Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) concede ao Brasil o título de país com maior número de registro de transtornos de ansiedade em todo o mundo. São cerca de 18,6 milhões de pessoas afetadas, ou 9,3% da população brasileira.
Esse número piorou ao longo de 2020 — ano em que iniciou a pandemia. O Fórum Econômico Mundial mostrou em um estudo que 53% dos entrevistados do Brasil reclamaram do agravamento do bem-estar mental, incluindo sintomas como respiração ofegante, batimentos cardíacos acelerados e bronquites.
Sintomas depressivos, como a ansiedade, são reconhecidos como risco para Doença Arterial Coronariana e outras patologias cardiovasculares, segundo artigo publicado pelo International Journal of Cardiovascular Sciences.
Tratar a saúde mental é cuidar do coração. E não apenas isso: evita doenças, como obesidade, hipertensão e infarto precoce.
Mas, afinal, qual é a relação entre o estresse e o coração?
Primeiro, vamos à definição do estresse, que se caracteriza por ser uma sensação de desconforto, medo, preocupação e nervosismo.
Conforme o estresse aumenta, elevam-se as taxas de adrenalina e cortisol no corpo.
Em excesso no organismo, essas substâncias provocam instabilidade, elevam a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos, que são fatores para desencadear um infarto ou Acidente Vascular Cerebral (AVC).
O estresse afeta diretamente o sistema cardiovascular, acelerando a possibilidade de doenças cardíacas.
Outro fator que merece destaque é a desregulação alimentar causada pelo estresse. Ela faz com que o paciente ingira alimentos pobres em proteínas e vitaminas, o que aumenta o peso corporal e pode implicar na baixa da autoestima.
Depois do estresse, a depressão
Mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o planeta, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apenas no Brasil, o total é de 11 milhões de casos.
A depressão é uma condição que faz as pessoas terem alterações bruscas de humor, afetando negativamente as relações sociais, familiares e no ambiente de trabalho.
Pacientes com depressão têm 78% mais chances de desenvolver doenças cardiovasculares em longo prazo, muito decorrente do uso de antipsicóticos – remédios que tendem a aumentar o índice de massa corporal.
E a doença é mais frequente entre aqueles que são diagnosticados com doença arterial coronariana (cerca de 40%), é o que mostra um estudo do International Journal of Cardiovascular Sciences.
Quando a mente não está bem, o coração emite sinais de alerta
Os quadros de risco apresentados acima são fatores que podem determinar a saúde do seu coração e até seu estado físico.
Você já ouviu falar em casos onde pessoas com ansiedade instantânea e violentas mudanças de humor, começam a apresentar hematomas pelo corpo sem qualquer motivo aparente?
Esse é um exemplo de paranoia do sistema nervoso que pode afetar negativamente o estado físico.
Por isso, quando não se cuida da mente, sem ter uma atividade de relaxamento ou momentos de desestresse, o coração passa a entrar em alerta vermelho, culminando em infarto precoce ou desenvolvendo doenças cardíacas.
Como prevenir?
- Como mencionado acima, faça exames periódicos, como eletrocardiograma e hemograma, e tenha um cardiologista para te acompanhar.
- Pratique atividades físicas diariamente por pelo menos 15 minutos. Caminhada ajuda bastante, assim como exercícios aeróbicos e musculação.
- Beba muita água e evite o consumo de álcool e tabaco.
- Fuja de ambientes tóxicos, estressantes e com gritaria, isso vai afetar muito o seu cérebro e seu dia.
- Esteja próximo a pessoas que te façam sentir bem.
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