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Cardiomegalia: a “doença” do coração grande que matou Taylor Hawkins

O nome é complicado: “cardiomegalia” e ficou popularmente conhecida como “coração grande”. É uma consequência final de uma série de doenças cardíacas, tais como: insuficiência cardíaca, arritmias ou doenças nas artérias coronárias. Também pode ser uma consequência de uma condição benigna, chamada de coração de atleta. Não é considerada doença, mas serve como alerta esses casos.

Essas doenças podem deixar o músculo do coração ou as suas paredes mais grossas e maiores (daí o surgimento do nome “coração grande”), impedindo o bombeamento correto de sangue para o organismo. Esta é uma alteração que geralmente acomete pacientes idosos, mas pode também afetar os mais jovens, incluindo crianças — estes geralmente com cardiopatias que, até então, não eram
conhecidas e também pode ser encontrada em atletas jovens de alto rendimento.

Ainda que não seja considerada de fato doença (mas condição de outra doença) é um estado grave e que pode levar o paciente a óbito se não tratada. A boa notícia é: quando diagnosticada precocemente, tem tratamento e bom controle dos sintomas.

Na fase inicial é uma condição assintomática, porém, com a evolução do quadro clínico, o paciente pode relatar falta de ar mesmo quando em repouso, tonturas, palpitações, dores no peito, cansaço excessivo constante e inchaço nos membros inferiores e na barriga. A avaliação cardiológica é imprescindível para que o tratamento — que inclui o uso de medicamentos diuréticos, anti-hipertensivos, anticoagulantes, antiarrítmicos, entre outros – possa ser prontamente iniciado. Em alguns casos pode ser necessária a colocação de marcapasso, stents nas coronárias, cirurgia cardíaca e, em casos mais severos, transplante do coração.

A cardiomegalia é diagnosticada por meio da análise do quadro clínico, exame físico, exames de raio-X, eletrocardiograma, ecocardiograma inicialmente. Adicionalmente podem ser necessários exames mais complexos como tomografia, ressonância magnética ou cateterismo cardíaco. Além deles, exames de sangue podem ser considerados pelos especialistas para avaliar se existem outras alterações que possam colaborar para o desenvolvimento da cardiomegalia.

É preciso, de novo, reiterar a importância da prevenção. Taylor Hawkins, baterista do grupo Foo Fighters, trouxe a cardiomegalia à tona ao ter sido revelado que ele sofria com a condição cardíaca, embora não tenha sido essa a causa de sua morte. Ainda que seja um acontecimento trágico, acaba servindo para que outras pessoas busquem seus exames preventivos. Que esse episódio nos ensine a atentar-nos aos cuidados com a saúde do coração. Prevenir é sempre melhor do que remediar. Essa é a máxima que a medicina prega.

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