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Saiba mais sobre Cardiopatia Congênita em bebês

Dados de 2020 apontaram que cerca de 29 mil crianças a cada ano são acometidas pela Cardiopatia Congênita, nome difícil que explica variadas anormalidades na formação do coração ou sistema cardiovascular de bebês. Dessas crianças, 6% vêm a óbito antes de completarem seu primeiro ano de vida; casos mais graves representam cerca de 30% das mortes neonatais. Números que assustam, mas que também trazem à tona o assunto. 

Diagnóstico e tratamento precoce — muitas vezes com intervenções cirúrgicas ainda nas primeiras horas de vida — são fundamentais para que o bebê possa ter a expectativa de vida de um indivíduo saudável e, para isso, é importante que a gestante não deixe de fazer todo o pré-natal. É durante os exames preventivos, especialmente os de imagem, como o ecocardiograma fetal, que se identifica a anomalia cardíaca no bebê em desenvolvimento. 

 
Mas o que provoca essa anomalia?  

Herança genética, gestação anterior de risco — inclusive com bebê cardiopata prévio, uso de antidepressivos, como o lítio e outros medicamentos, podem deixar o feto em formação mais suscetível ao desenvolvimento de uma cardiopatia que, inclusive, pode ser silenciosa e se manifestar na vida adulta. Sim, nem toda cardiopatia infantil apresenta sintomas aparentes e é manifestada na infância, daí a necessidade de acompanhamento cardiológico anualmente, especialmente quando se sabe de casos anteriores na família. 

Nem sempre é possível identificar uma cardiopatia durante a gestação e, por isso, é primordial que todo bebê faça, ainda na maternidade em seus primeiros dias de vida, o Teste do Coraçãozinho. O procedimento é simples e completamente não invasivo: um oxímetro mede o nível de oxigenação do sangue do bebê e os batimentos cardíacos dele; qualquer alteração de valores neste exame é indicativo para uma investigação mais detalhada, que pode incluir exames de imagens. O procedimento está disponível inclusive para pacientes do Sistema Único de Saúde, o SUS. 

É importante também, mesmo que os exames dos bebês não apontem anormalidades, atentar-se a sintomas como cansaço excessivo entre as mamadas, cianose (pele azulada), sudorese e dispneia. Ao menor sinal deles, busque o pediatra que acompanha o bebê para uma investigação mais profunda.  

Ainda que os sintomas não tragam prejuízos para a criança, no adulto podem se manifestar como insuficiência cardíaca, pressão arterial elevada e maior predisposição a acidentes cardiovasculares. 

Mas nem só de preocupação vive este artigo, é preciso dizer: muitos dos casos de cardiopatias congênitas se curam sozinhas com o desenvolvimento da criança. Outras pedem apenas acompanhamento ao longo da vida, sem longos tratamentos. Conhecimento é poder e uma máxima que também se aplica à saúde: ao ter ciência de um diagnóstico, é possível traçar um plano de tratamento rumo à cura. Conheça o seu corpo e sua saúde. Cuide de você e dos que estão ao seu redor. 

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Passo a passo da colocação de um marcapasso: saiba mais 

Muitas pessoas ouviram falar sobre o marcapasso como um dispositivo que “atrapalha” as portas de entrada de bancos e filas de aeroportos, mas os pacientes que fazem uso dele sabem que a sua verdadeira função é salvar vidas. De maneira bem simplificada, o marcapasso é um equipamento que monitora o ritmo cardíaco e que através de estímulos elétricos regula os batimentos para que não fiquem abaixo do esperado.  

As principais indicações para o implante de um marcapasso são pacientes cujos batimentos cardíacos por minuto em repouso estejam abaixo de 40, que enfrentam arritmias com pausas longas e sintomáticas e casos graves de insuficiência cardíaca. É preciso ressaltar que não são todos os casos de acidentes cardiovasculares que pedem a implantação do marcapasso e que o único profissional apto a fazer a indicação é o médico cardiologista. 

Uma curiosidade geral é sobre a vida de um paciente pós-colocação do marcapasso e as notícias são excelentes: salvo exceções, o paciente está apto a viver uma vida normal, inclusive com relação à prática de atividade esportiva (desde que acompanhado pelo seu cardiologista). Os únicos cuidados necessários incluem não dormir em colchões magnéticos, ter atenção especial a portas com detectores de metal (que podem desconfigurar o aparelho) e evitar deixar o celular no bolso esquerdo de camisas. A segunda grande curiosidade é a respeito da colocação do marcapasso e é sobre isso que falaremos agora: 

O procedimento é invasivo — o que significa que é preciso uma intervenção cirúrgica — e relativamente simples. O paciente recebe anestesia local e, em alguns casos, medicação para que o paciente relaxe. A implantação começa com uma incisão (um corte) de cerca de 5 cm na região superior do tórax. Em seguida, um eletrodo fino — que pode ser comparado a um espaguete — é conduzido por uma veia até o coração e, assim que alcança o órgão, o médico conecta esse eletrodo ao marcapasso e faz a programação ideal para o paciente. O aparelho de marcapasso é, então, acoplado sob a pele do paciente e testado para checar o seu funcionamento. Se está tudo OK na programação, a incisão feita inicialmente é fechada. 

Ainda que seja uma intervenção cirúrgica, a colocação do marcapasso tem rápida liberação do hospital: no dia seguinte à cirurgia ele é liberado para voltar para casa e seguir as devidas recomendações. Depois de cerca de três meses, o paciente é liberado para viver normalmente. A troca de bateria do marcapasso pode ser feita entre 7 e 12 anos após a sua colocação e é feita, também, por um procedimento cirúrgico rápido. 

Veja a tecnologia como aliada e se o seu cardiologista indicar a colocação de um marcapasso, siga a recomendação. Confie no seu profissional de saúde, sempre. 

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Dossiê das Arritmias: entenda 

As arritmias cardíacas acometem cerca de 10% da população brasileira; um índice aparentemente baixo, mas em número absoluta, representa mais de 20 milhões de pessoas. Recém-nascidos, crianças, adolescentes, adultos e idosos estão entre as pessoas que sofrem com alterações no processo de condução dos estímulos elétricos naturais que fazem com que o coração funcione normalmente.  

Alguns pacientes recebem menos estímulo, fazendo com o que coração bata menos do que o esperado — bradicardia é o nome que se dá a esse tipo de arritmia. O outro, oposto, é a conhecida taquicardia, quando os estímulos ao batimento cardíaco são maiores e o coração fica acelerado. Nos dois casos, é preciso tratamento adequado para que o coração bombeie sangue de forma suficiente para a manutenção de todos os outros órgãos.  

Para a arritmia existem algumas opções disponíveis que são sempre recomendadas por um médico cardiologista depois de uma avaliação minuciosa na saúde geral do paciente. Entre essas soluções está a colocação de um marcapasso, tema que já foi abordado em outra reportagem e que vale a leitura mas que, de maneira simples, é um dispositivo que emite impulsos elétricos para regular os batimentos cardíacos por minuto. Pode ser uma solução temporária ou definitiva, a depender de cada caso. Além do marcapasso, medicamentos podem auxiliar casos mais leves da doença e casos mais severos pedem intervenção cirúrgica mais complexa e que inclui a implantação de um desfibrilador portátil para regular as batidas do coração. 

A medicina vem avançando cada vez mais e a virtualidade se une ao médico não só nos casos de tratamento, mas de diagnóstico. É o caso da tecnologia 3D, que permite um mapeamento em tempo real da situação coronária do paciente, proporcionando maior assertividade no tratamento e até mesmo mostrando como fazer pequenas ablações para o tratamento da arritmia. Como se vê, as opções de tratamento existem e variam caso a caso.  

O que é importante relembrar sempre: exames periódicos podem salvar vidas. Muitas das arritmias não são sentidas por serem assintomáticas e é no preventivo que o médico faz o diagnóstico. Faça seus exames de prevenção anualmente. Compromisso com você! 

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Time do coração: muito além de um cardiologista

É muito comum pensar que o cuidado com a saúde do coração é trabalho de um cardiologista, assim como o cuidado com a saúde do estômago é função de um gastrologista. Mas a verdade é que cuidar de um órgão é tarefa para um time multidisciplinar, ou seja, um time de especialistas de diversas atuações. 

Um paciente diagnosticado com uma cardiopatia ou outra patologia relacionada ao sistema cardiovascular requer que uma série de adaptações em seu estilo de vida sejam feitas. O que pode incluir mudanças na alimentação, na higiene do sono, no manejo do estresse e na prática de exercícios físicos — para citar as práticas mais comuns solicitadas aos pacientes. E promover essas mudanças pede auxílio de profissionais que possam acompanhar o paciente nos tratamentos subjacentes aos cardiológicos.  

Não é raro, portanto, que um cardiologista atue em conjunto com nutricionistas, nutrólogos, endocrinologistas, psiquiatras, psicólogos e outros profissionais de saúde — sempre de acordo com a necessidade de cada paciente. E por que isso é preciso? Nosso corpo é um conjunto de sistemas que têm funções individuais, mas que precisam estar integrados para que o organismo funcione da maneira correta. Uma “falha no sistema” impacta o conjunto total. Assim, quando um paciente sofre um acidente cardiovascular, os profissionais de saúde devem olhar o organismo como um todo para entender qual foi a causa. 

Cuidar da saúde vai muito além de buscar ajuda de um único profissional e, talvez, seja essa a compreensão mais difícil por parte dos pacientes. É frequente a pergunta: mas por que eu devo procurar o profissional X se estou com um problema no coração?, daí a necessidade de falarmos cada vez mais sobre a importância do cuidado global com a saúde. 

O melhor conselho que podemos dar: confie no seu médico. Siga suas recomendações não só de tratamento medicamentoso, mas com tudo aquilo que for recomendado. Muita vezes a chave para o sucesso de um tratamento cardíaco é uma mudança na forma como o paciente conduz a sua vida. Saúde é global, e não local. Precisamos sempre lembrar disso. 

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Corações e pessoas em primeiro lugar

Conhecido como o órgão da emoção, o coração requer cuidado e atenção. E para tratar com excelência, o Grupo Sirius tem como seu propósito fundador que os pacientes sintam esse afeto por meio de cada consulta, exame e procedimento. 

Mas não para por aí. Somos focados no tratamento de toda a família, desde os pequenos até os bisavôs. Atendemos todas as gerações com o foco na qualidade de vida, para que possam aproveitar todos os momentos e fases da vida. 

Neste atendimento humanizado e especializado, nossos profissionais vão além da relação médico-paciente, constroem histórias e marcam vidas.  

Uma delas é o sr. Dirceu Teixeira, advogado e paciente do Grupo Sirius desde 1998, juntamente com toda sua família. 

O Dr. Jeffer de Morais, diretor de Cardiologia Clínica, é o médico que iniciou o tratamento e acompanha o paciente até os dias atuais — sempre em conjunto com os especialistas que sejam necessários em cada etapa.  

Aos 75 anos, o sr. Dirceu já realizou a cirurgia das coronárias, quando colocou cinco pontes de safena, e, posteriormente, a Angioplastia para a colocação de dois Stents. 

“Após os procedimentos cirúrgicos, realizo os exames de rotina, visando manter o equilíbrio e cuidado com a saúde”, enfatiza o paciente.  

“Para mim, o atendimento humanizado é o fator diferencial do Grupo Sirius, que defino em uma frase: amigos que são profissionais de primeira grandeza.”  

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Qual é a força do coração materno?

Dizem que a matéria-prima de uma mãe é o coração. Essa associação é feita porque o amor está relacionado ao órgão responsável pelo pulsar da vida — e a mãe é a representação máxima desse sentimento.  

Desde o momento em que se descobre a gravidez, a mulher se torna mãe. E as mudanças vão além das físicas com a transformação do corpo para gerar a nova vida.  

Uma das maiores mudanças se dá no coração, que passa a bater mais forte pelo amor à nova vida.

Entretanto, esse também é um período que requer muitos cuidados com a alimentação para uma nutrição correta, exercícios físicos para manter o condicionamento e a saúde da mulher, além de exames de rotina para acompanhar o desenvolvimento do bebê.  

Entre as complicações que podem surgir na gravidez, as cardiopatias são as que ascendem o alerta aos especialistas, uma vez que são responsáveis por cerca de 10% dos óbitos maternos, de acordo com Lara A. Friel, PhD da Universidade do Texas Health Medical School. 

Ela aponta que, embora haja sobrevida e qualidade de vida das pacientes com cardiopatias congênitas graves, para aquelas que têm diagnósticos de doenças de alto risco, como hipertensão pulmonar, coarctação da aorta, síndrome de Marfan, valva aórtica bicúspide, ventrículo único e função sistólica comprometida, cardiomiopatia e estenose aórtica sintomática grave ou estenose mitral grave, a gravidez é desaconselhada. 

Estenose Mitral, o que é? 

A doença se dá com o estreitamento do orifício mitral, obstruindo o fluxo sanguíneo para o ventrículo esquerdo.  

A principal causa — e quase exclusiva, segundo os especialistas — é a febre reumática. Essa é derivada da faringite estreptocócica, muito comum entre os 5 e 15 anos de idade.  

Como complicações, o paciente com este diagnóstico de estenose mitral pode ser acometido por hipertensão pulmonar, fibrilação atrial e tromboembolia.  

O tratamento comum é realizado com diuréticos, betabloqueadores ou bloqueadores de canais de cálcio, os quais limitam a frequência, e anticoagulantes.  
Porém, no estágio mais avançado, é recomendada a realização de procedimentos cirúrgicos, como valvotomia com balão, comissurotomia cirúrgica ou troca valvar. 

A prova de que o amor de mãe supera obstáculos 

Aos 27 anos, a empresária Marcia Mazzoni Matteoni foi diagnosticada com estenose mitral. Casada e mãe de dois filhos pequenos, a recomendação médica era que não engravidasse. 

De forma simultânea ao início do tratamento, a paciente do Grupo Sirius há quase 35 anos, descobriu a gravidez de sua terceira filha e começou uma corrida contra o tempo para salvar a vida das duas. 

“Quando recebi a informação fiquei com muito medo e apreensão. Porém, após muitas consultas e exames, meu quadro foi se agravando e decidimos por fazer a cirurgia mesmo sendo de alto risco”, relembra Marcia.  

O primeiro procedimento foi um cateterismo que não surtiu o efeito esperado até que, no quarto mês de gestação, a cirurgia foi realizada — era junho de 1987. 

Após 30 dias, a paciente teve alta e continuou o acompanhamento constante com os médicos comandados pelo Dr. Jeffer de Morais, diretor de Cardiologia Clínica do Grupo Sirius, que participou do parto e seguiu o tratamento após o nascimento da Bruna. 
 
“Nesse ano de 2022, completam-se 35 anos da cirurgia. Ainda tenho acompanhamento regular, anual, com exames cardiológicos e de sangue. E só tenho a agradecer por todo o atendimento e atenção. Sem dúvida nenhuma, todo o sucesso do meu caso é fruto de um excelente atendimento do Dr. Jeffer desde o início dessa jornada”, celebra Marcia.  

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Prática esportiva: avaliação e liberação de um cardiologista é fundamental para a manutenção da saúde

É inegável a importância que a prática de atividade física (e aqui vale toda e qualquer atividade que tire o corpo de seu estado de repouso) traz inúmeros benefícios para a saúde física e mental.  

Uma curiosidade sobre o assunto: a caminhada diaria é o primeiro tratamento recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS, sigla em português) em casos de depressão leve, daí entende-se a importância dos exercícios físicos. Mas é preciso compreender que é necessário buscar a avaliação de um médico cardiologista para a liberação da prática esportiva e, agora, te explicamos o porquê. 

Muitos diagnósticos cardiológicos são silenciosos, ou seja, assintomáticos. Isso significa que uma pessoa pode conviver durante anos com uma doença cardíaca sem sequer ter conhecimento sobre ela. Não sabendo sobre, muitos passam a realizar práticas esportivas de alto impacto que resultam em uma sobrecarga natural do coração (que precisa trabalhar mais para o sangue circular em um organismo em movimento) e isso pode ser o precedente para casos, como o dos jogadores Marc-Vivien Foé (2003) e Serginho (2004), que vieram a óbito em campo, após um mau súbito — quase sempre causados por uma doença cardíaca desconhecida e silenciosa.  

Como, então, praticar atividade física com segurança — seja ela de baixo, médio ou alto esforço? A palavra de ordem é uma só: PREVENÇÃO. Nenhuma atividade física — e isso inclui a academia do prédio ou corridas conduzidas por um personal trainer — deve ser feita sem uma avaliação cardiológica.  

Não é incomum que academias peçam um laudo para a liberação da matrícula de novos alunos ou façam exames dentro de suas instalações (e aqui cabe um adendo: ainda que esses exames sejam melhores do que não se submeter a nenhuma avaliação, não são capazes de diagnosticar muitas doenças cardiológicas, que colocam a vida em risco, daí a necessidade de visitar um cardiologista). Mas, infelizmente, também não é incomum que estes mesmos lugares acabem por “fazer vista grossa”, permitindo que seus clientes se exercitem mesmo sem a entrega desses laudos. 

A nossa recomendação é que você não deixe de buscar um exame de avaliação antes de iniciar qualquer atividade física, mesmo sendo uma pessoa jovem. É certo que doenças cardíacas acometem todas as faixas etárias, o que reforça a importância de que mesmo que a pessoa tenha 15 anos, submeter-se a exames cardiológicos (e, vale dizer, não-invasivos) para que a prática esportiva seja realizada com segurança. 

E mais uma vez: exercícios físicos devem fazer parte da sua rotina por ,pelo menos, 150 minutos semanais. Não estamos de maneira alguma incitando você a deixar a prática esportiva de lado, mas queremos que você a faça com toda segurança à sua saúde.  

Se você ainda não realizou nenhum tipo de check-up cardiológico, busque por um agora mesmo. Certifique-se de que sua saúde está em dia para que você possa aproveitar ainda mais a sua rotina de exercícios — e mesmo que você não tenha nenhum caso de familiar que tenha sofrido de alguma condição cardíaca.  

Aos pacientes de grupo de risco o alerta é ainda mais necessário: algumas cardiopatias são congênitas e não descobertas justamente por falta de investigação e podem colocar a vida em risco.  

Peque pelo excesso de zelo: a você e aos que estão ao seu redor. Cuide-se. Agende ainda hoje os seus exames preventivos cardiológicos. E conte com a Sirius para cuidar da sua saúde. Sempre. 

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Conheça as principais doenças do coração 

*Dr. Jeffer de Morais, diretor de Cardiologia Clínica do Grupo Sirius 

Entre setembro de 2020 e setembro de 2021 cerca de 17,5 milhões de pessoas morreram em decorrência de doenças cardiovasculares. No Brasil, são cerca de 50 óbitos a cada 60 minutos pelo mesmo motivo. Uma constatação de um profissional da saúde: muitas dessas mortes poderiam facilmente ser evitadas por meio de um estilo de vida mais saudável. A realidade, no entanto, é outra: cada vez mais as pessoas estão deixando o cuidado de lado e prestando menos atenção em si mesmas. O texto de hoje é um alerta para que você, leitor, não seja mais um número dessa estatística.  

Conhecimento é poder e saber quais são as principais doenças cardiovasculares te dão as ferramentas de como evitá-las. A seguir conheça as cinco principais doenças que afetam o coração e o sistema cardiovascular: 

1- Hipertensão arterial 

“Pressão Alta” é o nome popular para a doença mais comum do coração. Pelo menos 1 bilhão de pessoas no mundo apresentam índices acima dos 130 x 80 mmHg, sendo consideradas hipertensas. Entre os sintomas estão tontura, visão embaçada e dores de cabeça, mas é preciso alertar que ela pode ser assintomática — daí a importância de exames preventivos. 

2- Infarto Agudo do Miocárdio 

O excesso de gordura não impede apenas a passagem da calça jeans nos quadris; pode impedir também que o sangue das artérias chegue ao coração, ocasionando o que popularmente conhecemos como Infarto. Uma alimentação rica em alimentos industrializados e ultraprocessados é o caminho certo para quem busca uma doença cardíaca. Se você não quer fazer parte desse time, aprenda a fazer boas escolhas alimentares.  

3- Insuficiência cardíaca 

O músculo cardíaco de alguns pacientes não tem força suficiente para fazer o sangue circular corretamente pelo organismo, comprometendo a oxigenação celular e a circulação do sangue. Como resultado o paciente sente mais falta de ar — mesmo em repouso e frequentemente apresenta inchaço nos membros inferiores. 

4- Arritmias cardíacas 

Um coração em repouso em um indivíduo saudável de 35 anos bate, em média, entre 60 e 100 vezes por minuto. Esse número é representado pela sigla bpm, ou seja, batimentos por minuto. No entanto, algumas pessoas mesmo em repouso podem estar acima ou até mesmo abaixo desse intervalo esperado.  

Quando o paciente tem até 60bpm é chamado bradicardia, ou seja, batimentos por minuto abaixo do considerado normal. Se está acima de 100bpm, além do intervalo máximo normal, dizemos que o indivíduo apresenta taquicardia. Os dois casos pedem acompanhamento profissional adequado. 

5- Endocardite 

O coração é formado por um tecido interno que pode sofrer com uma séria inflamação causada por fungos e bactérias, a chamada Endocardite. É preciso muita atenção inclusive à saúde bucal dos pacientes. Nossa boca é colônia de bactérias e quando um machucado permite que esses microorganismos circulem pela corrente sanguínea é preciso atenção aos sintomas caso eles se instalem no coração.  

A endocardite mesmo sendo uma doença bem séria tem tratamento, especialmente quando diagnosticada inicialmente. 

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Muito além da praticidade: por que realizar os seus exames dentro de uma clínica?

Há quem acredite que realizar exames laboratoriais, de imagem e diagnósticos sejam apenas questão de praticidade. Não. Existem outros fatores que fazem dessa opção a mais segura e interessante ao paciente e são elas que dividimos por aqui. 

Tempo não é dinheiro para nós do Grupo Sirius, mas é qualidade de vida. Ao realizar os seus exames na mesma clínica em que você faz suas consultas, ganha algo que o dinheiro não pode comprar: tempo aliado à comodidade de não precisar passar horas no trânsito de um local a outro.

E quando ganhamos tempo, adicionamos, também, qualidade de vida. Pense no que você pode fazer com as horas extras que seu dia terá ao realizar seus exames dentro de uma clínica: minutos a mais no sono da manhã, meia hora a mais para caminhar em um parque, tempo a mais para passar com seus filhos, e inúmeras outras atividades que são importantes para a sua rotina.  

O Grupo Sirius pensa na qualidade de vida de seus pacientes e quer ser um facilitador para cada um deles. Por isso, você conta com um time especializado em consultas cardiológicas e vasculares na solicitação de exames clínicos e de diagnóstico em nossas clínicas. 

Em nossas instalações você consegue fazer a consulta com o profissional de saúde de sua confiança e realizar no mesmo dia (este caso para os que não exigem preparação) exames que possam dar mais detalhes sobre o seu estado clínico para realizar a prevenção e o cuidado adequado.  

Nossa equipe é altamente capacitada para a realização dos exames requisitados, aliando conhecimento ao atendimento humanizado que o Grupo Sirius tem como um de seus valores inegociáveis.

Para saber mais sobre o nosso atendimento de exames, consulte nossas unidades. 

6h30: por que este é o horário de maior risco para desenvolver doenças cardiovasculares? 

Muitos estudos são conduzidos em diferentes universidades ao redor do mundo sobre o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e alguns resultados descobertos e divulgados são não apenas interessantes, mas importantes para conhecimento público. Uma dessas informações é o horário de maior risco de um paciente sofrer um infarto ou AVC: 6h30 da manhã. E por que isso acontece? 

A explicação está no que chamamos de Ciclo Circadiano: as respostas físicas, mentais e comportamentais que nosso organismo tem no período de 24 horas. Todas elas estão, em sua maioria, relacionadas à incidência de luz e escuridão.  

Um exemplo que esclarece esse resultado é o porquê sentimos sono quando escurece: a baixa incidência de luz solar faz com que o nosso corpo produza melatonina, hormônio diretamente relacionado ao sono. Além dele, fome, disposição e atenção são outros fatores determinados pelo Ciclo Circadiano. 

Mas e as doenças cardiovasculares, qual é a relação com esse ciclo de 24 horas? De acordo com os estudos, 6h30 é o horário em que a proteína responsável por retardar a degradação de coágulos de sangue, o ativador do plasminogênio inibidor-1 (PAI-1), chega ao pico. É exatamente essa proteína e seu pico no organismo que dão margem à resposta cardíaca que resulta em AVC ou infarto.  

O que é importante frisar aqui é que esses estudos apontam ser esse o horário de maior risco de um AVC ou infarto e não que esses dois fenômenos acontecem APENAS durante a manhã; uma pessoa pode passar por um desses eventos a qualquer hora do dia, especialmente se fizer parte de um grupo de risco. 

Prevenção, vale dizer, é a palavra chave. Cuide da sua alimentação, pratique atividade física diariamente, dê atenção ao seu sono e faça escolhas saudáveis. Não existe melhor remédio que a prevenção. Sempre.