As arritmias cardíacas acometem cerca de 10% da população brasileira; um índice aparentemente baixo, mas em número absoluta, representa mais de 20 milhões de pessoas. Recém-nascidos, crianças, adolescentes, adultos e idosos estão entre as pessoas que sofrem com alterações no processo de condução dos estímulos elétricos naturais que fazem com que o coração funcione normalmente.
Alguns pacientes recebem menos estímulo, fazendo com o que coração bata menos do que o esperado — bradicardia é o nome que se dá a esse tipo de arritmia. O outro, oposto, é a conhecida taquicardia, quando os estímulos ao batimento cardíaco são maiores e o coração fica acelerado. Nos dois casos, é preciso tratamento adequado para que o coração bombeie sangue de forma suficiente para a manutenção de todos os outros órgãos.
Para a arritmia existem algumas opções disponíveis que são sempre recomendadas por um médico cardiologista depois de uma avaliação minuciosa na saúde geral do paciente. Entre essas soluções está a colocação de um marcapasso, tema que já foi abordado em outra reportagem e que vale a leitura mas que, de maneira simples, é um dispositivo que emite impulsos elétricos para regular os batimentos cardíacos por minuto. Pode ser uma solução temporária ou definitiva, a depender de cada caso. Além do marcapasso, medicamentos podem auxiliar casos mais leves da doença e casos mais severos pedem intervenção cirúrgica mais complexa e que inclui a implantação de um desfibrilador portátil para regular as batidas do coração.
A medicina vem avançando cada vez mais e a virtualidade se une ao médico não só nos casos de tratamento, mas de diagnóstico. É o caso da tecnologia 3D, que permite um mapeamento em tempo real da situação coronária do paciente, proporcionando maior assertividade no tratamento e até mesmo mostrando como fazer pequenas ablações para o tratamento da arritmia. Como se vê, as opções de tratamento existem e variam caso a caso.
O que é importante relembrar sempre: exames periódicos podem salvar vidas. Muitas das arritmias não são sentidas por serem assintomáticas e é no preventivo que o médico faz o diagnóstico. Faça seus exames de prevenção anualmente. Compromisso com você!
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