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Nutrição cardioprotetora: o guia pós-festas para começar o ano com saúde 

As festas de fim de ano deixam boas memórias, mas também alguns excessos difíceis de ignorar. Mais sal, açúcar, álcool, noites mal dormidas e menos rotina. O coração sente. A boa notícia é que o organismo responde rápido quando recebe os estímulos certos. 

Este guia foi pensado para ajudar você a entender o impacto real desses excessos no sistema cardiovascular e, principalmente, como retomar o equilíbrio de forma prática e sustentável. 

Como os excessos das festas afetam o coração 

Durante períodos de maior consumo alimentar e menor controle da rotina, alguns marcadores cardiovasculares tendem a se alterar: 

Pressão arterial 
O aumento da ingestão de sódio, muito presente em alimentos ultraprocessados e bebidas alcoólicas, favorece a retenção de líquidos e eleva a pressão arterial. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o consumo excessivo de sal está diretamente associado ao aumento do risco cardiovascular. 

Triglicerídeos 
Excesso de açúcar, bebidas alcoólicas e carboidratos simples elevam rapidamente os níveis de triglicerídeos no sangue. A Sociedade Brasileira de Cardiologia aponta que níveis elevados de triglicerídeos aumentam o risco de doenças cardiovasculares, especialmente quando associados a outros fatores como sedentarismo. 

Frequência cardíaca e sobrecarga cardíaca 
Álcool, noites curtas de sono e estresse aumentam a atividade do sistema nervoso simpático, elevando a frequência cardíaca de repouso e exigindo mais esforço do coração ao longo do dia. 

Nada disso acontece da noite para o dia, e felizmente, também pode ser revertido com escolhas consistentes. 

Alimentos que ajudam na recuperação cardiovascular 

A nutrição cardioprotetora não é sobre restrição extrema, é sobre estratégia. Alguns grupos de alimentos têm papel direto na recuperação do sistema cardiovascular: 

Alimentos ricos em potássio 
Banana, abacate, feijão, lentilha e vegetais verdes ajudam a equilibrar os efeitos do sódio e contribuem para o controle da pressão arterial. 

Gorduras boas 
Peixes ricos em ômega-3, azeite de oliva extravirgem, nozes e sementes auxiliam na redução de inflamação e na melhora do perfil lipídico. 

Fibras solúveis 
Aveia, frutas, legumes e leguminosas ajudam a reduzir a absorção de gorduras e açúcares, colaborando para a queda dos triglicerídeos. 

Alimentos antioxidantes 
Frutas vermelhas, uvas, cacau, chá verde e vegetais coloridos combatem o estresse oxidativo, fator importante no envelhecimento cardiovascular. 

Plano simples de 7 dias para “resetar” o organismo 

Não é detox milagroso. É ajuste inteligente. 

Dia 1 e 2 
Reduza drasticamente ultraprocessados e álcool. Priorize água, frutas, legumes e refeições caseiras. 

Dia 3 e 4 
Inclua fibras em todas as refeições. Aveia no café da manhã, legumes no almoço e jantar, frutas como sobremesa. 

Dia 5 
Introduza peixes ricos em ômega-3 ou fontes vegetais de gordura boa. Caminhadas leves ajudam a ativar o metabolismo. 

Dia 6 
Atenção ao sono. Dormir melhor regula pressão, frequência cardíaca e hormônios ligados à fome e saciedade. 

Dia 7 
Organize a semana seguinte. Planejar refeições e horários evita recaídas automáticas nos velhos hábitos. 

Pequenas decisões repetidas criam grandes mudanças fisiológicas. 

Por que o check-up é mais eficaz quando aliado a novos hábitos 

Exames mostram o cenário, hábitos mudam o desfecho. 

Avaliações cardiovasculares são fundamentais para identificar pressão elevada, alterações no colesterol, triglicerídeos e ritmo cardíaco. Mas os melhores resultados aparecem quando os dados do check-up se transformam em ações práticas no dia a dia. 

Segundo a American Heart Association, mudanças no estilo de vida podem reduzir significativamente o risco cardiovascular mesmo antes do uso de medicações em muitos casos. 

Check-up sem mudança de hábito é fotografia. Check-up com ação vira estratégia de saúde. 

Cuidar do coração é um processo contínuo 

Grupo Sirius atua com foco em prevenção, acompanhamento e cuidado integral da saúde cardiovascular, unindo tecnologia, conhecimento médico e uma abordagem humanizada. Mais do que tratar doenças, o objetivo é ajudar pessoas a viverem com mais qualidade, clareza e autonomia sobre sua própria saúde. 

“Pequenas mudanças constroem grandes resultados para o seu coração.” 

Sirius-01-Blog-Janeiro Branco

Janeiro Branco: como emoções moldam a saúde do seu coração 

Janeiro Branco é um convite à reflexão. Um lembrete de que cuidar da saúde mental não é luxo, é necessidade. E quando falamos de emoções, não estamos falando apenas do que se passa na mente. Falamos também do que acontece no corpo, especialmente no coração. 

A ciência já deixou claro que emoções não ficam apenas “na cabeça”. Elas ativam respostas fisiológicas reais, mensuráveis e, quando persistentes, potencialmente prejudiciais ao sistema cardiovascular. 

Estresse e ansiedade, o corpo em estado de alerta permanente 

Situações de estresse e ansiedade ativam o chamado eixo hipotálamo hipofisário adrenal. Esse sistema libera hormônios como cortisol e adrenalina, preparados para situações de emergência. 

O problema começa quando esse estado de alerta deixa de ser pontual e se torna constante. 

Níveis elevados e prolongados de cortisol estão associados ao aumento da pressão arterial, maior frequência cardíaca, resistência à insulina e alterações no metabolismo lipídico. Estudos recentes publicados no Journal of the American College of Cardiology mostram que pessoas com estresse crônico apresentam maior risco de desenvolver hipertensão, arritmias e doença arterial coronariana. 

O coração sente. E responde rapidamente aos excessos emocionais. 

Inflamação crônica, o elo silencioso entre mente e coração 

O estresse emocional prolongado também estimula processos inflamatórios no organismo. Marcadores inflamatórios como proteína C reativa e interleucinas tendem a se elevar em pessoas com ansiedade crônica, depressão ou burnout. 

Essa inflamação de baixo grau, porém contínua, contribui para a formação e progressão de placas de aterosclerose, comprometendo vasos sanguíneos e aumentando o risco de infarto e acidente vascular cerebral. 

Não é coincidência que transtornos emocionais estejam cada vez mais associados a doenças cardiovasculares. É fisiologia. 

Quando sinais emocionais viram sintomas físicos 

Palpitações, dor no peito, falta de ar, sensação de aperto ou cansaço extremo nem sempre têm origem exclusivamente cardíaca. Em muitos casos, são manifestações físicas de sofrimento emocional. 

Isso não significa que “é só psicológico”. Significa que o corpo está reagindo a uma sobrecarga emocional real, ativando respostas que impactam diretamente o sistema cardiovascular. 

Por isso, a avaliação clínica adequada é fundamental para diferenciar causas cardíacas estruturais de manifestações relacionadas ao estresse emocional e, muitas vezes, identificar a coexistência das duas. 

Ignorar esses sinais pode atrasar diagnósticos importantes, tanto do ponto de vista cardíaco quanto emocional. 

Cardiologia e psicologia caminham juntas 

Cuidar do coração vai além de exames, medicamentos e procedimentos. Envolve olhar o paciente como um todo. 

A integração entre cardiologia e psicologia permite identificar fatores emocionais que aumentam o risco cardiovascular, melhorar a adesão ao tratamento e promover uma prevenção cardiovascular mais eficaz e duradoura. 

Hoje, diretrizes internacionais já reconhecem a saúde mental como um dos pilares da prevenção cardiovascular. Não existe coração saudável em um organismo constantemente submetido ao estresse. 

Janeiro Branco é sobre prevenção, não sobre fragilidade 

Falar de emoções não é sinal de fraqueza. É sinal de consciência. 

Cuidar da mente é proteger o coração. Esse cuidado começa com atenção aos sinais do corpo, prevenção ativa e escolhas conscientes no dia a dia. 

Sirius-11-Blog-Emoções e coração

Emoções e coração: como o que você sente afeta sua saúde cardiovascular 

O coração sente junto com você. Alegria, medo, raiva e ansiedade não ficam apenas na mente, elas desencadeiam reações reais no corpo. Hormônios como adrenalina e cortisol, liberados em situações de estresse, têm papel direto no funcionamento do sistema cardiovascular. 

Quando a emoção acelera o corpo 

Diante de uma situação estressante, o organismo ativa o chamado modo de alerta. As glândulas suprarrenais liberam adrenalina, que aumenta os batimentos e contrai os vasos sanguíneos, elevando a pressão. 
Logo depois, o cortisol entra em cena, mantendo o corpo em estado de vigilância. Quando essa ativação se torna frequente, os níveis hormonais permanecem altos e podem causar: 

  • aumento da pressão arterial
  • desgaste dos vasos sanguíneos; 
  • maior risco de infarto e acidente vascular cerebral

Um estudo da American Heart Association (2024) mostrou que pessoas com níveis elevados de hormônios do estresse têm até 90% mais risco de desenvolver doenças cardiovasculares. 

Emoções e estilo de vida 

Além dos efeitos biológicos, o estresse constante interfere nos hábitos: reduz a qualidade do sono, estimula a má alimentação e pode levar ao sedentarismo, fatores que aumentam ainda mais o risco cardíaco. 

Como equilibrar mente e coração 

Cuidar da saúde emocional é uma forma de proteger o coração. Algumas estratégias simples ajudam a reduzir a carga de estresse: 

  • Respire com consciência: inspire por 4 s, segure 2 s, expire por 6 s. Essa técnica diminui a frequência cardíaca. 
  • Descanse bem: o sono regular ajuda a equilibrar o cortisol e melhora a pressão arterial. 
  • Movimente-se: atividade física libera endorfinas e melhora a saúde vascular. 
  • Conecte-se: boas conversas e momentos de lazer reduzem a ativação do sistema de estresse. 

Conclusão 

As emoções influenciam o corpo de forma mais profunda do que imaginamos. Manter o equilíbrio entre mente e coração é essencial para uma vida longa e saudável. 

Cuidar da saúde emocional também é cuidar do coração.