Check-up: por que você deixou de fazer durante a pandemia?

“Prevenir é melhor do que remediar”, diz a máxima. Quando se fala em saúde não há prevenção melhor do que a realização de check-ups periódicos, especialmente em pacientes que apresentam risco para o desenvolvimento de determinadas doenças. Ainda que em muitos casos a realização de exames preventivos não impeça o desenvolvimento do diagnóstico, é em exames como estes que se detecta precocemente diversas doenças que apresentam prognósticos positivos de remissão.  

No entanto, uma pesquisa promovida e divulgada em julho de 2021 pelo IBGE constatou que dos mais de 211 milhões de brasileiros, 70,6 milhões não têm o hábito de fazer anualmente seus exames de controle. Este é um índice extremamente alto e que podemos reverter por meio da promoção e conscientização da importância da prevenção. Infelizmente o cenário pandêmico em que estamos inseridos desde o começo de 2020 não contribuiu para a diminuição deste número, pelo contrário: três, em cada dez brasileiros, deixaram o check-up de lado por medo da contaminação em laboratórios e clínicas médicas, de acordo com uma pesquisa promovida também em 2021 pela Ticket.  

Dr Jeffer Morais, diretor de Cardiologia Clínica do Grupo Sirius, atesta na prática o que dizem as pesquisas teóricas: “A experiência de quase dois anos convivendo com as restrições impostas pelo risco de contágio pelo coronavírus mostrou que as pessoas estão deixando de procurar os médicos para exames preventivos — sejam eles cardiológicos, ginecológicos, urológicos evidentemente deixando de fazer diagnósticos importantes e mesmo controles de doenças crônicas como diabetes e hipertensão”. O resultado dessa falta de cuidado é o aumento expressivo de óbitos que poderiam ser evitados por meio desses exames; 32% é o índice de crescimento de mortes em domicílio causadas por doenças cardiovasculares — um número que preocupa cardiologistas e clínicos gerais.  

É preciso que o paciente entenda não só a importância da realização destes exames preventivos (que você pode conferir no box da matéria), mas também sobre as normas rígidas de segurança e higiene que tornam clínicas, laboratórios e hospitais um ambiente seguro para a realização desses exames. “É preciso lembrar constantemente aos pacientes que seguimos em todos os locais que trabalham com saúde uma política rígida de manutenção e limpeza de ambientes e aparelhos — dentro e fora do cenário pandêmico”, explica o Dr. Morais.  

Aliás, especificamente pensando na pandemia do Coronavírus, é preciso exaltar ainda mais a necessidade desses exames periódicos, especialmente para aqueles que já foram acometidos pela doença. “Alguns pacientes que tiveram COVID estão com sequelas que ainda estamos aprendendo com o tempo — a chamada COVID longa. Encontramos algumas alterações cardiológicas, como miocardite, alterações pulmonares e neurológicas que necessitam de exames e equipes multidisciplinares para melhor recuperação”, explica Dr Jeff, que reitera a importância de buscar ajuda profissional mesmo ao menor sinal de um sintoma.  

Fica aqui o nosso alerta: com saúde não se brinca e protelar uma consulta ou exame pode ser a diferença entre a cura ou o agravamento de uma doença. Cuide-se. Faça os exames preventivos pedidos pelo seu médico de confiança. Tenha na Medicina uma aliada não só para a sua saúde, mas para a sua longevidade.  

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