Alimentação é um tema que se destaca entre diversos públicos e faixas etárias. Há quem defende a ingestão apenas proteica, os que não ingerem animais ou outras filosofias nutricionais sem comprovação científica.
Por isso, depois de estudos e de acompanhamento de pacientes, vamos mostrar qual é a melhor dieta — até então — para o coração e, de quebra, para o corpo também.
Mediterrânea, esta é a dieta amiga do coração
Manter uma alimentação baseada em frutas, vegetais, castanhas e carnes magras reduz o risco de doenças cardiovasculares.
De acordo com pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, há uma redução de 12,5% nas chances de morte decorrentes de problemas cardíacos em pessoas que adotam a dieta mediterrânea.
O estudo avaliou por mais de 17 anos 23.902 homens e mulheres e seus hábitos alimentares. Aqueles que tinham o estilo mediterrâneo também diminuíram em 16% o risco de desenvolverem doenças cardíacas.
Já Elliot Berry, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, destaca que os benefícios da dieta mediterrânea estão associados, principalmente, ao coração e ao cérebro, com a melhora dos indicadores de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), problemas de circulação, obesidade e diabetes.
Quais são os alimentos-chave dessa dieta?
Baseada em alimentos de origem vegetal, inclui frutas, legumes, grãos, leguminosas e frutos secos, combinados com a gordura do azeite e a proteína das carnes magras, com destaque para os peixes.
O sal também é reduzido e dá espaço para ervas e especiarias darem sabor aos pratos, que são bem coloridos. Assim, os temperos industrializados são evitados, e, no lugar deles, a opção são temperos naturais.
Carne vermelha e açúcares são limitados e ingeridos em ocasiões especiais. Já o álcool é moderado e de preferência, o consumo é de vinho tinto.
Um menu mediterrâneo concentra alto teor de gorduras mono e polinsaturadas, fibras alimentares vegetais, antioxidantes e fatores anti-inflamatórios.
A boa notícia é que, por mais que tenha o nome de mediterrânea, qualquer pessoa pode adotar essa alimentação. A recomendação é consultar um cardiologista e um nutricionista para manter o acompanhamento periódico.
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