutas, verduras e legumes;

– Consuma carboidratos de baixo índice glicêmico (aveia, quinoa, alimentos integrais, batata doce, entre outros)

– Troque o sal e temperos prontos da preparação dos alimentos por temperos naturais nas versões frescas ou desidratadas;

– Deixe de lado o refrigerante e troque, preferencialmente, por água;

– Invista em sucos naturais sem açúcar.

Uma dica adicional para a saúde do coração: faça sempre os seus exames preventivos anuais!

Hoje em dia sabemos que prevenir é muito melhor do que remediar! Os bons hábitos alimentares durante a vida fazem parte do processo de manter o organismo saudável e, por consequência, evitar doenças cardiovasculares (como hipertensão arterial, infarto, etc). Alimente-se bem e faça seus exames de rotina!

Grupo-Sirius-06-O-coracao-e-a-mente_

Mente e coração: existe relação?

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) concede ao Brasil o título de país com maior número de registro de transtornos de ansiedade em todo o mundo. São cerca de 18,6 milhões de pessoas afetadas, ou 9,3% da população brasileira.  

Esse número piorou ao longo de 2020 — ano em que iniciou a pandemia. O Fórum Econômico Mundial mostrou em um estudo que 53% dos entrevistados do Brasil reclamaram do agravamento do bem-estar mental, incluindo sintomas como respiração ofegante, batimentos cardíacos acelerados e bronquites. 

Sintomas depressivos, como a ansiedade, são reconhecidos como risco para Doença Arterial Coronariana e outras patologias cardiovasculares, segundo artigo publicado pelo International Journal of Cardiovascular Sciences.   

Tratar a saúde mental é cuidar do coração. E não apenas isso: evita doenças, como obesidade, hipertensão e infarto precoce.  

Mas, afinal, qual é a relação entre o estresse e o coração? 

Primeiro, vamos à definição do estresse, que se caracteriza por ser uma sensação de desconforto, medo, preocupação e nervosismo. 

Conforme o estresse aumenta, elevam-se as taxas de adrenalina e cortisol no corpo. 

Em excesso no organismo, essas substâncias provocam instabilidade, elevam a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos, que são fatores para desencadear um infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

O estresse afeta diretamente o sistema cardiovascular, acelerando a possibilidade de doenças cardíacas.  

Outro fator que merece destaque é a desregulação alimentar causada pelo estresse. Ela faz com que o paciente ingira alimentos pobres em proteínas e vitaminas, o que aumenta o peso corporal e pode implicar na baixa da autoestima. 

Depois do estresse, a depressão 

Mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o planeta, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apenas no Brasil, o total é de 11 milhões de casos. 

A depressão é uma condição que faz as pessoas terem alterações bruscas de humor, afetando negativamente as relações sociais, familiares e no ambiente de trabalho. 

Pacientes com depressão têm 78% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares em longo prazo, muito decorrente do uso de antipsicóticos – remédios que tendem a aumentar o índice de massa corporal.  

E a doença é mais frequente entre aqueles que são diagnosticados com doença arterial coronariana (cerca de 40%), é o que mostra um estudo do  International Journal of Cardiovascular Sciences. 

Quando a mente não está bem, o coração emite sinais de alerta 

Os quadros de risco apresentados acima são fatores que podem determinar a saúde do seu coração e até seu estado físico.  

Você já ouviu falar em casos onde pessoas com ansiedade instantânea e violentas mudanças de humor, começam a apresentar hematomas pelo corpo sem qualquer motivo aparente? 
Esse é um exemplo de paranoia do sistema nervoso que pode afetar negativamente o estado físico.  

Por isso, quando não se cuida da mente, sem ter uma atividade de relaxamento ou momentos de desestresse, o coração passa a entrar em alerta vermelho, culminando em infarto precoce ou desenvolvendo doenças cardíacas. 

Como prevenir? 

  1. Como mencionado acima, faça exames periódicos, como eletrocardiograma e hemograma, e tenha um cardiologista para te acompanhar.  
  1. Pratique atividades físicas diariamente por pelo menos 15 minutos. Caminhada ajuda bastante, assim como exercícios aeróbicos e musculação. 
  1. Beba muita água e evite o consumo de álcool e tabaco.  
  1. Fuja de ambientes tóxicos, estressantes e com gritaria, isso vai afetar muito o seu cérebro e seu dia. 
  1. Esteja próximo a pessoas que te façam sentir bem.  
Grupo_Sirius-06-O_que_e_o_coracao_grande_que_matou_Taylor_Hawkins_

Cardiomegalia: a “doença” do coração grande que matou Taylor Hawkins

O nome é complicado: “cardiomegalia” e ficou popularmente conhecida como “coração grande”. É uma consequência final de uma série de doenças cardíacas, tais como: insuficiência cardíaca, arritmias ou doenças nas artérias coronárias. Também pode ser uma consequência de uma condição benigna, chamada de coração de atleta. Não é considerada doença, mas serve como alerta esses casos.

Essas doenças podem deixar o músculo do coração ou as suas paredes mais grossas e maiores (daí o surgimento do nome “coração grande”), impedindo o bombeamento correto de sangue para o organismo. Esta é uma alteração que geralmente acomete pacientes idosos, mas pode também afetar os mais jovens, incluindo crianças — estes geralmente com cardiopatias que, até então, não eram
conhecidas e também pode ser encontrada em atletas jovens de alto rendimento.

Ainda que não seja considerada de fato doença (mas condição de outra doença) é um estado grave e que pode levar o paciente a óbito se não tratada. A boa notícia é: quando diagnosticada precocemente, tem tratamento e bom controle dos sintomas.

Na fase inicial é uma condição assintomática, porém, com a evolução do quadro clínico, o paciente pode relatar falta de ar mesmo quando em repouso, tonturas, palpitações, dores no peito, cansaço excessivo constante e inchaço nos membros inferiores e na barriga. A avaliação cardiológica é imprescindível para que o tratamento — que inclui o uso de medicamentos diuréticos, anti-hipertensivos, anticoagulantes, antiarrítmicos, entre outros – possa ser prontamente iniciado. Em alguns casos pode ser necessária a colocação de marcapasso, stents nas coronárias, cirurgia cardíaca e, em casos mais severos, transplante do coração.

A cardiomegalia é diagnosticada por meio da análise do quadro clínico, exame físico, exames de raio-X, eletrocardiograma, ecocardiograma inicialmente. Adicionalmente podem ser necessários exames mais complexos como tomografia, ressonância magnética ou cateterismo cardíaco. Além deles, exames de sangue podem ser considerados pelos especialistas para avaliar se existem outras alterações que possam colaborar para o desenvolvimento da cardiomegalia.

É preciso, de novo, reiterar a importância da prevenção. Taylor Hawkins, baterista do grupo Foo Fighters, trouxe a cardiomegalia à tona ao ter sido revelado que ele sofria com a condição cardíaca, embora não tenha sido essa a causa de sua morte. Ainda que seja um acontecimento trágico, acaba servindo para que outras pessoas busquem seus exames preventivos. Que esse episódio nos ensine a atentar-nos aos cuidados com a saúde do coração. Prevenir é sempre melhor do que remediar. Essa é a máxima que a medicina prega.

Grupo-Sirius-06-Oque-e-infarto

O que é infarto e por que a prevenção é tão importante?

O músculo cardíaco necessita de um constante abastecimento de sangue rico em oxigênio para ser nutrido e é das artérias coronárias a responsabilidade de ser essa fonte de abastecimento.

Entretanto, quando uma delas está contraída ou obstruída — parcial ou totalmente — elevam-se as chances de infarto.

“Conhecido popularmente como “ataque cardíaco”, o infarto acontece quando há um bloqueio do fluxo sanguíneo para o músculo cardíaco. Sem sangue, o tecido do coração perde oxigênio, o que pode levar à morte.” (definição do Ministério da Saúde)

Os sintomas de infarto são os mais comuns de serem identificados são:

  • Dor aguda no peito, na altura do coração;
  • Dor tipo peso no braço esquerdo”;
  • Náuseas;
  • Tontura;
  • Suor frio.

Claro que nem todos os pacientes que apresentarem esses sintomas em um curto período de tempo sofrerá um infarto ou terá algum problema cardíaco.

No entanto, vale ressaltar que aqueles que já têm diagnóstico de diabetes, pressão alta ou colesterol desequilibrado, devem permanecer alerta aos sintomas e procurar um profissional logo que tiver os primeiros sintomas.

Já fumantes, pessoas que abusam de bebidas alcóolicas, são sedentárias ou têm histórico de infarto na família, também correm o risco de entrar para a estatística.

Como buscar ajuda ao infartar?

O indivíduo deve procurar o pronto-socorro mais próximo tão logo sinta uma dor intensa na boca do estômago na altura do umbigo, que persista em torno de vinte minutos contínuos, além de apresentar algum dos sintomas registrados acima.

Se os sintomas forem embora, entre em contato com o cardiologista para receber a medicação adequada.

A importância da prevenção

Agora, que você já sabe o que é o infarto e o que fazer, entenda a importância da prevenção contra essa doença que tira a vida de tantas todos os anos em todo o mundo.

No Brasil, são 360 mil óbitos anuais decorrentes de doenças cardiovasculares, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Dependendo da gravidade da situação e como o infarto ocorreu, tanto pessoas mais jovens quanto as de idade mais avançada, passam pelo mesmo tratamento após o ocorrido.

O cardiologista costuma prescrever remédios diários para evitar o risco de desencadear mais um problema cardíaco, sugere exercícios físicos diários e, para os mais jovens, pede que o contato com cigarros e álcool seja minimizado.

A angioplastia e a reabilitação cardíaca semanal também são necessárias para um tratamento ainda mais eficiente.

Se for o caso de o paciente ter diabetes ou pressão alta, é recomendado um acompanhamento mais de perto ou mais personalizado, para sugerir uma alimentação mais saudável e controle de pressão arterial.

A OMS afirma que de cada dez pessoas que fazem tratamentos periódicos contra doenças cardiovasculares, oito tem uma probabilidade de ultrapassar os 75 anos de idade sem problemas relacionados ao coração, mesmo que alguém na família apresente esse histórico. Você também merece fazer parte dessa estatística aqui no Brasil e nunca é tarde para se colocar como prioridade. Agende a sua consulta com especialistas para cuidar do seu coração.

Grupo-Sirius-06-Como-identificar-cardiopatias-em-bebes-

Saiba mais sobre Cardiopatia Congênita em bebês

Dados de 2020 apontaram que cerca de 29 mil crianças a cada ano são acometidas pela Cardiopatia Congênita, nome difícil que explica variadas anormalidades na formação do coração ou sistema cardiovascular de bebês. Dessas crianças, 6% vêm a óbito antes de completarem seu primeiro ano de vida; casos mais graves representam cerca de 30% das mortes neonatais. Números que assustam, mas que também trazem à tona o assunto. 

Diagnóstico e tratamento precoce — muitas vezes com intervenções cirúrgicas ainda nas primeiras horas de vida — são fundamentais para que o bebê possa ter a expectativa de vida de um indivíduo saudável e, para isso, é importante que a gestante não deixe de fazer todo o pré-natal. É durante os exames preventivos, especialmente os de imagem, como o ecocardiograma fetal, que se identifica a anomalia cardíaca no bebê em desenvolvimento. 

 
Mas o que provoca essa anomalia?  

Herança genética, gestação anterior de risco — inclusive com bebê cardiopata prévio, uso de antidepressivos, como o lítio e outros medicamentos, podem deixar o feto em formação mais suscetível ao desenvolvimento de uma cardiopatia que, inclusive, pode ser silenciosa e se manifestar na vida adulta. Sim, nem toda cardiopatia infantil apresenta sintomas aparentes e é manifestada na infância, daí a necessidade de acompanhamento cardiológico anualmente, especialmente quando se sabe de casos anteriores na família. 

Nem sempre é possível identificar uma cardiopatia durante a gestação e, por isso, é primordial que todo bebê faça, ainda na maternidade em seus primeiros dias de vida, o Teste do Coraçãozinho. O procedimento é simples e completamente não invasivo: um oxímetro mede o nível de oxigenação do sangue do bebê e os batimentos cardíacos dele; qualquer alteração de valores neste exame é indicativo para uma investigação mais detalhada, que pode incluir exames de imagens. O procedimento está disponível inclusive para pacientes do Sistema Único de Saúde, o SUS. 

É importante também, mesmo que os exames dos bebês não apontem anormalidades, atentar-se a sintomas como cansaço excessivo entre as mamadas, cianose (pele azulada), sudorese e dispneia. Ao menor sinal deles, busque o pediatra que acompanha o bebê para uma investigação mais profunda.  

Ainda que os sintomas não tragam prejuízos para a criança, no adulto podem se manifestar como insuficiência cardíaca, pressão arterial elevada e maior predisposição a acidentes cardiovasculares. 

Mas nem só de preocupação vive este artigo, é preciso dizer: muitos dos casos de cardiopatias congênitas se curam sozinhas com o desenvolvimento da criança. Outras pedem apenas acompanhamento ao longo da vida, sem longos tratamentos. Conhecimento é poder e uma máxima que também se aplica à saúde: ao ter ciência de um diagnóstico, é possível traçar um plano de tratamento rumo à cura. Conheça o seu corpo e sua saúde. Cuide de você e dos que estão ao seu redor. 

Grupo-Sirius-06-Passo-a-passo-para-colocar-o-marcapasso-

Passo a passo da colocação de um marcapasso: saiba mais 

Muitas pessoas ouviram falar sobre o marcapasso como um dispositivo que “atrapalha” as portas de entrada de bancos e filas de aeroportos, mas os pacientes que fazem uso dele sabem que a sua verdadeira função é salvar vidas. De maneira bem simplificada, o marcapasso é um equipamento que monitora o ritmo cardíaco e que através de estímulos elétricos regula os batimentos para que não fiquem abaixo do esperado.  

As principais indicações para o implante de um marcapasso são pacientes cujos batimentos cardíacos por minuto em repouso estejam abaixo de 40, que enfrentam arritmias com pausas longas e sintomáticas e casos graves de insuficiência cardíaca. É preciso ressaltar que não são todos os casos de acidentes cardiovasculares que pedem a implantação do marcapasso e que o único profissional apto a fazer a indicação é o médico cardiologista. 

Uma curiosidade geral é sobre a vida de um paciente pós-colocação do marcapasso e as notícias são excelentes: salvo exceções, o paciente está apto a viver uma vida normal, inclusive com relação à prática de atividade esportiva (desde que acompanhado pelo seu cardiologista). Os únicos cuidados necessários incluem não dormir em colchões magnéticos, ter atenção especial a portas com detectores de metal (que podem desconfigurar o aparelho) e evitar deixar o celular no bolso esquerdo de camisas. A segunda grande curiosidade é a respeito da colocação do marcapasso e é sobre isso que falaremos agora: 

O procedimento é invasivo — o que significa que é preciso uma intervenção cirúrgica — e relativamente simples. O paciente recebe anestesia local e, em alguns casos, medicação para que o paciente relaxe. A implantação começa com uma incisão (um corte) de cerca de 5 cm na região superior do tórax. Em seguida, um eletrodo fino — que pode ser comparado a um espaguete — é conduzido por uma veia até o coração e, assim que alcança o órgão, o médico conecta esse eletrodo ao marcapasso e faz a programação ideal para o paciente. O aparelho de marcapasso é, então, acoplado sob a pele do paciente e testado para checar o seu funcionamento. Se está tudo OK na programação, a incisão feita inicialmente é fechada. 

Ainda que seja uma intervenção cirúrgica, a colocação do marcapasso tem rápida liberação do hospital: no dia seguinte à cirurgia ele é liberado para voltar para casa e seguir as devidas recomendações. Depois de cerca de três meses, o paciente é liberado para viver normalmente. A troca de bateria do marcapasso pode ser feita entre 7 e 12 anos após a sua colocação e é feita, também, por um procedimento cirúrgico rápido. 

Veja a tecnologia como aliada e se o seu cardiologista indicar a colocação de um marcapasso, siga a recomendação. Confie no seu profissional de saúde, sempre. 

CardioSirius-04-Heart-Team-600X400-

Time do coração: muito além de um cardiologista

É muito comum pensar que o cuidado com a saúde do coração é trabalho de um cardiologista, assim como o cuidado com a saúde do estômago é função de um gastrologista. Mas a verdade é que cuidar de um órgão é tarefa para um time multidisciplinar, ou seja, um time de especialistas de diversas atuações. 

Um paciente diagnosticado com uma cardiopatia ou outra patologia relacionada ao sistema cardiovascular requer que uma série de adaptações em seu estilo de vida sejam feitas. O que pode incluir mudanças na alimentação, na higiene do sono, no manejo do estresse e na prática de exercícios físicos — para citar as práticas mais comuns solicitadas aos pacientes. E promover essas mudanças pede auxílio de profissionais que possam acompanhar o paciente nos tratamentos subjacentes aos cardiológicos.  

Não é raro, portanto, que um cardiologista atue em conjunto com nutricionistas, nutrólogos, endocrinologistas, psiquiatras, psicólogos e outros profissionais de saúde — sempre de acordo com a necessidade de cada paciente. E por que isso é preciso? Nosso corpo é um conjunto de sistemas que têm funções individuais, mas que precisam estar integrados para que o organismo funcione da maneira correta. Uma “falha no sistema” impacta o conjunto total. Assim, quando um paciente sofre um acidente cardiovascular, os profissionais de saúde devem olhar o organismo como um todo para entender qual foi a causa. 

Cuidar da saúde vai muito além de buscar ajuda de um único profissional e, talvez, seja essa a compreensão mais difícil por parte dos pacientes. É frequente a pergunta: mas por que eu devo procurar o profissional X se estou com um problema no coração?, daí a necessidade de falarmos cada vez mais sobre a importância do cuidado global com a saúde. 

O melhor conselho que podemos dar: confie no seu médico. Siga suas recomendações não só de tratamento medicamentoso, mas com tudo aquilo que for recomendado. Muita vezes a chave para o sucesso de um tratamento cardíaco é uma mudança na forma como o paciente conduz a sua vida. Saúde é global, e não local. Precisamos sempre lembrar disso.