Muitas pessoas ouviram falar sobre o marcapasso como um dispositivo que “atrapalha” as portas de entrada de bancos e filas de aeroportos, mas os pacientes que fazem uso dele sabem que a sua verdadeira função é salvar vidas. De maneira bem simplificada, o marcapasso é um equipamento que monitora o ritmo cardíaco e que através de estímulos elétricos regula os batimentos para que não fiquem abaixo do esperado.
As principais indicações para o implante de um marcapasso são pacientes cujos batimentos cardíacos por minuto em repouso estejam abaixo de 40, que enfrentam arritmias com pausas longas e sintomáticas e casos graves de insuficiência cardíaca. É preciso ressaltar que não são todos os casos de acidentes cardiovasculares que pedem a implantação do marcapasso e que o único profissional apto a fazer a indicação é o médico cardiologista.
Uma curiosidade geral é sobre a vida de um paciente pós-colocação do marcapasso e as notícias são excelentes: salvo exceções, o paciente está apto a viver uma vida normal, inclusive com relação à prática de atividade esportiva (desde que acompanhado pelo seu cardiologista). Os únicos cuidados necessários incluem não dormir em colchões magnéticos, ter atenção especial a portas com detectores de metal (que podem desconfigurar o aparelho) e evitar deixar o celular no bolso esquerdo de camisas. A segunda grande curiosidade é a respeito da colocação do marcapasso e é sobre isso que falaremos agora:
O procedimento é invasivo — o que significa que é preciso uma intervenção cirúrgica — e relativamente simples. O paciente recebe anestesia local e, em alguns casos, medicação para que o paciente relaxe. A implantação começa com uma incisão (um corte) de cerca de 5 cm na região superior do tórax. Em seguida, um eletrodo fino — que pode ser comparado a um espaguete — é conduzido por uma veia até o coração e, assim que alcança o órgão, o médico conecta esse eletrodo ao marcapasso e faz a programação ideal para o paciente. O aparelho de marcapasso é, então, acoplado sob a pele do paciente e testado para checar o seu funcionamento. Se está tudo OK na programação, a incisão feita inicialmente é fechada.
Ainda que seja uma intervenção cirúrgica, a colocação do marcapasso tem rápida liberação do hospital: no dia seguinte à cirurgia ele é liberado para voltar para casa e seguir as devidas recomendações. Depois de cerca de três meses, o paciente é liberado para viver normalmente. A troca de bateria do marcapasso pode ser feita entre 7 e 12 anos após a sua colocação e é feita, também, por um procedimento cirúrgico rápido.
Veja a tecnologia como aliada e se o seu cardiologista indicar a colocação de um marcapasso, siga a recomendação. Confie no seu profissional de saúde, sempre.
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