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Saiba mais sobre Cardiopatia Congênita em bebês

Dados de 2020 apontaram que cerca de 29 mil crianças a cada ano são acometidas pela Cardiopatia Congênita, nome difícil que explica variadas anormalidades na formação do coração ou sistema cardiovascular de bebês. Dessas crianças, 6% vêm a óbito antes de completarem seu primeiro ano de vida; casos mais graves representam cerca de 30% das mortes neonatais. Números que assustam, mas que também trazem à tona o assunto. 

Diagnóstico e tratamento precoce — muitas vezes com intervenções cirúrgicas ainda nas primeiras horas de vida — são fundamentais para que o bebê possa ter a expectativa de vida de um indivíduo saudável e, para isso, é importante que a gestante não deixe de fazer todo o pré-natal. É durante os exames preventivos, especialmente os de imagem, como o ecocardiograma fetal, que se identifica a anomalia cardíaca no bebê em desenvolvimento. 

 
Mas o que provoca essa anomalia?  

Herança genética, gestação anterior de risco — inclusive com bebê cardiopata prévio, uso de antidepressivos, como o lítio e outros medicamentos, podem deixar o feto em formação mais suscetível ao desenvolvimento de uma cardiopatia que, inclusive, pode ser silenciosa e se manifestar na vida adulta. Sim, nem toda cardiopatia infantil apresenta sintomas aparentes e é manifestada na infância, daí a necessidade de acompanhamento cardiológico anualmente, especialmente quando se sabe de casos anteriores na família. 

Nem sempre é possível identificar uma cardiopatia durante a gestação e, por isso, é primordial que todo bebê faça, ainda na maternidade em seus primeiros dias de vida, o Teste do Coraçãozinho. O procedimento é simples e completamente não invasivo: um oxímetro mede o nível de oxigenação do sangue do bebê e os batimentos cardíacos dele; qualquer alteração de valores neste exame é indicativo para uma investigação mais detalhada, que pode incluir exames de imagens. O procedimento está disponível inclusive para pacientes do Sistema Único de Saúde, o SUS. 

É importante também, mesmo que os exames dos bebês não apontem anormalidades, atentar-se a sintomas como cansaço excessivo entre as mamadas, cianose (pele azulada), sudorese e dispneia. Ao menor sinal deles, busque o pediatra que acompanha o bebê para uma investigação mais profunda.  

Ainda que os sintomas não tragam prejuízos para a criança, no adulto podem se manifestar como insuficiência cardíaca, pressão arterial elevada e maior predisposição a acidentes cardiovasculares. 

Mas nem só de preocupação vive este artigo, é preciso dizer: muitos dos casos de cardiopatias congênitas se curam sozinhas com o desenvolvimento da criança. Outras pedem apenas acompanhamento ao longo da vida, sem longos tratamentos. Conhecimento é poder e uma máxima que também se aplica à saúde: ao ter ciência de um diagnóstico, é possível traçar um plano de tratamento rumo à cura. Conheça o seu corpo e sua saúde. Cuide de você e dos que estão ao seu redor. 

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